sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

21º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Este foi um mês marcado por novas compras por parte da carteira do blog. Foram adquiridos títulos da EDP Renováveis e da Galp Energia, como já foi referido nos posts das suas compras.
Devido às entradas serem tardias, face às valorizações ocorridas na bolsa nacional, a carteira do blog neste 21º mês apenas valorizou 0,39% face a uma valorização superior a 6% por parte do Psi-20. Os dois activos que constituem a carteira estão positivos e serão para manter até os que os sinais indicados nos seus "posts de compra" surjam.

Para não deixar fugir as valorizações da bolsa nacional, a carteira BolsaLisboa no futuro terá mais actividade, com uma maior ocupação do seu capital nas acções nacionais, de forma a manter mais actividade e aumentar o número de negócios.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Compra Galp

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A carteira foi reforçada com a compra de 250 títulos da Galp Energia, ao preço unitário de 12,645€. Esta compra surge numa altura em que muitos rumores correm na empresa, com a possibilidade de compra por parte da Galp dos activos da Shell em África e também o interesse por parte da Petrobras na participação da ENI no capital da Galp.
Também o ultrapassar de uma ténue zona de resistência, nos 12,60€, coincidente com os máximos relativos de Outubro e Novembro passado, foi mais um sinal para a compra dos títulos da empresa.

O objectivo do negocio será chegar à zona de resistência nos 13,50€, nas próximas semanas. O "stop-loss" foi colocado nos 12,30€.

Martifer com Expansão nas Renováveis

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A Martifer foi criada em 1990, com a construção metálica a ser a sua principal e única actividade. Depois de se tornar líder nacional nesse sector, em 2004 a empresa desenvolve a área de equipamentos para energia e fazendo cumprir o forte plano de expansão nesse novo sector, em 2007 efectuou uma OPA bem sucedida à Repower Systems, um dos maiores produtores mundiais de aerogeradores. Não é só na energia eólica que a empresa tem apostado mas também no solar, hídrica e maremotriz, com a Martifer Renewables.

A Martifer tem sido notícia nacional devido sobretudo à grande expansão na área das energia renováveis e não pela expansão ou obras efectuadas no sector da construção metálica.
Dentro destas noticias está a instalação de dois parques fotovoltaicos em Cabo Verde, com potencia instalada de 7,5 MegaWatts, que irá começar a funcionar ainda este ano. Este parque deverá produzir 4% da electricidade consumida no arquipélago
Também o ganho de projectos para energia eólica no Brasil, com potência instalada de 217,8 MegaWatts, foi uma boa noticia para esta empresa sediada em Oliveira de Frades, estando a finalização da sua construção prevista para 2012.

Nos primeiros 9 meses de 2009, os resultados da Martifer não foram satisfatórios. A empresa apresentou uma diminuição de lucros de 15%, face ao mesmo período do ano anterior, apesar de ter obtido um encaixe financeiro superior a 200 milhões de euros, da venda da sua participação na Repower.
A quebra de resultados registou-se nos dois grandes sectores a que a empresa se dedica, construção metálica e energias renováveis. Com este resultados a empresa admite diminuir o seu interesse na área de agricultura e combustíveis, colocando este sector como "sector operacional para venda".

A Martifer registou no inicio deste ano duas fortes sessões de ganhos na sua cotação em bolsa. A cotação da empresa chegou assim rapidamente aos 3,63€, registando uma subida superior a 8%, mas mesmo assim ainda a negociar em valores ligeiramente inferiores aos negociados no inicio do passado ano de 2009.
A empresa neste momento apresenta uma tendência de curto/médio prazo lateral, com a cotação a negociar em torno dos 3,50€ desde Maio de 2009, apresentando apenas uma subida curta acima dos 4€, para depois voltar à anterior zona de negociação. Por este motivo e por nunca ter tido na sua história, desde que entrou na bolsa nacional, um movimento de subida consistente e com um prazo mais alargado, a Martifer torna-se um titulo desinteressante do ponto de vista do investidor.
De relembrar que a empresa começou a cotar em bolsa nos 12€, em Junho de 2007 e actualmente transacciona nos 3,63€, não muito longe do seu mínimo absoluto de 2,53€.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Compra EDP Renováveis

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A carteira BolsaLisboa voltou às compras, adquirindo 430 títulos da EDP Renováveis, ao preço unitário de 6,919€.
Esta compra surgiu com um movimento altista do marcado nacional e um inicio de subida por parte dos títulos da EDPr, que coincidiu com a quebra da resistência na zona dos 6,75€. O objectivo do negocio será chegar à zona dos anteriores máximos relativos, feitos entre Maio e Setembro de 2009, para depois proceder à venda. O "stop-loss" encontra-se abaixo da zona de negociação dos últimos dias, nos 6,55€.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Melhores de 2009

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Agora que acabou o ano de 2009, está na altura de fazer um balanço de quais foram as empresa com melhor comportamento na bolsa nacional.
Dentro do Psi-20, a empresa que obteve a maior valorização foi a Sonae, obter quase os 3 dígitos de valorização, 98,2%. Nos restantes lugares cimeiros ficaram a Sonaecom, a Altri, a Cimpor e a Teixeira Duarte, respectivamente com 92,2%, 90,9%, 84,7% e 74,3%.
No outro lado, as empresa que obteram as piores prestações do ano foram o BES, o BCP, a REN, a ZON e a EDP, respectivamente com valorizações de 2,3%, 3,8%, 8,7%, 14,3% e 16,8%.
É de realçar contudo a subida de todas as acções cotadas no Psi-20 durante o ano de 2009, revelando assim que este índice pode ser um bom local de investimento para os investidores de médio/longo prazo e principalmente os iniciantes nestas andanças.
Se recuperarmos alguns tópicos atrás, é possível verificar que muitas das acções que mais subiram foram também das que mais desceram entre os anos de 2007 e 2009 e as que menos subiram também foram das que menos desceram nesse período de quedas dos mercados mundiais.

No que toca às acções com maior volume de negociação, em primeiro lugar surge destacado o BCP com mais de 16 milhões de acções diárias, seguido da Sonae e da EDP, respectivamente com 7,7 milhões e 6,8 milhões.
As acções com menor volume de negociação foram a REN, a Altri e a Sonaecom, todas com volumes médio diários inferiores a 500 mil acções.

Convertendo o volume de negociação em dinheiro transaccionado em cada título, a acção que fez movimentar mais dinheiro foi a PT, com mais de 23 milhões de euros médio diários. De seguida vem a EDP e a Galp, ambas com negociações diárias num valor superior a 15 milhões de euros.
Os títulos que tiveram menos de 1 milhão de euros médios negociados diariamente foram a Teixeira Duarte, a Sonaecom, a REN e a Portucel. Assim a Texeira Duarte, com cerca de 500 mil euros negociados diariamente, dará lugar à Inapa no Psi-20.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Menor cotação, mais valorização?

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Antigamente utilizava-se muito a diferenciação de acções pela sua cotação. Uma acção que estava cotada a baixos valores era uma acção que tinha fortes movimentos com elevadas amplitudes, enquanto que uma acção que estava cotada a valores elevados era vista como tendo movimentos mais "controlados" de menor amplitude. Era comum utilizar-se as acções com baixo valor de cotação, para investimentos com maior risco e as acções com maior valor de cotação, para investimentos de menor risco.

Na bolsa nacional é difícil de comprovar esta teoria, devido ao diminuto número de títulos cotados em Portugal e também devido à pouca amplitude das cotações das diversas empresas. Existem 11 acções cotadas a menos de 1€, mas apenas 4 acções cotadas a mais de 10€.

A valorização média obtida por todas as cotadas a menos de 1€, no ultimo ano, é de 57,14%, enquanto que o mesmo valor mas referente às empresas cotadas a mais de 10€ é de 57,06%. A diferença entre os valores não é significativa para se poder afirmar que umas se sobrepõem às outras em termos de valorização anual.
Em termos de volatilidade nos últimos 90 dias, os títulos cotados a menos de 1€ têm uma média de 28,494, um valor superior à média das cotadas a mais de 10€, de 24,031.

Com os valores referidos acima e apesar da dimensão da população utilizada ser pequena, é possível concluir que em termos de médio prazo, ambos os grupos de acções apresentam variações semelhantes, podendo o investidor optar por qualquer um dos grupos, neste horizonte temporal. A diferença entre cada uma das opções está na volatilidade e assim se o investidor optar por um investimento em acções de baixa cotação, a oscilação da carteira de títulos durante as sessões do dia e no curto-prazo, será superior ao das acções de elevada cotação.
Desta forma é possível que para investidores de médio-prazo, que não "sofrem" com os movimentos dos títulos, um investimento em acções de baixa ou alta cotação seja indiferente. Para investidores de curto-prazo e daytraders, que procuram por oportunidades, com maior risco, de ganhar mais no menor espaço de temporal, as acções de baixa cotação podem ser mais proveitosas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bom Natal

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Índices Nacionais

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Apesar de apenas se ouvir falar do Psi-20 e Psi Geral e de serem os índices nacionais que a maioria dos investidores conhece, existem outros índices nacionais que a maioria desconhece. Para além do Psi-20 e do Psi-Geral existem mais 17 índices, referentes à bolsa nacional, no mercado NYSE Euronext.
Não é que existam mais acções para além daquelas que estão englobadas no Psi-20 e Psi Geral, mas existem outras maneiras de as agrupar e de lhes atribuir um maior ou menor peso.

Existem índices sectoriais que englobam apenas empresas de um determinado sector de actividade. Por exemplo o Psi Financials é um índice que engloba as empresas cotadas na bolsa nacional que pertencem à área financeira. Este é composto pelo BCP, BES, BPI, Banco Popular Espanhol, Santander, Banif, ESFG, Finibanco e Sonae Capital. Durante os últimos 365 dias, este índice obteve uma variação de +13,59%, bastante longe dos +32,71% que obteve o Psi-20.

O Psi High Dividend é um índice composto pelas empresas cotadas na bolsa nacional que apresentam o maior rácio entre o dividendo distribuído e a sua cotação. Estão na sua composição o BES, BPI, Brisa, Cimpor, EDP, Portugal Telecom, REN, Semapa, Sonae e Sonae Industria. Este índice, no último ano, apresentou uma performance 8% superior ao Psi-20.

Existem ainda outros índices que apresentam a mesma estrutura do Psi-20, mas o modo de funcionamento é diferente. O Psi-20 Short é um índice que anda no sentido contrario do Psi-20, isto é o seu funcionamento é com posições curta e quando o Psi-20 sobre 1% ele desce 1% e vice versa. Torna-se assim uma boa opção para quando as queda no longo-prazo dominam na bolsa nacional.
O Psi-20 X3 Lev é outro índice com a mesma estrutura do Psi-20 mas desta vez multiplica as suas variações por 3, isto é quando o Psi-20 sobe 1% este índice sobe 3%. No último ano o Psi-20 X3 Lev apresenta uma valorização superior a 100%.

Uma lista completa de todos os índices nacionais pode ser encontrada aqui.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Rally de Natal

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O período de Natal é sempre um período onde as pessoas deixam um pouco os mercados de lado para se dedicarem a outras coisas. Uma consequência disso é uma diminuição da quantidade de acções transaccionadas.
Entre os dias 20 de Dezembro e 2 de Janeiro, a bolsa nacional têm obtido bons resultados historicamente comprovados. Entre os anos de 2000 e 2008, durante esse mesmo período do ano, o Psi-20 apenas obteve desvalorizações em 2 anos, registando valorizações nos restantes 6 anos. Em 3 anos, a valorização no Psi-20 foi superior a 3% e a média dos 8 anos foi de um crescimento de +1,42%.

Estas subidas já são características do período de Natal, subidas estas que muitos investidores preferem passar ao lado, para aproveitar a época. Outros preferem passar ao lado das subidas não pela época mas sim por acharem que a validade destes movimentos de fim de ano é baixa. Com os baixos volumes de negociação, característicos da época, é normal que os movimentos não tenham tanta validade no mercado por não serem desencadeados por um número significativo de investidores que representem o mercado.
Assim as surpresas podem acontecer e sinais técnicos de entrada ou boas noticias das empresas, que levem a cotação a uma subida, como as recentes subidas devido a entrada de capital estrangeiro na bolsa nacional, podem ser enganadoras e virar-se contra os investidores logo que o mercado seja representado na sua globalidade.
Por isto é necessário ter atenção a estes movimentos da época Natalícia.