Sábado, 21 de Janeiro de 2012

Ataque aos Combustíveis

Esta semana foi marcada por mais aumentos dos preços dos combustíveis, tal como já tinha sido a semana anterior, aumentos estes amplamente divulgados na comunicação social e discutidos na opinião publica. Estes aumentos provocaram uma subida do preço médio do gasóleo rodoviário de 0,010€ e de 0,004€ no gasóleo rodoviário e na gasolina 95 respectivamente, segundo a Direcção Geral de Energia e Geologia.

A situação económica que Portugal atravessa neste período recessivo, faz com que este tipo de aumentos em bens considerados de primeira linha para uma grande maioria da população tenham um grande impacto na economia familiar. Ir aos bolsos dos Portugueses de uma maneira tão clara e divulgada como são os combustíveis, cria no senso comum um sentimento de revolta para com as empresas petrolíferas, principalmente para com a empresa mais badalada nestas situações, a Portuguesa Galp.

Em primeiro lugar será necessário começar pela estrutura dos preços dos combustíveis e como ele se forma. Um dos principais factores de variação dos preços dos combustíveis é a cotação do petróleo nos mercados internacionais. O crude que nos serve de referência na Europa é o Brent, petróleo proveniente do mar do Norte e negociado em Londres. Outro dos factores que tem um elevado peso na formação dos preços dos combustíveis é o par cambial EUR/USD, porque os preços do petróleo nos mercados internacionais são negociados em dólares e os combustíveis nacionais são vendidos em euros.

Para além destas duas componentes variáveis da formação do preço dos combustíveis existem e ainda as parcelas não variáveis (ou com menor variação), nomeadamente todos os custos necessários desde a extracção do petróleo, passando pela refinação, transformação, transporte e margens dos operadores, terminando na componente fixa que tem um maior peso, os impostos. A formação do preço dos combustíveis têm em conta todos os factores enunciados e ainda outros factores de natureza algo complexa que dependem dos próprios mercados internacionais de combustíveis, mas que têm muito pouca expressão no preço final dos combustíveis vendidos aos consumidores.

Uma grande parte das notícias que surgem na comunicação social sobre os combustíveis fazem uma alusão aos preços dos combustíveis na Europa, à média dos preços dos combustíveis na Europa e por uma questão de proximidade aos preços dos combustíveis em Espanha. Das expressões que mais se ouvem estão: “Portugal está entre os mais caros das Europa” ou que “Espanha tem os combustíveis bastante mais baratos que em Portugal”, expressões estas que podem ser explicadas apenas através da fiscalidade.

Em Portugal sobre o preço do combustível é aplicado o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) e sobre estes o IVA (23%). Considerando o preço médio da gasolina 95 e do gasóleo rodoviário em Portugal Continental, no dia 16 de Janeiro, de 1,603€ e 1,461€ (fonte: Boletim da Comissão Europeia), então nestes preços o IVA representa 0,369€ e 0,336€ respectivamente e o ISP representa 0,583€ e 0,364€. Estes valores indicam que os impostos no preço da gasolina representam 57,7% do preço total e no gasóleo representam 47,9%, o que quer dizer que sem impostos, teoricamente, a gasolina 95 custaria 0,651€ e o gasóleo rodoviário 0,761€.

Em Espanha, para o mesmo dia, a gasolina 95 custava em média 1,367€ e o gasóleo rodoviário 1,360€, o que representa menos 14,7% e 6,9% em relação aos preços praticados em Portugal. Se atendermos também à diferença de fiscalidade entre os dois países, onde em Espanha o ISP para a gasolina 95 tem um valor de 0,443€ e para o gasóleo rodoviário o valor de 0,346€, então temos que o peso dos impostos em Espanha é de 49,5% para a gasolina 95 e de 43,5% para o gasóleo rodoviário. Os valores dos combustíveis sem impostos em Espanha são assim mais altos em 2,6 cêntimos de euro para a gasolina 95 e 0,8 cêntimos de euro para o gasóleo rodoviário.

Na União Europeia as taxas aplicadas sobre os combustíveis foram rectificadas em grande parte dos países no ano de 2011, como por exemplo em França, Itália e Inglaterra. O ISP médio entre os países da União Europeia é de 0,521€ para a gasolina 95 e 0,397€ para o gasóleo rodoviário, enquanto que os preços finais de venda ao consumidor na União Europeia são de 1,560€ para a gasolina 95 e de 1,484€ para o gasóleo rodoviário. Em comparação com Portugal o ISP da gasolina 95 é mais elevado em terras nacionais 11,9% que a média da EU enquanto que o ISP do gasóleo rodoviário é mais baixo 8,3%, mas no que diz respeito ao IVA aplicado sobre os combustíveis enquanto que o praticado em território nacional é de 23% a média da EU está nos 20,8%.

A grande diferença de preços entre Portugal e os restantes países da zona Euro encontra-se nos impostos praticados e no caso de Portugal, apesar do ISP não aumentar desde 2007, os impostos entre os anos de 2004 e 2008 aumentaram a um ritmo superior ao da União Europeia a 15. Para o caso da gasolina o aumento do ISP foi de 11% em Portugal face a um aumento de 3% na EU, enquanto que no gasóleo o aumento em Portugal foi de 18% face a um aumento na UE de 4%. Este aumento foi realizado numa altura em que o preço líquido dos combustíveis aumentou bastante na EU com a escalada do preço do petróleo nos mercados internacionais. Em relação aos valores líquidos, a gasolina em Portugal aumentou 71% e o gasóleo aumentou 129%, nesse mesmo período, enquanto que na UE os aumentos foram de 78% e 132%. Os preços dos combustíveis líquidos têm aumentado em linha com os preços praticados na UE mas quanto aos impostos, esses aumentos tem sido superiores em Portugal, com excepção dos últimos 4 anos, onde apenas foi alterado o IVA.


Neste momento ainda estão muitos dos leitores a questionarem “…então mas porque é que quando o petróleo atingiu os 150 dólares os combustíveis estavam mais baratos em relação aos dias de hoje?”. Esta questão tem algumas incorrecções as quais passo a explicar.
Para fazer a correspondência entre o preço do Brent nos mercados internacionais e os preços dos combustíveis na bomba é necessário ter em conta que o petróleo negociado hoje não é o combustível das bombas amanhã. Desde o momento em que o petróleo é negociado até que este esteja na bomba existe um período entre uma a duas semanas, o que faz com que para analisar o preço dos combustíveis de hoje necessitamos de recorrer aos preços dos mercados internacionais de à uma ou duas semanas atrás. Neste caso vamos determinar os valores com o delay de 2 semanas.

O Brent no dia 14 de Julho de 2008 atingiu o seu máximo de 153,06 dólares por barril. Nesse mesmo dia o EUR/USD negociava nos 1,596, o que quer dizer que em euros o Brent teve o seu máximo de 95,90€. Entre os dias 3 de Janeiro de 2012 e 8 de Janeiro de 2012 o Brent registou um máximo de 114,04 dólares por barril. No mesmo período o EUR/USD registou valores máximos de 1,307, o que representa que o Brent foi negociado a 87,25€. Corrigidos os valores para euros, temos que o preço do Brent do início de 2012 encontra-se 9% abaixo do máximo registado em 2008.

No dia 18 de Julho de 2008, o preço médio da gasolina 95 em Portugal estava nos 1,523€ e o gasóleo rodoviário nos 1,426€. Em termos líquidos de impostos e tendo em conta que o IVA nessa altura era de 21%, a gasolina 95 estava com um preço de 0,620€ e o gasóleo rodoviário de 0,763€. Em relação aos preços de 16 de Janeiro de 2012, mostrados anteriormente, os preços actualmente e face aos máximos de 2008 encontram-se com variações de +0,03€ (5%) no caso da gasolina 95 e -0,002€ (-0,3%) no caso do gasóleo rodoviário.

Preços Brent

Apesar dos preços líquidos do gasóleo rodoviário estarem sensivelmente iguais aos correspondentes aos máximos de 2008, a gasolina 95 encontra-se 5% mais cara e o Brent encontra-se a negociar 9% abaixo dos valores de 2008, em euros. Estes dados mostram que se os preços dos combustíveis dependessem apenas da variação do petróleo nos mercados internacionais, face aos máximos de 2008, o gasóleo rodoviário deveria de estar 6,9 cêntimos mais barato e a gasolina 95 9,1 cêntimos mais barata.

Comparar produtos refinados como a gasolina ou o gasóleo com a matéria-prima bruta que é o Brent, trata-se apenas de uma aproximação com alguns erros. Os preços dos produtos refinados tem uma boa correlação com o preço da matéria-prima, mas esta está um pouco longe dos 100% porque existem um grande número de componente do preço final dos refinados, tal como foi explicado inicialmente, que não acompanham o preço da matéria-prima. Estes custos, são geralmente afectados pela inflação e no caso de Portugal a inflação entre os máximos de 2008 e o final de 2011 foi de 5,65%.

Se descontarmos o valor da inflação ao preço dos combustíveis de 2012, como aproximação, então temos que o gasóleo deveria de estar 2,3 cêntimos mais barato e a gasolina 5,4 cêntimos. Estes valores mostram que os combustíveis hoje em dia estão mais caros em valor líquido corrigido, face aos máximos de 2008, mas essa diferença não é tão significativa quanto a maioria das pessoas julga.

As recentes subidas dos preços dos combustíveis são totalmente explicadas pela queda do par cambial EUR/USD, o que levou a um aumento dos custos sobre a maioria da população Portuguesa. Os combustíveis estão caros não só em Portugal como em toda a União Europeia, mas se tivermos em conta os rendimentos e o nível de vida médio da população Portuguesa, os custos suportados pela população nacional só são superados por países como a Roménia, Hungria, Republica Checa e Polonia.

Os combustíveis estão com preços elevados e representam uma fatia cada vez maior do orçamento familiar, mas antes de começar o ataque às gasolineiras é preciso uma análise dos dados para saber de onde vêm os aumentos e quem são os culpados pelos altos preços.


Fontes:
http://ec.europa.eu/energy
http://www.prorealtime.com/
http://www.negocios.pt
http://www.dgge.pt

Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Euforia no BCP

Segundo alguns dados estatísticos amplamente divulgados, a grande maioria das pessoas que já entraram nos mercados comprando algumas acções desta ou daquela empresa, perderam dinheiro. Este não é um facto visível na sociedade porque o ego das pessoas, que as condicionou nos mercados, não deixa que essa informação seja revelada e desta forma apenas os que ganham ou que já ganharam nos mercados falam abertamente sobre o assunto.

Cada vez que descubro alguém desse grande grupo de pessoas que entrou e saiu dos mercados com perdas, principalmente dentro dos últimos 5 anos, os títulos do BCP estiveram quase sempre envolvidos nos negócios realizados, ou ainda estão envolvidos. Muitas das pessoas ainda detêm os títulos do banco mas sem qualquer esperança ou convicção de retorno por parte dos mesmos, por estarem com desvalorizações superiores a 90% ao longo destes últimos anos.

Nesta descida do BCP superior a 96%, desde os máximos de 2007 até aos dias de hoje, os investidores, principalmente os menos experientes, têm justificado a sua tomada de posição com o baixo valor a que as acções estão a ser negociadas. Este é um erro comum dentro do mercado, dando a ilusão que as acções se encontram baratas, mas também é necessário ver que basta uma descida de 1,2 ou 3 cêntimos, para se perder 10,20 ou 30%.

Todos estes factos fazem com que o BCP seja dos títulos mais negociados da bolsa nacional e um dos mais apetecíveis para os “rookies” nos mercados. A grande quantidade de pequenos investidores envolvidos nas acções do BCP faz com que as oscilações da cotação sejam momentos de ansiedade e de euforia. Como consequência o BCP é das acções onde mais rumores surgem e onde mais investidores andam atrás do rumor, provocando uma grande volatilidade e movimentos intradiários “impróprios para cardíacos”, com subidas e descidas superiores a 10% em sessões consecutivas.
 
É por estas e outras razões que pessoalmente prefiro estar longe das acções do Banco, mantendo-me afastado de possíveis “falsos” movimentos ou de grandes variações percentuais num curto espaço de tempo.



Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

BolsaLisboa regressa em 2011

Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

Dividendo da Galp

Na próxima quinta-feira, 23 de Setembro, a Galp Energia irá distribuir um dividendo líquido por acção de 0,06€, relativo ao exercício de 2010.
As acções da empresa irão negociar sem direito ao dividendo já na próxima segunda-feira, 20 de Setembro. Por isso para quem quiser receber este dividendo basta comprar ou manter os títulos da Galp em carteira após a sessão de hoje.

Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Portucel segue no grupo da frente

A Portucel tem sido um dos títulos da bolsa nacional com melhor desempenho. Desde Abril de 2009, quando a acção definiu novos mínimos, numa zona de negociação entre os 1,35€ e os 1,50€, o período de quedas da empresa na bolsa nacional acabou. Desde ai que os títulos da empresa começaram a traçar um caminho ascendente, quebrando resistências e definindo novos suportes, como foi o caso da zona entre os 1,75€ e 1,77€, que constituo um marco importante para definir a nova tendência nas acções da empresa. Assim a Portucel tem andado sempre no grupo da frente das empresas com melhores prestações do Psi-20, em conjunto com a Galp, a Jerónimo Martins e a Portugal Telecom.

No curto prazo, os títulos da Portucel têm definido uma nova resistência na zona dos 2,24€. A sua tendência de alta de médio-prazo e os consecutivos mínimos relativos cada vez mais altos que os mínimos anteriores, deixam antever uma quebra desta zona de resistência. Caso este cenário venha a acontecer um importante sinal de força da acção será dado, ficando assim os investidores com boas indicações quanto às mesmas.

Sábado, 11 de Setembro de 2010

28º e 29º Mês da Carteira BolsaLisboa

Durante os meses de férias e de Verão, os movimentos tanto na bolsa nacional como na carteira BolsaLisboa foram de pequena amplitude. O Psi-20 continua com um movimento de lateralização, que já dura à alguns meses e que deixa alguns investidores com vontade de partir para outros mercados em busca de maiores movimentos e mais "adrenalina". Desta forma muitos dos negócios realizados pela carteira foram fechados pela activação do "stop-loss" definido, apesar de essa activação não ter sido sinal de uma mudança dos valores de negociação.

No 28º mês, o Psi-20 desvalorizou -0,65% enquanto que a carteira valorizou 0,6%, muito devido ao negócio realizado com os títulos da Jerónimo Martins que foram vendidos com uma valorização superior a 6%. No 29º mês da carteira BolsaLisboa, tanto o Psi-20 como a carteira desvalorizaram, respectivamente -1,59% e -0,69%.

As compras realizadas irão continuar a ser em pequenas quantidades, enquanto o movimento de lateralização continuar na bolsa nacional. Se o Psi-20 conseguir superar os 7500 pontos, então aí a carteira irá deixar o seu estado actual de 100% de liquidez para passar a estar mais próxima dos movimentos do mercado.



Venda Sonae

As acções da Sonae que foram adquiridas na semana anterior para a carteira BolsaLisboa, foram vendidas durante a sessão do dia 8 de Setembro pela activação do "stop" colocado. As acções foram vendidas ao preço unitário de 0,85€, num dia em que o mínimo atingido pelo título foi de 0,849€. Este negócio foi fechado com uma desvalorização de 3,63% e uma perda para a carteira de 80€.

Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

Compra Sonae

Foram adquiridos 2500 títulos da Sonae para a composição da carteira BolsaLisboa. Essa compra deu-se durante a manhã da sessão de hoje, ao preço unitário de 0,882€, totalizando 22% do capital da carteira do blog.
A compra foi desencadeada depois da quebra em alta da linha de tendência descendente que a cotação da empresa vinha a formar durante o ultimo ano. Apesar da bolsa nacional ainda estar num cenário de lateralização, este sinal por parte da Sonae foi importante para aplicar algum do capital da carteira.
O stop-loss foi colocado um pouco abaixo da linha de tendência ultrapassada, nos 0,85€ e o objectivo no negócio é chegar a uma ténue zona de resistência nos 0,95€, que foi formada entre Novembro de 2009 e Janeiro de 2010.

Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

Resultados do Primeiro Semestre

A época de apresentação de resultados referente ao primeiro semestre do ano, já terminou para as empresas que compõem o principal índice da bolsa nacional e o resultado foi positivo. Dentro do Psi-20, 15 empresas apresentaram um aumento dos seus resultados líquidos face ao mesmo período do ano passado e 5 apresentaram uma quebra nos seus resultados líquidos.

As empresas que não conseguiram superar os lucros do ano anterior foram a REN, EDP Renováveis, Brisa, Cimpor e Mota-Engil. Deste grupo de empresas a que obteve a pior prestação, nesta época de apresentação de resultados foi a Mota-Engil. A empresa liderada por António Mota registou lucros de 19,59 milhões de euros, bastante abaixo dos 57,8 milhões de euros de igual período do ano passado, que resultaram de um ganho extraordinário da Martifer. Como é possível ver através de outros indicadores, tal como a subida de 2,5% nas vendas e de 11,5% no EBITDA, a quebra nos resultados deveu-se principalmente ao ganho extraordinário registado no ano passado e não devido a uma grande quebra dos resultados da empresa. A EDP Renováveis seguiu-se à Mota-Engil nas piores prestações com uma quebra de 35% no seu resultado líquido, apesar do EBITDA e as receitas terem aumentado.

No lado dos lucros, a empresa com maior aumento de resultado líquido nos primeiros 6 meses do ano foi a Inapa. A empresa que ocupa o quarto lugar na distribuição de papel a nível Europeu obteve um aumento de 385,7% nos seus lucros, apesar do aumento das vendas ter sido marginal e o volume de negócios ter diminuído. O EBITDA aumentou 2,4% e a redução da divida liquida fixou-se nos 5,9%. As empresas do sector do papel foram as que mais viram os seus resultados subirem com a Portucel e a Semapa a seguirem-se à Inapa nas maiores subidas de resultados no Psi-20. A contribuir para estes resultados estiveram o aumento dos preços da pasta, apesar da diminuição das vendas e o aumento das vendas de papel.

A empresa que obteve o maior resultado líquido foi a EDP com 565 milhões de euros nos primeiros 6 meses do ano, um aumento de 18% face ao mesmo período de 2009.

Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

Venda Jerónimo Martins

As acções da Jerónimo Martins que estavam na posse da carteira BolsaLisboa foram vendidas com a activação do "stop-loss" estabelecido. Este "stop-loss" foi colocado nos 8,57€, depois da aquisição das acções, de forma a proteger os ganhos que já tinham sido atingidos. A venda resultou num ganho de 6,78% no preço inicial das acções e numa mais-valias para a carteira de 190,40€.
Assim a carteira volta novamente a estar 100% líquida, numa altura de poucas decisões no Psi-20.

Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010

Bolsa Nacional sem Reacção

Quando a maioria do Portugueses se encontra de Férias, durante os meses quentes do ano, a bolsa nacional "arrefece" e os movimentos tornam-se menos intensos, com menor validade. Desde o início do mês de Julho que o Psi-20 se encontra a negociar entre os 7000 e os 7500 pontos (com um breve passagem acima dos 7500 pontos), um intervalo de 7% que poderá não deixar realizar mais-valias a muitos investidores.
Também no volume de negociação se tem sentido a quebra de "férias". Comparando o volume de negociação do Psi-20, das últimas 50 sessões, entre o fim de Junho e o dia de hoje, regista-se uma quebra de 25%.

A resistência na zona dos 7500 pontos, onde ocorre a grande luta do Psi-20 desde Abril, foi quebrada mas a falta de força do movimento ascendente, com baixos volumes de negociação ditou o regresso abaixo da zona de resistência. Este movimento deu uma clara indicação de falta de força no mercado que possa sustentar uma subida sustentada no curto-prazo.
Face à falta de reacção do Psi-20 às zonas técnicas relevantes e com o aproximar do fim do triângulo ascendente que o principal índice nacional vem a formar, um dos cenários prováveis será a lateralização no curto-prazo, abaixo dos 7500 pontos.
A falta de negócios realizados nesta época do ano condiciona as reacções importantes que o Psi-20 poderia dar aos sinais técnicos relevantes.

Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010

Venda Sonae e BPI

As acções da Sonae e do BPI que faziam parte da carteira BolsaLisboa, foram vendidas durante esta semana, pela activação do "stop-loss" definido inicialmente. Os títulos do BPI foram vendidos ao preço de 1,725€ e os títulos da Sonae foram vendidos ao preço de 0,807€, resultando numa menos-valia respectivamente de 27€ e 36€ para a carteira.
A bolsa nacional atravessa um período de indefinição, depois de uma tentativa falhada de ruptura da zona de resistência de curto-prazo nos 7500 pontos. Os volumes de negociação estão baixos, típico da época do ano, deixando antever que movimentos fortes, capazes de alterar tendências ou mudar zonas de negociação, possam acontecer apenas após o período de férias.

O "stop-loss" dos títulos da Jerónimo Martins, que fazem parte da carteira BolsaLisboa foi alterado, de forma a acompanhar o movimento de alta das acções da empresa. Neste momento coincide com o mínimo das últimas 6 sessões, nos 8,57€.

Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

Compra Sonae

A carteira BolsaLisboa voltou às compras e desta vez para adquirir 3000 títulos da Sonae ao preço unitário de 0,819€. As acções da Sonae ultrapassaram os anteriores máximos relativos na zona dos 0,815€, dando assim um sinal de subida no curto-prazo, caso o mercado caminhe nesse sentido.
O "stop-loss" foi colocado um pouco abaixo dos anteriores máximos relativos, nos 0,807€ e o objectivo do negócio será chegar a uma pequena zona de resistência, abaixo dos mínimos da zona de negociação entre Março e Abril passado, nos 0,87€.

Terça-feira, 3 de Agosto de 2010

Compra BPI

Durante a sessão de hoje foram adquiridas 600 acções do banco BPI ao preço unitário de 1,77€. Estas acções juntam-se assim aos títulos da Jerónimo Martins na Carteira BolsaLisboa.
Este negócio foi feito numa altura em que o Psi-20 se encontra numa zona de decisões, em cima da resistência dos 7500 pontos. As acções do BPI também se encontram sobre uma ténue zona de resistência, que poderá ser ultrapassada nas próximas sessões. Devido à ainda fragilidade do sector financeiro e à falta de clareza dos sinais técnicos, foi adquirido um pequeno lote de acções minimizando assim o risco.

Segunda-feira, 2 de Agosto de 2010

OPA ao Finibanco

O Finibanco foi alvo de uma Oferta Publica de Aquisição por parte do Montepio. Esta oferta foi lançada na passada sexta-feira, um dia depois da CMVM ter fechado a negociação dos títulos por suspeita de informação privilegiada quanto a esta OPA. Nesse dia a cotação já subia mais de 14% a meio da sessão, antes da CMVM ter fechado a negociação, com o volume de acções transaccionadas a ser superior em 4 vezes ao volume das sessões anteriores.
No dia de hoje e depois da CMVM ter reaberta a negociação, as acções do Finibanco abriram a cotar num valor muito superior ao do último fecho. Os títulos começaram a negociar nos 1,91€, bem acima dos 1,48€ do último fecho, impedindo assim os investidores de negociarem num grande intervalo de preços. O fecho da sessão foi abaixo do valor da abertura, uma descida que não comprometeu a grande valorização de 28,38%, num dia com um volume de negociação superior em 57 vezes à média das últimas 250 sessões.

Os títulos do Finibanco estão a negociar próximo da oferta lançada pelo Montepio de 1,95€, depois da subida de hoje. Esta aproximação deixa assim de lado novas subidas semelhantes à de hoje para as próximas sessões, se as condições da OPA se mantiverem.
As acções do Finibanco apresentam uma liquidez bastante baixa o que faz com que muito investidores se afastem do título o que provoca uma falta de conhecimento sobre o mesmo. Esta OPA não irá alterar a situação e apesar das fortes subidas das últimas duas sessões, o futuro do Finibanco em bolsa é uma incógnita e por isso esta acção irá continuar a não satisfazer os ideais da maioria dos pequenos investidores nacionais.

Tecnicamente a acção encontra-se com uma tendência descendente no médio-prazo, mas nas próximas sessões este aspecto não irá ser relevante devido à histeria do mercado nestas alturas.

Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

Jerónimo Martins Novamente em Máximos

A Jerónimo Martins continua a ser das acções que mais alegrias dão aos investidores. Em Fevereiro de 2009 os títulos da empresa começaram um caminho ascendente e desde então não pararam, fazendo sucessivos máximos históricos. Nesta altura as acções estão a cotar 8,32€, acima do anterior máximo histórico de 8,312€, feito no passado mês de Abril, o que representa uma valorização superior a 160% desde o início das subidas.

Nestes últimos dias as acções da Jerónimo Martins têm sido ajudadas por uma série de notícias positivas para a empresa. No dia em que a empresa realizou um novo máximo histórico em bolsa, o Santander considerou a empresa como a preferida do sector a nível Europeu, fazendo com que fossem emitidos novos "price-targets" por parte do Santander e BCP. São os dados positivos que surgem sobre os negócios da Jerónimo Martins, um dos impulsionadores desta caminhada ascendente das acções da empresa.

Como a cotação da empresa se encontra em máximos não existem zonas de resistência no caminho da acção. Desta forma uma estratégia de entrada e saída do título tem dificuldades em ser traçada, fazendo com que uma venda possa ser feita antecipadamente com a continuação do caminho ascendente da acção ou tardiamente caso os títulos nunca cheguem ao valor alvo.
No curto-prazo, uma linha ascendente foi formada e poderá ser usada para determinar uma zona de saída da acção, isto é um "stop-loss".Os títulos da Jerónimo Martins encontram-se com uma tendência ascendente em todos os horizontes temporais, fazendo assim desta acção uma das melhores para se negociar na bolsa nacional.

Quarta-feira, 21 de Julho de 2010

Calendário de Apresentação de Resultados

A época de apresentações de resultados referentes ao segundo trimestre de 2010 vai começar amanhã (quinta-feira), e a primeira empresa a anunciar os seus resultados será o BPI.
Em seguida encontram-se as datas das apresentações de resultados para diversas empresas cotadas na bolsa nacional.

22 Julho - BPI
26 Julho - BES
27 Julho - REN
28 Julho - BCP
28 Julho - Jerónimo Martins
28 Julho - Brisa
29 Julho - Sonae Indústria
29 Julho - EDP
30 Julho - ZON
30 Julho - Sonaecom
30 Julho - Portucel
30 Julho - Galp
5 Agosto - Portugal Telecom
17 Agosto - Cimpor
25 Agosto - Altri
27 Agosto - Semapa
27 Agosto - Sonae
30 Agosto - Inapa
31 Agosto - Mota-Engil

Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

Venda Portucel

As acções da Portucel que tinham sido adquiridas na passada semana, foram vendidas durante a sessão de hoje devido à activação do "stop-loss" colocado inicialmente. A venda foi realizada ao preço de 2,04€ e as perdas do negócio ficaram no 57,50€ (-5,34%).
As acções da Portucel estiveram em destaque durante a sessão de hoje, estando mesmo no topo das subidas de hoje do Psi-20. Apesar do fecho da acção ter sido superior ao "stop-loss" colocado, os títulos da empresa apresentavam nestes últimos dias alguma resistência à subida, dando um sinal de fraqueza no curto-prazo e por isso a venda dos títulos foi a melhor opção.

Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

Concorda com o Veto do Estado à Oferta do Telefónica sobre a Participação da PT na Vivo?

Esta foi a sondagem que esteve a votação no blog. Os resultados foram os seguintes:



Este era um resultado esperado, colocando os investidores divididos sobre as ofertas estrangeiras a empresas nacionais. Por um lado encontram-se os investidores que observam o mercado de uma forma muito racional, compreendendo a suas regras de bom funcionamento, mas desprezando o funcionamento interno das empresas ou o patriotismo empresarial. No outro lado estão aqueles que vêem com alguma relutância a entrada de capitais estrangeiros no interior do país, nomeadamente em posições de empresas Portuguesas e estão preocupados com o futuro e crescimento das empresas nacionais.

O veto do estado à oferta feita pela Telefónica já foi condenado pelo Tribunal Europeu de Justiça, deixando claro que a posição tomada é ilegal.
Neste momento ocorrem negociações para decidir sobre a oferta da Telefónica, que apenas é válida até ao final do dia de amanhã.

Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

Compra Portucel e Jerónimo Martins

No final da semana a carteira BolsaLisboa voltou às compras adquirindo títulos da Portucel e da Jerónimo Martins na abertura da sessão.

Foi aberta uma posição com 500 acções da Portucel ao preço unitário de 2,155€. As acções da Portucel têm traçado um caminho ascendente de curto-prazo, com consecutivos máximos e mínimos relativos mais altos que os anteriores, abrindo assim caminho para atingir os máximos dos últimos dois anos. O "stop-loss" nos títulos da Portucel foi colocado nos 2,04€, um pouco abaixo do mínimo relativo feito no início da semana.

Foram 350 os títulos adquiridos da Jerónimo Martins, ao preço unitário de 8,026€. Esta é uma das acções com melhor desempenho no Psi-20 quando o mercado se encontra em queda e por isso uma posição na empresa tem um risco moderado. Nas últimas semanas os títulos da empresa estavam a traçar um cenário lateral, sem movimentos de relevo, mas as ultimas 3 sessões quebraram esse rumo e poderão levar os títulos para novos máximos absolutos. O "stop-loss" nos 7,70€, 4% abaixo do preço de entrada.