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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Rally de Natal

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O período de Natal é sempre um período onde as pessoas deixam um pouco os mercados de lado para se dedicarem a outras coisas. Uma consequência disso é uma diminuição da quantidade de acções transaccionadas.
Entre os dias 20 de Dezembro e 2 de Janeiro, a bolsa nacional têm obtido bons resultados historicamente comprovados. Entre os anos de 2000 e 2008, durante esse mesmo período do ano, o Psi-20 apenas obteve desvalorizações em 2 anos, registando valorizações nos restantes 6 anos. Em 3 anos, a valorização no Psi-20 foi superior a 3% e a média dos 8 anos foi de um crescimento de +1,42%.

Estas subidas já são características do período de Natal, subidas estas que muitos investidores preferem passar ao lado, para aproveitar a época. Outros preferem passar ao lado das subidas não pela época mas sim por acharem que a validade destes movimentos de fim de ano é baixa. Com os baixos volumes de negociação, característicos da época, é normal que os movimentos não tenham tanta validade no mercado por não serem desencadeados por um número significativo de investidores que representem o mercado.
Assim as surpresas podem acontecer e sinais técnicos de entrada ou boas noticias das empresas, que levem a cotação a uma subida, como as recentes subidas devido a entrada de capital estrangeiro na bolsa nacional, podem ser enganadoras e virar-se contra os investidores logo que o mercado seja representado na sua globalidade.
Por isto é necessário ter atenção a estes movimentos da época Natalícia.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Resultados de 2008

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Deixo aqui as datas do anúncio dos resultados do ano de 2008, por parte de algumas empresas cotadas na bolsa nacional:

BCP
17-Fev
BES
29-Jan
BPI
23-Jan
Brisa
27-Fev
Cimpor
17-Mar
EDP
05-Mar
Galp
04-Mar
Impresa
12-Mar
Jerónimo Martins 06-Mar
Mota-Engil 02-Abr
Novabase 17-Fev
PT
18-Fev
Sonae
17-Mar
Sonaecom 09-Mar
ZON
06-Mar

sábado, 10 de janeiro de 2009

Será que devo comprar?

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Esta provavelmente será a pergunta que passa todos os dias pela mente de todos os investidores, ou pelo menos dos menos experientes nos mercados financeiros. Quando durante a sessão surgem boas oportunidades de negócio aos nossos olhos, mas a incerteza é o factor dominante, então qualquer que seja a opção tomada será sempre tomada com pouca segurança.
Para os investidores que apostam com vista ao longo-prazo, as incógnitas quanto a possíveis mudanças nos fundamentais da empresa ou na tendência geral do mercado, deixam sempre um factor de incerteza no negócio. Para os investidores de curto-prazo ou "daytraders", que muitas vezes tomam as suas posições com alavancagem, esse factor torna-se ainda maior devido à grande possibilidade do mercado responder para o lado contrário da opinião do investidor , ou mesmo do factor de multiplicação de perdas a que estão sujeitos.
Quantos não são os investidores que depois de realizar um negócio com uma grande mais-valia, e devido ao clima interior de euforia, realizam novos negócios, muitas vezes com poucas ou nenhumas razões ou justificações para o fazer, resultando em perdas. A vontade de ganhar cada vez mais no menor espaço de tempo poderá trazer precisamente o contrário ao investidor.

Para evitar este tipo de comportamento, que não leva o investidor ao seu principal objectivo de rentabilizar o capital investido, devem ser cumpridas algumas boas práticas de investimento.
A tomada de decisões quanto à abertura ou fecho de posições deverá ser feita fora do período de negociação. A flutuação das cotações durante a sessão, poderá influenciar a tomada de decisões por parte do investidor, levando-o a tomar a decisão contrária à que estava anteriormente "pensada". No final da sessão, ou de várias sessões de negociação, quando o títulos estiver a seguir o caminho pensado inicialmente, então o investidor irá lamentar a sua mudança de atitude durante a sessão inicial.
Ao admitir a abertura de uma posição no mercado, o investidor terá que ter em mente o preço ao qual irá abrir a posição, e o porquê de tal preço e não outro. O preço de fecho da posição também deve ser definido inicialmente, podendo ser obtido por uma análise fundamental à empresa, uma análise técnica às cotações, ou até mesmo por uma garantia de satisfação das mais-valias obtidas. Quando estes preços não são definidos, o investidor poderá estar sempre na esperança de obter maior rentabilidade com o passar do tempo, deixando assim passar as oportunidades do mercado. Também poderá acontecer que depois de fechada a posição, o título continue com a tendência assumida inicialmente, fazendo com que o investidor perde-se a hipótese de aumentar ainda mais a sua rentabilidade. Neste caso o principal objectivo, de ganhar dinheiro, foi cumprido, e as regras adoptadas fizeram apenas diminuir o risco e a incerteza do negócio.
Assumindo a máxima perda admitida com a posição ("stop loss"), no instante inicial da tomada de decisão, obtêm-se um maior controlo sobre o título, e diminui as preocupações do investidor. As posições que se arrastam com perdas continuadas, para muitos dos investidores de longo-prazo, são assim evitadas.


Este tipo de práticas servem apenas para diminuir a influência do lado menos lógico e racional do investidor, que na maioria das vezes apenas interfere negativamente nas decisões tomadas.


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Fim da crise só para 2013

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É isto que defende Sérgio Domingues, licenciado em Finanças, que publicou um livro em 2003, na qual já previa a actual crise económica.
Segundo ele o ano de 2008 será o início da fase descendente do ciclo económico que começou em 2004, com o ano de 2009 a ser o epicentro da crise trazendo o pânico financeiro, com consequências nos 4 anos seguintes para a economia real. Com previsões ainda mais longas, o empresário de profissão diz que a pior crise, após os anos "negros" do fim da década de 20 e inicio da década de 30 do século passado, irá ocorrer no ano de 2037.

A confiança em previsões deste género é sempre discutível, baseadas sobretudo em "estudos dos ciclos de crise e prosperidade do passado na economia mundial". São muito os factores que podem levar ao desencadear de uma crise ou de uma bolha, mas conseguir controla-los ou estimá-los é uma operação de todo impossível, muito devido à grande incógnita que é o mercado. Todos os dias surgem novos factores que podem levar a novas reacções no mercado, reacções essas nunca antes experimentadas pelo mesmo.
Acredito apenas nestas previsões como a opinião de mais um investidor, que até conseguiu ter êxito na sua primeira tentativa de "adivinhação"!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

3 dias = -6%

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Esta têm sido mais uma semana em linha com as semana anteriores, com a tendência em todos os horizontes temporais a ser de quedas.
A semana começou a ganhar ligeiramente, com muitos investidores a acreditar numa correcção positiva da bolsa Portuguesa durante a semana. Mas logo no segundo dia os mercados voltaram ao vermelho, definindo novamente a tendência. No final do dia de hoje o Psi20 já apresentava uma perda semanal de 5,93%, a qual poderá ainda ser agravada se os mínimos da semana passada forem atingidos.
A grande volatilidade, que se tem registado nestes últimos dias de negociação, com grandes "altos e baixos" durante o
intraday, têm dificultado a análise dos investidores que apenas prendem investir no curto-prazo, trazendo como consequência uma diminuição de volumes de acções transaccionadas.
Continuo a não aconselhar a entrada neste momento em acções nacionais, até que ocorram sinais de mudança.


Gráfico do Psi20 nos últimos 3 meses

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Email - Petróleo/Gasóleo

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Durante a semana passada foi-me enviado um email , que continha uma tabela comparativa entre o preço do petróleo e o preço do gasóleo. Esse email continha alguns erros, os quais eu pesquisei pela informação correcta, e apresento-a aqui.

O mail que me foi enviado foi este:



Deixo aqui algumas correcções:

ANO 2000

No ano 2000 o Dolar/Euro andou apenas alguns dias perto do 1,2, e foram os valores extremos do ano, isto é os máximos! Estes máximos foram feitos entre a semana de 15 e 22 de Outub
ro (não consegui arranjar informação diária sobre as cotações, apenas semanal), tendo durante este período oscilado entre os 1,16 e 1,22. Durante este período o light crude variou entre os 32,4$ e os 34,8$(38,88€ e os 41,76€), muito longe dos 60$ referidos no mail. Só para ter uma ideia geral do que se passou no ano 2000 com o petróleo o valor máximo do ano foi de 37,8$ e o mínimo de 24,25$, com uma volatilidade muito baixa. Mas o valor de referência para Portugal é o do Brent que durante esse período variou entre os 30$ e 31$, (36€ a 37,2€)( sem muita precisão devido à falta de dados). Durante o mês de Outubro de 2000, a média do preço do gasóleo rodoviário foi de 0,623€ com todas as taxas incluídas.

ANO 2008

No dia 2 de Outubro de 2008 o Dolar/Euro variou entre os 0,7135 e os 0,7274. Vou considerar o valor que torna o resultado pior para as gasolineiras (tal como todos têm feito ao longo dos últimos dias), que é 0,7135. Neste mesmo dia o light crude variou entre os 100,375$ e os 93,550$(71,618€ e os 66,748€). O Brent que no serve de referência variou entre os 76€ e os 78€( valores aproximados devido à falta de dados). O preço do gasóleo rodoviário vou considerar o especificado no mail(1,26€), porque não tenho dados sobre o preço do gasóleo naquele especifico dia. A subida do preço do petróleo entre 2000 e 2008 foi de +104,3% ( considerando o preço mais alto referido no ano 2000 e o preço mais baixo referido no ano 2008, sempre a posição mais desfavorável para as gasolineiras), e não de -10,28% como era referido no mail. A subida do preço do gasóleo rodoviário entre 2000 e 2008 foi de +102,25%( considerando o valor 0,623 no ano 2000 e o valor 1,26 no ano 2008), e não 193,86% como era referido no mail( apesar de no mail ter sido feito um
erro no calculo, porque com os valores referidos a valorização é inferior a 100%). Mas esta valorização tem impostos incluídos, o que é um erro considerar. No ano 2000 a carga fiscal sobre o gasóleo era de 54% do preço final( 0,246€ de ISP e 17% de IVA), enquanto que no ano 2008 a carga fiscal diminuiu para 45,6% do preço final (0,364 de ISP e 20% de IVA). Com os valores sem impostos do gasóleo comercial ( 0,286€ em 2000 e 0,686€ em 2008) a valorização do gasóleo passa para 140,0%!

Concluindo:
Entre os anos de 2000 e 2008, considerando os valores mais negativos para as gasolineiras, o petróleo subiu 102,25% e o gasóleo rodoviário subiu 140,0%. Considerando uma taxa de inflação média anual de 2,5%, ao fim de 8 anos teríamos um aumento de 20% nos preços. Fazendo contas, o gasóleo rodoviário está 17,75% mais caro do que "deveria" estar, considerando apenas estes poucos factores.

Deixo também aqui um gráfico interessante de se analisar( elaborado por Marco António- Administrador do Fórum Caldeirão de Bolsa)


Este email é apenas um dos muitos exemplos de falsa informação que correm por Portugal, muito por culpa da falta de qualidade nas notícias publicadas pelos meios de comunicação social, onde se esconde ou ignora alguns factos para criar um determinado impacto na população.