sexta-feira, 9 de julho de 2010

Compra Portucel e Jerónimo Martins

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No final da semana a carteira BolsaLisboa voltou às compras adquirindo títulos da Portucel e da Jerónimo Martins na abertura da sessão.

Foi aberta uma posição com 500 acções da Portucel ao preço unitário de 2,155€. As acções da Portucel têm traçado um caminho ascendente de curto-prazo, com consecutivos máximos e mínimos relativos mais altos que os anteriores, abrindo assim caminho para atingir os máximos dos últimos dois anos. O "stop-loss" nos títulos da Portucel foi colocado nos 2,04€, um pouco abaixo do mínimo relativo feito no início da semana.

Foram 350 os títulos adquiridos da Jerónimo Martins, ao preço unitário de 8,026€. Esta é uma das acções com melhor desempenho no Psi-20 quando o mercado se encontra em queda e por isso uma posição na empresa tem um risco moderado. Nas últimas semanas os títulos da empresa estavam a traçar um cenário lateral, sem movimentos de relevo, mas as ultimas 3 sessões quebraram esse rumo e poderão levar os títulos para novos máximos absolutos. O "stop-loss" nos 7,70€, 4% abaixo do preço de entrada.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

27º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Apesar da bolsa nacional estar a subir e durante este 27º mês de existência da carteira BolsaLisboa, ter subido mais de 7%, a carteira continua sem realizar qualquer negócio. O Psi-20 encontra-se numa zona de decisões, perto da resistência de curto-prazo dos 7500 pontos. Alguns títulos da bolsa nacional já se encontram a dar sinais de alta, apesar do principal índice da bolsa nacional ainda não ter confirmado este movimento, retardando assim as possíveis compras para a Carteira BolsaLisboa.

Durante este 27º mês, o Psi-20 subiu 7,13% e o Psi Geral subiu 7,32%, deixando para trás a carteira com uma variação nula.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Oferta da Telefónica Anima PT

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A oferta da Telefónica sobre a participação da Portugal Telecom na Vivo ficou marcada pelo veto do governo através da golden-share. Esta intervenção do estado foi contra os 74% de accionistas que aprovaram a venda da participação e por isso está a ser vista com maus olhos tanto por parte dos accionistas como por parte de todo o mundo financeiro.
Esta medida do estado poderá ir de encontro os melhores interesses de Portugal e da própria PT, mas coloca um grande travão na liberdade do funcionamento do mercado de capitais e nos direitos dos accionistas.
A assembleia geral mostrou a intenção do núcleo duro dos accionistas e o provável desfecho desta oferta.

Desde o dia do lançamento da oferta por parte da Telefónica, as acções da Portugal Telecom subiram mais de 19%, com uma elevada volatilidade devido às reacções da cotação às diversas noticias que surgem.
Estes movimentos são bons para os especuladores, criando assim oportunidades de negócio no mercado. Este tipo de investidores aproveita assim os fortes movimentos da cotação para conseguir alienar mais valias e não estão interessados no resultado final da operação ou nas consequências que isso possa trazer para as empresas.
No entanto os accionistas de títulos da PT numa óptica de longo-prazo poderão não gostar da intenção dos grandes accionistas da empresa. Para estes a venda da participação poderá vir a dar um grande dividendo, como se espera, mas a manutenção da participação poderia levar a uma maior crescimento do grupo PT no longo-prazo que se traduzia numa valorização da cotação neste prazo.

A Portugal Telecom representa 17,22% do Psi-20. Esta grande percentagem de representação faz com que os movimentos da cotação da empresa tenham um grande reflexo nos movimentos do Psi-20. Apesar disso no mesmo período onde a PT subiu mais de 19%, o Psi-20 apenas valorizou 4,2%, o que mostra que a bolsa nacional tem andado um pouco em contra-ciclo com os movimentos das acções da PT.
Se a oferta não correr bem ou se existir qualquer entrave à venda, a cotação da PT poderá incorrer em fortes quedas que levarão a bolsa nacional por arrasto. Estas quedas iriam assim anular os ganhos da PT durante este período da oferta da Telefónica.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Bolsa mais Animada

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Depois de algumas semanas de poucas movimentações na bolsa nacional, a agitação voltou com alguma volatilidade. Este pequeno sobe-e-desce que se têm feito sentir nos últimos dias, que não é mais do que um funcionamento regular do mercado, dá maiores oportunidades aos investidores de entrarem nos títulos e atingirem os objectivos a que se propõem. Desta forma minimizam-se as situações do accionista que pretende negociar ou está dentro de um título que não se move, deixando cair o seu ânimo face ao mercado.

O Psi-20 desde o dia 9 de Junho que protagonizou uma subida forte. Começou na zona dos 6800 pontos e só parou nos 7500 pontos, no dia 21 de Junho, representando uma subida superior a 15%. A zona dos 7500 pontos onde a subida foi "travada" já tinha sido zona de inversão duas vezes durante o mês de Maio, estando-se a formar ali uma zona de resistência. Esta será assim a barreira que o Psi-20 terá de enfrentar para continuar com as subidas de curto prazo.
O baixo volume de negociação que se fez sentir durante toda a subida e inclusive durante as sessões negativas dos últimos dias foi o reflexo de algumas semanas de monotonia da bolsa nacional, que ainda não se recompôs. Este baixo volume, típico de recuperações numa tendência descendente tal como a que aconteceu entre Fevereiro e Abril deste ano, não deixa que se atribua um grande significado, numa perspectiva de movimentos futuros, tanto à subida que marcou a bolsa nacional na últimas semanas como à zona de resistência que foi formada.

No médio prazo o Psi-20 encontra-se claramente em queda e qualquer entrada neste horizonte temporal é desaconselhada. Uma quebra da recente zona de resistência nos 7500 pontos deixa um caminho aberto até ao máximo relativo anterior, atingido no mês de Abril nos 8350 pontos. Esta é a zona onde poderão ocorrer as decisões quanto a uma mudança da tendência neste prazo.

terça-feira, 8 de junho de 2010

26º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Os últimos 30 dias foram dias sem qualquer negócio na carteira do blog, onde esta esteve 100% líquida. Depois do início deste período de quedas dos últimos dois meses, todas as posições da carteira foram fechadas por sinais técnicos de relevo que quebraram o optimismo quanto a um cenário de subidas na bolsa nacional. Como consequência a carteira BolsaLisboa esteve ausente do mercado, tentando fugir a possíveis quedas que desvalorizam o capital da mesma.

Para o mesmo período o Psi-20 subiu 3,69% e o Psi Geral valorizou 4,53%, enquanto que a carteira ficou sem qualquer variação de capital.



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Novamente Rumores na Sonaecom

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A Sonaecom é uma das acções da bolsa nacional que tem sido alvo de um maior número de rumores e consequentemente agitações na cotação inesperadas. Desde a OPA da Sonaecom à PT e mais recentemente das negociações em relação a uma fusão com a ZON, os rumores em torno da empresa não têm parado, sempre com novas notícias e possibilidades de mudança na estrutura do sector a nível nacional.
Desta vez a tentativa da Telefónica obter a participação sobre a Vivo que a PT detêm, desencadeou um novo rumor na Sonaecom o que me leva a dizer que continuamos a ter "mais do mesmo", com uma "nova" possibilidade de fusão entre a ZON e a Sonaecom. Outro cenário, menos provável mas também possível para alguns investidores é da PT se desfazer da participação da Vivo e lançar uma OPA à Sonaecom, com o objectivo de aumentar a cota de mercado nacional.
Todos estes rumores levaram a acção a subir quase 9% num dia em que o Psi-20 caiu mais de 0,5%.

A verdade é que se não fossem estes rumores a movimentarem a cotação da Sonaecom, este era um título talvez dos menos interessantes do Psi-20. Observando o gráfico da cotação no último ano, a tendência descendente de médio-prazo é bastante notória, o que levará grande parte dos investidores a colocarem-se fora da acção neste prazo.
As subidas criadas pelos rumores têm sido muito curtas e com pouca expressão e por isso é necessário uma especial atenção para os que pretendem entrar no título com o objectivo de aproveitar o "salto". A relação rentabilidade/risco poderá virár-se contra o investidor.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Caminhada do Psi-20

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A bolsa nacional continua com fortes movimentos de sobe e desce colocando muitos investidores afastados do mercado e outros em negociação activa. Sessões com variações inferiores a 1% começam a ser escassas nestas últimas semanas o que mostra a ansiedade que se instalou no mercado provocando esta volatilidade.
A sessão de hoje foi bastante positiva para o Psi-20, valorizando mais de 3,5%. Esta subida pode-se ter semelhanças com as subidas do dia 29 e 30 de Abril e 10 e 12 de Maio. Em ambas estas ultimas subidas referidas, o principal índice da bolsa nacional recuperava de várias sessões negativas, partindo de uma mínimo relativo para chegar a uma zona de resistência.

O Psi-20, observando as últimas 2 sessões, encontra-se a recuperar, depois de ter tocado no mínimo que havia formado no dia 7 de Maio. A intensidade e amplitude desta recuperação, com o índice a subir mais de 6,5% nos últimos dois dias, não lhe dará grande duração, o que poderá querer dizer que a meta de curto-prazo para o índice será a zona dos 7400 pontos. Esta zona corresponde aos máximos que este atingiu quando realizou as duas fortes subidas anteriormente referidas.
Analisando os dados anteriores, o Psi-20 encontra-se a negociar dentro de uma zona entre os 6600 pontos e os 7400 pontos, o que para alguns investidores poderá parecer tentador para abrir posições, utilizando a estratégia de comprar na zona inferior e vender no topo superior. Mas neste caso e observando o panorama global de andamento do Psi-20, a sua tendência descendente de médio-prazo poderá indicar que esta zona de negociação será apenas um "respirar" para a continuação das quedas.
Para estar optimista quanto ao curto-prazo do principal índice nacional, a zona dos 7500 pontos terá que ser ultrapassada de forma a quebrar os anteriores máximos relativos.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Resultados do Primeiro Trimestre

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Os resultados do primeiro trimestre de 2010 anunciados pelas empresas nas últimas semanas, passaram um pouco ao lado dos investidores. A situação da Grécia e um pouco de todos os países da Europa levou a uma nova vaga de quedas nos mercados Europeus que arrastou os investidores para um clima de receio de novas entradas. Como consequência o mercado começou a movimentar-se mais por fundamentais macroeconómicos que todos os dias surgem nas notícias ignorando as boas ou más noticias que poderão vir das empresas, como é o caso dos resultados do primeiro trimestre.

O primeiro trimestre do ano deu boas perspectivas às empresas quanto à melhoria dos seus resultados líquidos, com mais de metade do Psi-20 a aumentar os seus lucros face ao período homólogo de 2009.
Em destaque pela positiva temos a Martifer e o Banif. A Martifer obteve um resultado líquido superior em mais de 4 vezes ao obtido no primeiro trimestre de 2009. O resultado da Martifer apesar de aparentemente ser bastante bom, apresenta alguns ajustamentos que o tornam melhor do que realmente é e o que demonstra realmente isso é a diminuição dos seus proveitos operacionais em quase 30%, com redução no sector dos equipamentos para energia e construção metálica e ainda a redução do EBITDA em 7%.
O Banif viu os seus lucros aumentarem em mais de 150%, consequência de um forte aumento da actividade internacional do banco.
Ainda do lado positivo é importante realçar os bons resultados por parte de outras empresas da bolsa nacional como é o caso da EDP com um aumento dos lucros de 17%, da Galp com uma subida de 32% e a Jerónimo Martins com uma subida de 30%.

A destacar pela negativa estão duas empresas do grupo Sonae, a Sonae Capital e a Sonae Industria. Ambas apresentaram resultados líquidos negativos mas a situação da Sonae Industria continua a merecer alguma atenção. A empresa liderada por Carlos Bianchi de Aguiar obteve um resultado líquido de 35 milhões de euros negativos que apesar de ser melhor que os prejuízos de 42 milhões de euros do período homólogo de 2009, continua a ser um prejuízo à qual a empresa não tem escapado. As vendas da empresa subiram muito ligeiramente mas o seu EBITDA continua negativo e "mais negativo" ainda que no mesmo período de 2009.
O grupo Cofina foi outra das empresas nacionais a apresentar um resultado negativo durante este período.

Apesar destes valores terem passado um pouco ao lado dos investidores e do mercado, os resultados das empresas nacionais melhoraram o que pode ser considerado positivo para o futuro das empresas e economia.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Renováveis em mau Caminho

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A EDP Renováveis tem sido uma das empresas com pior prestação, dentro do índice Psi-20, durante as ultimas semanas. Desde o início de Maio, quando as fortes quedas começaram na bolsa nacional, a EDP Renováveis tem-se mantido algo discreta, com movimentos de menor amplitude e consequentemente uma menor volatilidade. Isto deve-se principalmente ao movimento da cotação anterior ao início desta instabilidade. Quando a EDP Renováveis, em Setembro de 2009, andou a negociar perto dos seus máximos históricos quebrou a sua tendência ascendente e começou a traçar um caminho descendente que se mantém ainda. Desde esse momento a cotação da empresa já caiu 40% enquanto que o principal índice da bolsa nacional apenas desvalorizou 14%.

Os resultados da EDP Renováveis também não ajudaram para inverter a sua situação. No primeiro trimestre do ano os lucros da empresa caíram 15% face ao período homólogo de 2009, situação que foi justificada pela empresa com o aumento dos custos financeiros motivados pela sua forte expansão. A justificação aplica-se quando se olha para o aumento de 20% do EBITDA e de 26% nas receitas da empresa.

A tendência de curto e médio prazo é claramente de descida e entradas longas neste título têm um risco bastante elevado face à probabilidade de subidas no curto-prazo. Não existem suportes para a cotação abaixo dos valores de negociação de hoje e a primeira resistência encontra-se na zona dos 5,65€.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

25º Mês da Carteira BolsaLisboa

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O 25º mês da Carteira BolsaLisboa foi o mês com pior desempenho desde a criação da carteira. A carteira do blog perdeu 5,42%, um valor que apesar de não ser bom fica bastante abaixo da variação do Psi-20 de -18,38%.
A desvalorização da carteira foi causada principalmente pela prestação bastante negativa da bolsa nacional durante esse período, levando a que as posições abertas com ganhos fossem fechadas com a activação dos respectivos "stops" e a que uma posição aberta da Jerónimo Martins não tivesse durado mais de 2 sessões, tendo sido fechada com uma perda de 7,37%.

Com a imprevisibilidade e volatilidade que têm dominado a bolsa nacional nos últimos dias, torna-se mais difícil tomar decisões quanto à compra e venda de títulos mantendo o nível de risco. Desta forma as compras na carteira BolsaLisboa poderão estar menos activas durante os próximos dias.