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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Resultados do Primeiro Semestre

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A época de apresentação de resultados referente ao primeiro semestre do ano, já terminou para as empresas que compõem o principal índice da bolsa nacional e o resultado foi positivo. Dentro do Psi-20, 15 empresas apresentaram um aumento dos seus resultados líquidos face ao mesmo período do ano passado e 5 apresentaram uma quebra nos seus resultados líquidos.

As empresas que não conseguiram superar os lucros do ano anterior foram a REN, EDP Renováveis, Brisa, Cimpor e Mota-Engil. Deste grupo de empresas a que obteve a pior prestação, nesta época de apresentação de resultados foi a Mota-Engil. A empresa liderada por António Mota registou lucros de 19,59 milhões de euros, bastante abaixo dos 57,8 milhões de euros de igual período do ano passado, que resultaram de um ganho extraordinário da Martifer. Como é possível ver através de outros indicadores, tal como a subida de 2,5% nas vendas e de 11,5% no EBITDA, a quebra nos resultados deveu-se principalmente ao ganho extraordinário registado no ano passado e não devido a uma grande quebra dos resultados da empresa. A EDP Renováveis seguiu-se à Mota-Engil nas piores prestações com uma quebra de 35% no seu resultado líquido, apesar do EBITDA e as receitas terem aumentado.

No lado dos lucros, a empresa com maior aumento de resultado líquido nos primeiros 6 meses do ano foi a Inapa. A empresa que ocupa o quarto lugar na distribuição de papel a nível Europeu obteve um aumento de 385,7% nos seus lucros, apesar do aumento das vendas ter sido marginal e o volume de negócios ter diminuído. O EBITDA aumentou 2,4% e a redução da divida liquida fixou-se nos 5,9%. As empresas do sector do papel foram as que mais viram os seus resultados subirem com a Portucel e a Semapa a seguirem-se à Inapa nas maiores subidas de resultados no Psi-20. A contribuir para estes resultados estiveram o aumento dos preços da pasta, apesar da diminuição das vendas e o aumento das vendas de papel.

A empresa que obteve o maior resultado líquido foi a EDP com 565 milhões de euros nos primeiros 6 meses do ano, um aumento de 18% face ao mesmo período de 2009.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Calendário de Apresentação de Resultados

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A época de apresentações de resultados referentes ao segundo trimestre de 2010 vai começar amanhã (quinta-feira), e a primeira empresa a anunciar os seus resultados será o BPI.
Em seguida encontram-se as datas das apresentações de resultados para diversas empresas cotadas na bolsa nacional.

22 Julho - BPI
26 Julho - BES
27 Julho - REN
28 Julho - BCP
28 Julho - Jerónimo Martins
28 Julho - Brisa
29 Julho - Sonae Indústria
29 Julho - EDP
30 Julho - ZON
30 Julho - Sonaecom
30 Julho - Portucel
30 Julho - Galp
5 Agosto - Portugal Telecom
17 Agosto - Cimpor
25 Agosto - Altri
27 Agosto - Semapa
27 Agosto - Sonae
30 Agosto - Inapa
31 Agosto - Mota-Engil

terça-feira, 25 de maio de 2010

Resultados do Primeiro Trimestre

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Os resultados do primeiro trimestre de 2010 anunciados pelas empresas nas últimas semanas, passaram um pouco ao lado dos investidores. A situação da Grécia e um pouco de todos os países da Europa levou a uma nova vaga de quedas nos mercados Europeus que arrastou os investidores para um clima de receio de novas entradas. Como consequência o mercado começou a movimentar-se mais por fundamentais macroeconómicos que todos os dias surgem nas notícias ignorando as boas ou más noticias que poderão vir das empresas, como é o caso dos resultados do primeiro trimestre.

O primeiro trimestre do ano deu boas perspectivas às empresas quanto à melhoria dos seus resultados líquidos, com mais de metade do Psi-20 a aumentar os seus lucros face ao período homólogo de 2009.
Em destaque pela positiva temos a Martifer e o Banif. A Martifer obteve um resultado líquido superior em mais de 4 vezes ao obtido no primeiro trimestre de 2009. O resultado da Martifer apesar de aparentemente ser bastante bom, apresenta alguns ajustamentos que o tornam melhor do que realmente é e o que demonstra realmente isso é a diminuição dos seus proveitos operacionais em quase 30%, com redução no sector dos equipamentos para energia e construção metálica e ainda a redução do EBITDA em 7%.
O Banif viu os seus lucros aumentarem em mais de 150%, consequência de um forte aumento da actividade internacional do banco.
Ainda do lado positivo é importante realçar os bons resultados por parte de outras empresas da bolsa nacional como é o caso da EDP com um aumento dos lucros de 17%, da Galp com uma subida de 32% e a Jerónimo Martins com uma subida de 30%.

A destacar pela negativa estão duas empresas do grupo Sonae, a Sonae Capital e a Sonae Industria. Ambas apresentaram resultados líquidos negativos mas a situação da Sonae Industria continua a merecer alguma atenção. A empresa liderada por Carlos Bianchi de Aguiar obteve um resultado líquido de 35 milhões de euros negativos que apesar de ser melhor que os prejuízos de 42 milhões de euros do período homólogo de 2009, continua a ser um prejuízo à qual a empresa não tem escapado. As vendas da empresa subiram muito ligeiramente mas o seu EBITDA continua negativo e "mais negativo" ainda que no mesmo período de 2009.
O grupo Cofina foi outra das empresas nacionais a apresentar um resultado negativo durante este período.

Apesar destes valores terem passado um pouco ao lado dos investidores e do mercado, os resultados das empresas nacionais melhoraram o que pode ser considerado positivo para o futuro das empresas e economia.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Calendário de Apresentação de Resultados

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Ficam aqui as datas da apresentação de resultados de algumas empresas do Psi-20:

BCP - 10 Fevereiro
BES - 27 Janeiro
BPI - 29 Janeiro
Brisa - 24 Fevereiro
Cimpor - 3 Março
EDP - 4 Março
EDP Renováveis - 25 Fevereiro
Galp - 25 Fevereiro
Jerónimo Martins - 3 Março
Mota-Engil - 15 Março
Portucel - 2 Fevereiro
Portugal Telecom - 11 Fevereiro
REN - 26 Fevereiro
Semapa - 10 Março
Sonae - 17 Março
Sonaecom - 8 Março
Sonae Indústria - 24 Fevereiro

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Prejuízos Continuam

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A Vista Alegre voltou a apresentar prejuízos nos seus resultados referentes aos 9 primeiros meses do ano. O resultado líquidos do exercício foi de -21 milhões de euros, um valor 59,5% inferior ao mesmo resultado do período homólogo de 2008, que a empresa explica com a diminuição das vendas devido à crise financeira internacional. As vendas diminuíram 18%, o que levou a que os valores de pagamentos a fornecedores e os pagamentos a pessoal fossem superiores aos recebimentos dos clientes em 5 milhões de euros. As porcelanas continuam a ser o produto de referência da Vista Alegre, representando mais de 50% do volume total de vendas, seguido do cristal e vidro com cerca de 29%.
A empresa anunciou que o panorama de prejuízos não se irá alterar no ano de 2009 devido aos custos inerentes ao processo de reestruturação da empresa que está a ser levado a cabo, após o reforço de participação do grupo Visabeira no capital da Vista Alegre, que levou a empresa a atingir mais de 63% de participação no capital da líder de porcelanas em Portugal. As acções da empresa, devido ao seu muito fraco volume de negociação, não reagiram ao anúncio de resultados da empresa, mantendo-se a negociar nos 0,10€.

Resultados referentes ao 3º Trimestre de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Os Resultados, Referentes ao Terceiro Trimestre, das Empresas do Psi-20,face ao Período Homólogo de 2008, irão...

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Esta foi a sondagem que foi colocada no blog no inicio da época de apresentação de resultados, referentes ao 3º trimestre de 2009. Os resultados foram os seguintes:

O resultado da sondagem foi bastante expressivo, com 77% dos participantes a acreditarem numa melhoria dos resultados face ao período homólogo de 2008.

Depois de finalizado o período de apresentação de resultados, dentro das empresas do Psi-20 apenas a Altri e a Sonae Indústria obtiveram resultados líquidos negativos para os primeiros 9 meses do ano. Enquanto que na Altri o resultado do período homologo de 2008 foi positivo, na Sonae Indústria este já tinha sido negativo, mas superior em mais de 100% aos resultado liquido dos primeiros 9 meses deste ano.
Todas as outras empresas do maior índice da bolsa nacional obtiveram lucros, sendo o maior pertencente à EDP com 748 milhões de euros, seguido da Portugal Telecom com 371,9 milhões de euros e do Banco Espírito Santo com 360,8 milhões de euros.
No que toca à variação de resultados líquidos, face ao período homólogo de 2008, 11 empresas do Psi-20 registaram uma diminuição de lucros ou mesmo anulação dos mesmos. A Galp obteve uma descida de 49% no resultado líquido, sendo a maior queda de lucros no Psi-20. Acima dos 30% de descida no resultado líquido esteve também a Portucel, a Semapa e a Sonae.

Desta vez os leitores do blog não estiveram do lado da maioria, sendo que apenas 9 das 20 empresas do Psi-20 evoluíram o seu resultado líquido, face ao período homologo de 2008.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sonae Capital com Investimento Estrangeiro

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A Sonae Capital é uma empresa que pertence ao grupo Sonae e detém duas sub-holdings, a Sonae Turismo e a Spred.
A Sonae Turismo foi constituída em 1994 e integra a Sonae Capital desde 2006. Os seus negócios estão enquadrados nos resorts turísticos e empreendimentos residenciais como o Troia Resort, gestão de activos imobiliários e operações turísticas nos domínios da hotelaria, saúde e bem estar como os ginásios Solinca.
A Spred está vocacionada para o investimento em negócios maduros, como o investimento no grupo Selfrio, em negócios emergentes e em participações financeiras, como a participação que possuem na Norscut.

Industria com o mesmo valor. Assim se descontarmos o ganho obtido pela venda da participação na No anuncio de resultados feito no inicio do mês de Novembro, a Sonae Capital reportou uma queda dos lucros de 14% para os 31,6 milhões de euros nos primeiros 9 meses do ano, mas se analisarmos apenas o terceiro trimestre a empresa obteve um aumento dos lucros de 172%, para os 8,7 milhões de euros, como consequência da venda da participação financeira na SonaeSonae Industria, a Sonae Capital obtinha um resultado líquido aproximado nulo.
O seu EBITDA, nos primeiros 9 meses do ano foi de 37,2 milhões de euros, face a um EBITDA no período homologo de -10,9 milhões de euros e o volume de negócios aumentou 53,3% para os 219,9 milhões de euros.

Antes do anúncio de resultados da empresa liderada por Belmiro de Azevedo, a gestora Britânica Schroders anunciou que investiu nas acções da Sonae Capital. A gestora fundamentou a sua compra dizendo que a Sonae Capital é um activo com qualidade e muito desvalorizado.
Estas afirmações são suspeitas devido ao envolvimento do anunciante no titulo e também por ter sido divulgado antes da apresentação de resultados da empresa, o que torna a noticia no operação de interesse da Schroders.

A Sonae Capital começou a negociar em bolsa a 28 de Janeiro de 2008, nos 1,57€. Desde o seu inicio o rumo das acções da empresa foi sempre de quedas, sendo levada pelas fortes quedas que se faziam sentir nos mercados internacionais. Atingiu um máximo de 1,89€ poucas sessões após a sua entrada em bolsa e depois os vendedores colocaram sempre mais pressão que os compradores, fazendo a acção cair até aos 0,41€, que corresponde ao mínimo de Março. Desde ai o título têm acompanhado o movimento da bolsa nacional e já obteve uma valorização de 119,5%, fechando a sessão de hoje nos 0,90€.
Neste momento a acção apresenta uma tendência lateral no curto e médio prazo, com as oscilações da cotação a serem mínimas e a negociação a ficar entre os 0,96€ e os 0,84€ desde o mês de Setembro. A apatia e os baixos volumes de negociação têm caracterizado o título nas últimas sessões.

Tecnicamente apenas existe uma zona de suporte relevante nos 0,73€, que funcionou como zona de resistência entre os meses de Maio e Agosto. Neste momento outros indicadores técnicos que possam ser identificados parecem pouco relevantes para a acção, sendo assim difícil fazer um negócio, no curto-prazo, com base neste tipo de analise.


Comunicado de Resultados do Terceiro Trimestre de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lucros da Soares da Costa aumentam 46%

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A construtora Soares da Costa apresentou hoje bons resultados referentes aos primeiros 9 meses do ano, com o resultado líquido a crescer 46% para os 7,4 milhões de euros. Os resultados apresentados pelo grupo, apesar de serem bons ficam abaixo das expectativas dos analistas e também das expectativas do presidente executivo, Pedro Gonçalves, que acredita alcançar lucros de 10 milhões de euros até ao final do ano.
O volume de negócios da empresa registou um aumento de 22,6%, com esse crescimento a ser cada vez mais além fronteiras, com o mercado Português a registar um decréscimo de 7,9% face a um aumento de 2,1% em Angola ou 2,9% nos EUA, e o EBITDA também registou uma subida de 9,6%.

Pedro Gonçalves afirmou que caso os resultados cumpram as suas expectativas, a empresa irá assumir o compromisso de distribuir 50% dos lucros na forma de dividendo aos accionistas, oferecendo um "dividend yeld" na casa dos 5%, o que resultará num dividendo bruto perto do 0,06€ por acção.

Os investidores gostaram dos resultados e do anúncio de dividendos, reflectindo-o na cotação da empresa, que durante a sessão de hoje subiu 4,24%.

Relatório de Contas do Terceiro Trimestre

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Maior Potencial no Psi-20 Obteu Lucros

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A Sonae Indústria divulgou hoje os seus resultados do terceiro trimestre do ano, revelando um lucro de 18 milhões de euros, acima dos prejuízos de 33 milhões de euros obtidos no mesmo período de 2008. Estes resultados estão em linha com as previsões dos analistas.
A venda da Tafisa Brasil durante este período, que resultou numa mais valia de 56 milhões de euros, contribuiu bastante para que os resultados fossem positivos, "camuflando" um pouco um resultados "reais". Esta venda está inserida numa alienação de activos não estratégicos, de forma a reduzir a sua divida e aumentar os capitais próprios, na qual também esteve inserida a Central de Cogeração de Ciclo Combinado na Maia.
Nos primeiros 9 meses do ano, a empresa apresenta um prejuízo de 56 milhões de euros, um valor duas vezes superior ao apresentado no mesmo período de 2008, com o volume de negócios a cair 30%.
Este é um resultado já esperado para uma empresa que nos últimos 8 anos apenas em 3 deles apresentou lucros.

Por estranho que possa parecer, esta é das empresas do Psi-20 com maior potencial de subida para os analistas que acompanham o mercado nacional. Os preços-alvo emitidos no mês de Outubro dão um potencial de subida para a Sonae Indústria superior a 30%, referindo que a acção se encontra barata para o actual valor da empresa.
Os investidores também parecem gostar do título e principalmente das expectativas de resultados que surgiram nos últimos dias, com o dia de hoje a ser de "corrida" para apanhar o comboio dos resultados. A sessão fechou assim com a Sonae Indústria a liderar os ganhos, subindo mais de 2%.

Comunicado dos Resultados da Sonae Indústria

sábado, 31 de outubro de 2009

Resultados e Cotações da Semana

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Durante esta semana, 8 empresas pertencentes ao Psi-20 apresentaram os seus resultados, referentes ao terceiro trimestre do ano.

No dia 27 o BES, a Portucel e a Semapa apresentaram os seus resultados. Para o banco liderado por Ricardo Salgado as expectativas não foram confirmadas e o aumento de 30% no resultado líquido, esperado pelos analistas, não ficou além de 7,8%. Após o anúncio das previsões dos analistas, a cotação das acções do banco não mostrou qualquer reacção, mantendo-se a fechar as sessões seguintes entre os 5,15€ e os 5,20€. Depois de confirmados os resultados do grupo inferiores às previsões, a cotação iniciou um movimento de descida para valores abaixo dos 5€, mostrando o descontentamento do mercado ao valores anunciados.



Com a Portucel e a Semapa os resultados apresentados foram bastante acima das expectativas. Os analistas atribuíam para as duas empresas quedas no resultados superiores a 50% face ao período homólogo de 2008, mas a Semapa e a Portucel conseguiram uma descida nos resultados líquidos de 39,9% e 38,2% respectivamente.
Ambas as empresas começaram um movimento descendente logo após a publicação das previsões do analistas, mas esse movimento não abrandou após o anúncio dos resultados oficiais considerados positivos para os analistas. Em vez disso o movimento ainda se acentuou mais, com o mercado a mostrar que resultados negativos são sempre negativos para os accionistas.




No dia 28 foi a vez da apresentação de resultados da REN e EDP Renováveis. Os lucros da REN subiram 7,6% para o mesmo período do ano, um numero 20% acima das previsões dos analistas. Neste caso a saída das previsões dos analistas provocou um movimento descendente no título, a curto-prazo, mas após os resultados oficiais uma forte subida durante a sessão foi desencadeada, voltando aos valores de negociação antes de qualquer anuncio dos analistas. Este tipo de movimento por vezes não é possível de justificar tendo em conta apenas a noticias que surgiram e nomeadamente os resultados.



A EDP Renováveis também conseguiu superar as expectativas, apesar do aumento dos lucros ter ficado à quem do que o que a Empresa já habitou os investidores. Os resultados líquidos subiram 19%, para os 70,1 milhões de euros. Neste caso o anúncio dos resultados dos analistas, apesar de não serem positivos, coincidiu com um movimento de subida no curto-prazo, que contrariou o forte movimento descendente que a Renováveis estava a atravessar. A sessão após o anúncio dos resultados oficiais foi positiva.



No dia 29 a Brisa, a EDP e a Jerónimo Martins anunciaram os seus resultados. Os lucros da Brisa subiram 1,7% e ficaram praticamente coincidentes com as previsões anunciadas pelos analistas, nos 111 milhões de euros. Após a divulgação das expectativas dos analistas, as acções da empresa continuaram o seu percurso descendente de curto-prazo, que não foi contrariado após os resultados oficiais. Neste caso os resultados não representaram qualquer influência no rumo da cotação.


A EDP obteve "bons resultados", consideram os analistas, que apesar de terem registado uma queda de 20% não incluíam os valores de dispersão em bolsa da EDP Renováveis, que os resultados de 2008 incluíam. Mesmo assim as previsões dos analistas eram mais confiantes, o que não deixou que a cotação da empresa liderada por António Mexia continua-se a sua tendência de quedas no curto-prazo, após o anúncio dos analistas. A sessão de apresentação oficial de resultados fechou positiva.



Na Jerónimo Martins os investidores gostaram tanto das previsões dos analistas como dos resultados oficiais. O grupo obteve um aumento de 14% nos lucros acima das previsões, o que provocou 3 sessões de elevado volume de negociação em que os títulos subiram mais de 6%.


Apesar das apresentações dos resultados, a maioria destes movimento teve origem no mercado global a nível nacional e internacional e uma explicação dos movimentos com base apenas no resultados obtidos pode-se tornar demasiado simplista.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Novas Previsões dos Analistas

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Em época de apresentação de resultados são muitas as estimativas que saem por parte dos analistas, referentes às diversas empresa da praça nacional. No dia de hoje foram divulgadas estimativas de resultados para 3 empresa nacionais:

Os lucros da Semapa deverão ter caído 53,6% para os 40,4 milhões de euros, resultado de uma queda nas receitas de 3,7% e no EBITDA de 26%. Estes resultados foram obtidos por uma média dos analistas contactados pela agência Reuters.

Tal como a Semapa, o resultado líquido da Portucel, nos primeiros 9 meses do ano, também deverá ter caído 68,7% para os 13 milhões de euros. Segundo a Caixa BI estima-se uma queda de 1,4% nas receitas e de 41,8% no EBITDA.

A Impresa deverá passar de prejuízos para lucros, nos primeiros 9 meses do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado líquido de 600 mil euros não é uma muito boa notícia, mas já retira a empresa da situação de prejuízos em que se encontrava. Segundo uma média dos analistas, as receitas terão recuado 0,5% para o EBITDA terá triplicado.

Todas estas empresas apresentam os seus resultados amanhã após o fecho da sessão.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Resultados do BPI Acima das Expectativas

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O BPI conseguiu surpreender hoje ao divulgar resultados 3 vezes superiores ao esperado pelos analistas e 4 vezes superiores aos reportados no período homologo de 2008.
Em seguida coloco alguns tópicos, divulgados em comunicado pelo banco, que resumem os resultados de hoje:
  • Lucro líquido consolidado de Janeiro a Setembro de 2009 de 130.6 M.€ vs 34.4 M.€ reportados no período homólogo de 2008;
  • Produto bancário cresceu 10.6%;
  • Custos subiram apenas 2.5% no consolidado, tendo caído 2% na actividade doméstica não obstante a
    expansão da rede de distribuição até final de 2008;
  • Recursos de Clientes aumentaram 0.8%;
  • Recursos de Clientes no balanço aumentaram 2.2% (0.6 Bi. €);
  • Crédito a Clientes aumentou 0.9% (0.3 Bi.€): 0.7% na actividade doméstica e 5.9% no BFA;
  • Liderança no apoio às Pequenas e Médias Empresas através das Linhas PME Investe e do Programa PME Excelência;
  • Custo do risco de crédito de 0.37%;
  • Responsabilidades com pensões do BPI cobertas a 106%; rentabilidade do fundo de pensões de 14% desde início do ano (não anualizada);
  • Rácios de capital: Tier I de 8.9%, Core Tier I de 8.1% e rácio total de 11.3%;
  • O BPI mantém uma situação de liquidez confortável.
Amanhã saberemos qual a reacção do mercado a esta noticia de hoje.

Comunicado dos Resultados Referentes ao 3º Trimestre de 2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Boas Perspectivas para os Resultados do BPI

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As estimativas da Caixa BI para o resultado líquido do BPI, referente ao terceiro trimestre do ano, são de 43,4 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 11,7% face ao trimestre anterior. A suportar este desempenho está um aumento na margem financeira, que se estima em 5% face ao trimestre anterior e uma estabilização das receitas com comissões e posições.

O BPI é um dos títulos da bolsa nacional que mais tem acompanhado o índice Psi-20. Desde os mínimos de Março, as acções do banco já apresentam quase 100% de valorização, com as subidas a acontecerem sem grande volatilidade.
O banco liderado por Fernando Ulrich irá apresentar as suas contas no dia 22 (quinta-feira) após o fecho da sessão. Os anúncios das estimativas de resultados por parte dos analistas, não tiveram qualquer impacto na cotação do título e por isso não se espera um grande impacto dos resultados nas cotações do BPI.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Calendário de Apresentação de Resultados do 3ºTrimestre

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Coloco em seguida o dia de apresentação de resultados, referentes ao 3º trimestre do ano, para algumas empresas da bolsa nacional:

BPI - 22 de Outubro
Impresa - 27 de Outubro
Portucel - 27 de Outubro
Semapa - 27 de Outubro
REN - 28 de Outubro
EDPr - 28 de Outubro
BES - 29 de Outubro
Jerónimo Martins - 29 de Outubro
Brisa - 29 de Outubro
EDP - 29 de Outubro
Sonaecom - 2 de Novembro
Novabase - 5 de Novembro
Sonae Indústria - 5 de Novembro
ZON - 6 de Novembro
BCP - 11 de Novembro
Galp - 11 de Novembro
Sonae Capital - 11 de Novembro
Sonae - 12 de Novembro
Ibersol - 13 de Novembro
Soares da Costa - 16 de Novembro
PT - 17 de Novembro
Martifer - 19 de Novembro
Mota-Engil - 20 de Novembro
Altri - 25 de Novembro
Cimpor - 25 de Novembro
Cofina - 26 de Novembro

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Resultados da Semapa acima das espectativas

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A Semapa apresentou hoje os seus resultados referentes ao primeiro semestre do ano. A empresa obteve lucros de 25,8 milhões de euros acima das expectativas do BPI de 19 milhões de euros.
A empresa sofreu o ambiente recessivo que se vive, com quebras significativas na procura, tanto na Europa como nos EUA, resultando dai uma diminuição no volume de vendas em 6,2%. O EBITDA desceu 29,3% para 131 milhões de euros.

Este é um dos casos em que se pode utilizar a expressão "comprar no rumor e vender na notícia". As acções da Semapa registaram fortes ganhos nos últimos dias e muitos dos accionistas aproveitaram o dia de hoje para obter mais-valias com os títulos, após a apresentação de resultados, provocando uma queda de 1,69% na sessão de hoje.
A abertura do dia de hoje também coincidiu com o toque numa zona de resistência nos 7,14€, provocando assim uma ainda maior pressão vendedora na acção. Mas na realidade, mesmo com estes dois motivos de venda das acções no dia de hoje, o volume de negociação foi muito baixo, podendo indicar que o mercado ainda tem força suficiente para mover o título acima da resistência, e chegar a zona de negociação do Verão de 2008, nos 7,50€.


Resultados do 1º Semestre

quinta-feira, 23 de julho de 2009

BPI com aumento de 880% nos lucros

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O BPI anunciou hoje os seus resultados referentes ao primeiro semestre de 2009, registando lucros de 89 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 880% face ao lucros registados em período homólogo do ano anterior, de 9,1 milhões de euros. Apesar de aparentemente estarmos na presença de um resultado positivo, o BPI só conseguiu este aumento devido às perdas registadas no ano de 2008, com a posição no BCP. Se retirarmos este facto, o BPI obtém uma quebra de 46,7% nos lucros.
Em Portugal a margem financeira, o produto bancário e as comissões diminuíram entre 3% e 6%, mas além fronteira os resultados do BPI foram bastante bons, com um aumento superior a 100% nos depósitos a prazo e de 29% no crédito a clientes. Mas o principal motor dos lucros deste semestre foi o Banco Fomento de Angola, que obteve lucros de 44,5 milhões de euros, correspondendo a metade dos lucros apresentados pelo BPI.

Na sessão de hoje, o banco liderado por Fernando Ulrich teve uma boa reacção aos resultados apresentados, subindo 3,39% para 1,98€. A partir do dia 13 que o mercado vem acreditando na possibilidade de bons resultados por parte do BPI, demonstrando uma subida constante mas pouco vigorosa nas cotações do banco, culminando numa forte subida com a confirmação dos resultados.
O BPI tal como a generalidade da bolsa nacional, apresenta um padrão lateral de curto-prazo nas suas cotações. Devido ao baixo volume de negociação, neste período de férias, não se prevê nenhum movimento acentuado nas cotações do BPI e consequentemente uma alteração na tendência de curto-prazo.

Resultados do 1º Semestre de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Teixeira Duarte com aumento de 150,2% nos lucros

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A Teixeira Duarte anunciou os seus resultados, referentes ao primeiro trimestre de 2009, na passada sexta-feira. Estes mais que duplicaram em relação ao período homologo do ano de 2008, principalmente devido ao forte crescimento da empresa além fronteiras em países como a Angola, que já representam mais de 62% das receitas da empresa.
No mercado Português o volume de negócios diminuiu, mas no total este aumentou 3,5% para 278 milhões de euros. O EBITDA aumentou 35%, para os 40,4 milhões de euros e os lucros por acção foram de 0,10€.
Os resultados agradaram ao mercado, com as acções a subirem mais de 3% no dia de hoje, após terem atingido durante a sessão mais de 7% de valorização.

Tecnicamente a empresa apresenta-se com uma tendência de curto-prazo de subida, depois de ter sido das empresas mais castigadas do Psi-20 durante as quedas.
Desde Março a empresa já subiu mais de 100%, e neste momento aparenta estar num período de consolidação. Não existem suportes ou resistências próximos que possam definir um ponto de entrada no título e por isso a melhor opção será esperar por um sinal mais forte do mercado, para entrar no capital da empresa.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Resultados de Hoje

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Hoje foram apresentados os resultados por parte da Martifer e da Cofina relativos ao primeiro semestre do ano.

A Martifer apresentou um resultado líquido bastante baixo, de apenas 100 mil euros, que representa uma queda de 80% face ao mesmo período do ano passado. Na actividade da construção a empresa não apresentou qualquer crescimento, deixando-o para o ramo da energia, que obteve um crescimento de 99% resultado da consolidação da Repower e Ventipower.
A empresa registou um EBITDA de 14,9 milhões de euros representando um crescimento de 14% e os seus lucros por acção ficaram-se nos 0,10€.

A Cofina registou um aumento nos seus resultado em relação ao primeiro trimestre do ano passado, com um resultado liquido de 5 milhões de euros, muito diferente dos prejuízos de 11,2 milhões de euros registados à um ano. Os seus lucros por acção são de 4,87€.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Soares da Costa com resultados "positivos"

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A Soares da Costa apresentou hoje os seus resultados relativos ao primeiro trimestre do ano. Segundo o BPI, os 1,82 milhões de euros que a construtora apresentou de resultado líquido são "positivos", apesar de estarem abaixo das expectativas dos analistas. O volume de negócios cresceu 30,1% e o EBITDA subiu para os 25,54 milhões de euros, que corresponde a um aumento de 135,5%.

Os investidores estão a reagir bem a estes resultados, com os títulos a subiram mais de 4% na sessão de hoje e o volume de negociação a ser bastante elevado para esta hora do dia.
Desde o mês de Março até agora, as acções da Soares da Costa conseguiram uma valorização de quase 100%. Esta subida foi desencadeada por uma forte pressão compradora, que aumentou em cerca de 8 vezes a quantidade de acções negociadas diariamente, desde meados de Março.
Pode-se dizer que as acções da empresa já não viviam momentos assim desde a sua entrada no Psi-20, no Verão de 2007.

A acção tem seguido uma linha de tendência descendente desde Julho de 2007, estando agora a aproximar-se novamente da mesma. Uma quebra em alta dessa linha poderá significar a mudança da tendência de longo-prazo para a acção, com novas subidas e novos máximos.
O dia de hoje poderá ser bastante importante para o título. Um fecho acima do anterior máximo relativo, na casa do 1,00€, poderá ser um sinal positivo para as acções da empresa, mas se a acção conseguir fechar acima do valor mais alto dos últimos 6 meses, no 1,04€ ou 1,05€, esse sim será um grande sinal de força, que poderá levar ao teste da linha de tendência descendente, na zona do 1,10€, nas próximas sessões.
Nas últimas sessões a pressão compradora tem-se vindo a esgotar, como seria de esperar depois da forte valorização das acções. Neste momento uma entrada na Soares da Costa poderá ter um risco bastante elevado, devido à aproximação de uma zona de decisões no título e por isso o melhor será mesmo aguardar por um novo sinal para a entrada.

Relatório de Contas do Primeiro Trimestre

quinta-feira, 14 de maio de 2009

BCP com resultados "fracos"?

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O BCP apresentou na passada segunda-feira os seus resultados referentes ao primeiro trimestre do ano. As primeiras notícias após o anuncio informavam de um aumento nos lucros de 625%, acima das expectativas dos analistas, mas no dia seguinte à apresentação, quando a cotação do banco deslizou quase 9%, as notícias inverteram e já davam os lucros do BCP como de fraca qualidade devido à baixa margem financeira e à subida das provisões de crédito.
A verdade é que o mercado já aguardava resultados positivos do banco, e os investidores foram reforçando as suas posições com esse pensamento. Após o anúncio, e confirmação do esperado, a razão pela qual se comprou as acções do BCP já ocorreu, e a sua venda será a melhor opção, tendo desencadeado uma queda de mais de 13%, no dois dias seguintes.

As cotações do BCP estavam em claro movimento de subida, com mais de 20% de valorização em cerca de duas semanas. Devido à força do movimento, era normal que surgisse uma pequena correcção, para dar um novo fôlego e conseguir obter novos compradores para sustentar o movimento de subida no curto-prazo.

Os indicadores do banco ainda não estão claros, e muitos analistas acreditam que este vai ser obrigado a um novo aumento de capital, principalmente depois de serem conhecidos os resultados do stress test que Bruxelas pediu aos Bancos Europeus. A nível fundamental o Banco apresenta-se uma incógnita, com as opiniões dos especialistas a serem divergentes.

Tecnicamente o movimento de descida acentuada, e com forte volume, efectuado após o anúncio dos resultados, também era esperado, devido à aproximação da zona de resistência nos 0,87€. A quebra desta resistência dará um novo animo às cotações do banco, com a possibilidade de inversão da tendência de médio-prazo de descida para subida.
As cotações do BCP poderão ainda ter espaço para fazer um novo teste à resistência dos 0,87€ nos próximos dias, mas se isso não acontecer, e a cotação fechar abaixo do último mínimo relativo nos 0,69€, então um teste aos mínimos poderá ser feito.