quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Menor cotação, mais valorização?

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Antigamente utilizava-se muito a diferenciação de acções pela sua cotação. Uma acção que estava cotada a baixos valores era uma acção que tinha fortes movimentos com elevadas amplitudes, enquanto que uma acção que estava cotada a valores elevados era vista como tendo movimentos mais "controlados" de menor amplitude. Era comum utilizar-se as acções com baixo valor de cotação, para investimentos com maior risco e as acções com maior valor de cotação, para investimentos de menor risco.

Na bolsa nacional é difícil de comprovar esta teoria, devido ao diminuto número de títulos cotados em Portugal e também devido à pouca amplitude das cotações das diversas empresas. Existem 11 acções cotadas a menos de 1€, mas apenas 4 acções cotadas a mais de 10€.

A valorização média obtida por todas as cotadas a menos de 1€, no ultimo ano, é de 57,14%, enquanto que o mesmo valor mas referente às empresas cotadas a mais de 10€ é de 57,06%. A diferença entre os valores não é significativa para se poder afirmar que umas se sobrepõem às outras em termos de valorização anual.
Em termos de volatilidade nos últimos 90 dias, os títulos cotados a menos de 1€ têm uma média de 28,494, um valor superior à média das cotadas a mais de 10€, de 24,031.

Com os valores referidos acima e apesar da dimensão da população utilizada ser pequena, é possível concluir que em termos de médio prazo, ambos os grupos de acções apresentam variações semelhantes, podendo o investidor optar por qualquer um dos grupos, neste horizonte temporal. A diferença entre cada uma das opções está na volatilidade e assim se o investidor optar por um investimento em acções de baixa cotação, a oscilação da carteira de títulos durante as sessões do dia e no curto-prazo, será superior ao das acções de elevada cotação.
Desta forma é possível que para investidores de médio-prazo, que não "sofrem" com os movimentos dos títulos, um investimento em acções de baixa ou alta cotação seja indiferente. Para investidores de curto-prazo e daytraders, que procuram por oportunidades, com maior risco, de ganhar mais no menor espaço de temporal, as acções de baixa cotação podem ser mais proveitosas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bom Natal

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Índices Nacionais

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Apesar de apenas se ouvir falar do Psi-20 e Psi Geral e de serem os índices nacionais que a maioria dos investidores conhece, existem outros índices nacionais que a maioria desconhece. Para além do Psi-20 e do Psi-Geral existem mais 17 índices, referentes à bolsa nacional, no mercado NYSE Euronext.
Não é que existam mais acções para além daquelas que estão englobadas no Psi-20 e Psi Geral, mas existem outras maneiras de as agrupar e de lhes atribuir um maior ou menor peso.

Existem índices sectoriais que englobam apenas empresas de um determinado sector de actividade. Por exemplo o Psi Financials é um índice que engloba as empresas cotadas na bolsa nacional que pertencem à área financeira. Este é composto pelo BCP, BES, BPI, Banco Popular Espanhol, Santander, Banif, ESFG, Finibanco e Sonae Capital. Durante os últimos 365 dias, este índice obteve uma variação de +13,59%, bastante longe dos +32,71% que obteve o Psi-20.

O Psi High Dividend é um índice composto pelas empresas cotadas na bolsa nacional que apresentam o maior rácio entre o dividendo distribuído e a sua cotação. Estão na sua composição o BES, BPI, Brisa, Cimpor, EDP, Portugal Telecom, REN, Semapa, Sonae e Sonae Industria. Este índice, no último ano, apresentou uma performance 8% superior ao Psi-20.

Existem ainda outros índices que apresentam a mesma estrutura do Psi-20, mas o modo de funcionamento é diferente. O Psi-20 Short é um índice que anda no sentido contrario do Psi-20, isto é o seu funcionamento é com posições curta e quando o Psi-20 sobre 1% ele desce 1% e vice versa. Torna-se assim uma boa opção para quando as queda no longo-prazo dominam na bolsa nacional.
O Psi-20 X3 Lev é outro índice com a mesma estrutura do Psi-20 mas desta vez multiplica as suas variações por 3, isto é quando o Psi-20 sobe 1% este índice sobe 3%. No último ano o Psi-20 X3 Lev apresenta uma valorização superior a 100%.

Uma lista completa de todos os índices nacionais pode ser encontrada aqui.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Rally de Natal

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O período de Natal é sempre um período onde as pessoas deixam um pouco os mercados de lado para se dedicarem a outras coisas. Uma consequência disso é uma diminuição da quantidade de acções transaccionadas.
Entre os dias 20 de Dezembro e 2 de Janeiro, a bolsa nacional têm obtido bons resultados historicamente comprovados. Entre os anos de 2000 e 2008, durante esse mesmo período do ano, o Psi-20 apenas obteve desvalorizações em 2 anos, registando valorizações nos restantes 6 anos. Em 3 anos, a valorização no Psi-20 foi superior a 3% e a média dos 8 anos foi de um crescimento de +1,42%.

Estas subidas já são características do período de Natal, subidas estas que muitos investidores preferem passar ao lado, para aproveitar a época. Outros preferem passar ao lado das subidas não pela época mas sim por acharem que a validade destes movimentos de fim de ano é baixa. Com os baixos volumes de negociação, característicos da época, é normal que os movimentos não tenham tanta validade no mercado por não serem desencadeados por um número significativo de investidores que representem o mercado.
Assim as surpresas podem acontecer e sinais técnicos de entrada ou boas noticias das empresas, que levem a cotação a uma subida, como as recentes subidas devido a entrada de capital estrangeiro na bolsa nacional, podem ser enganadoras e virar-se contra os investidores logo que o mercado seja representado na sua globalidade.
Por isto é necessário ter atenção a estes movimentos da época Natalícia.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Horário da Bolsa - Período de Natal e Ano Novo

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No dia 24 de Dezembro e 31 de Dezembro, a bolsa nacional irá encerrar às 13h.
No dia 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, a bolsa nacional irá estar encerrada.
Nos restantes dias funcionará em horário normal.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

OPA à Cimpor

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A companhia Siderúgica Nacional Brasileira lançou uma oferta pública de aquisição sobre as acções representativas do capital social da Cimpor. A oferta é lançada sobre a totalidade das 672 milhões de acções, dispersas pelos diversos accionistas, oferecendo uma importância de 5,75€ por acção.
Esta oferta apenas é valida se o grupo onde se insere a Siderúgica Nacional Brasileira conseguir acções representativas de mais de 50% do capital social da empresa.

A estrutura accionista da Cimpor é composta pela Teixeira Duarte (22,9%), Lafarge (17,3%), Manuel Fino (10,7%), fundo pensões do BCP (10%), CGD (9,6%), Bipadosa (6,7%), Cinveste (4,1%) e outras posições menores.
Por esta altura a Teixeira Duarte valoriza mais de 13%, acima dos ganhos da Cimpor, nos 12%. A Lafarge, empresa Francesa de materiais de construção, apesar da sua grande posição no capital da Cimpor, apenas segue a valorizar 0,14%.

A OPA veio relançar estes dois títulos, aumentando bastante o volume de negociação e criando uma grande expectativa nos investidores. Esta é uma das alturas que muitos anseiam estar com posições longas no título, devido ao fortes ganhos que se registam em pouco tempo confirmados com uma análise histórica a outras ofertas que ocorreram no passado. A duração dos ganhos depende em muito do desenvolvimento da OPA e por isso é um pouco uma incógnita para os investidores, devendo estes precaver-se quanto a uma anulação das subidas com "trailing stops" ou outros métodos seguros de garantia de ganhos.

As acções da Cimpor neste momento negoceiam nos 6,23€, acima do preço da oferta lançada.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Recomendações dos Analistas

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Segundo o relatório, divulgado hoje pela CMVM, sobre a supervisão da actividade de análise financeira, o numero de recomendações divulgadas mensalmente tem-se mantido entre os as 50 e 70, exceptuando períodos de ferias. Os dados do relatório divulgado referem-se ao período entre 1 de Outubro de 2008 e 30 de Setembro de 2009.
As empresa com mais recomendações na bolsa nacional são a Portugal Telecom e a EDP Renováveis, respectivamente com 56 e 42 recomendações e dentro do Psi-20, a empresa com menor número de recomendações é a Teixeira Duarte, com apenas 5 recomendações. Para as empresas que estão fora do principal índice da bolsa nacional apenas 13,3% das recomendações incidiram sobre elas e 10 dessas empresas não tiveram qualquer relatório de análise.
Por outro lado, os intermediários financeiros que têm emitido mais relatórios das empresas nacionais são o BPI e a UBS com 83 e 48 relatórios respectivamente.

De todas as recomendações de investimento 47,3% dão uma recomendação de "compra", 10,4% recomendam "acumular", 24,6% dão uma recomendação de "manter" e 17,7% recomendam "reduzir" ou "vender". Destas recomendações, o sector financeiro foi o que obteve mais recomendações de "vender" e "reduzir", representando 33,4% de todas as recomendações emitidas, algo distante dos 14,7% que representa no sector das infra-estruturas e telecomunicações.

Quando às reacções às recomendações a Sonae é a empresa que mais responde positivamente às recomendações de "compra". As que respondem negativamente às recomendações de "compra" são a Brisa, EDP, Sonaecom e Galp.
Quando as analises que surgem dão recomendação de "venda", os títulos que mais respondem negativamente são a Impresa, a PT e a Sonaecom, enquanto que os que se movimentam no sentido contrario ao proposto pelos analistas são o BCP e o BPI.

Se for organizada uma carteira de acções recorrendo às análises emitidas pelos intermediários financeiros, o BPI, em valores deduzidos de comissões, vence com uma variação de 10,97%. A JPMorgan e o Santander ocupam respectivamente a segundo e terceira posição com 9,58% e 9,03%. Apesar da UBS ser dos intermediários financeiros que mais emite recomendações para o mercado nacional, a sua carteira de acções era a pior classificada com apenas 6,62%.

Pode sempre ir acompanhando os Price-Targets emitidos diariamente na barra lateral do blog.

Relatório Completo

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

REN com Pouco Movimento

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A REN é a empresa que garante o transporte de electricidade em Portugal desde 1994. As suas áreas de negocio são o transporte de electricidade em alta tensão, com a sua gestão técnica e o transporte de gás natural em alta pressão, também com a sua gestão técnica.
Os maiores accionistas da empresa são a Logoenergia, com 8,4% de capital e a Gestfin, com uma participação de 5,2%, sem contar com os 46% detidos pelo estado através da Parpública. A EDP, a Oliren e a Rede Eléctrica de Espanha representam cada uma 5% da estrutura accionista.

Durante os primeiros 9 meses do ano, a empresa liderada por José Penedos (suspenso de funções actualmente), registou um aumento dos lucros 7,6% face ao período homologo do ano anterior. Este aumento apesar de ser superior às expectativas de mercado, não afectou em nada a cotação da REN na bolsa nacional.
O negocio da REN em Portugal não parece estar em crescimento, um pouco consequência das suas áreas de negocio limitadas no território nacional. Uma demonstração disso é o seu aumento nos resultados ser praticamente causado por uma diminuição das despesas, tanto financeiras como de exploração. O facto de a empresa ser detida maioritariamente pelo estado também não ajuda à implementação de politicas fortes de crescimento além fronteiras e à expansão das suas áreas de negocio.

As recentes polémicas que têm existido com administradores da empresa, levando José Penedos a ser suspenso de funções por suspeita de corrupção passiva, também não causou qualquer impacto na negociação em bolsa da REN.

Umas das causas das notícias que surgem sobre a REN não surtirem efeito na cotação da empresa é a baixa quantidade de acções negociadas. Os investidores estão pouco interessados nos títulos da REN e a sua negociação mostra que quem estava pouco convencido na prestação dos títulos da empresa, já saiu da mesma, fazendo com que a negociação da empresa seja muito pouco volátil.
Uma outra notícia que não causou impacto foi o "outlook" para a empresa revisto em baixa.

Desde o fim do mês de Setembro que a cotação da REN se mantém a negociar no intervalo estreito de valores, entre os 3,02€ e os 2,92€. Apesar deste canal de negociação, a zona de resistência mais próxima da cotação do título situa-se nos 3,06€. Uma quebra ascendente desta resistência ou uma saída do canal de negociação pelo lado descendente, poderá dar um sinal de compra e venda respectivamente.
No curto-prazo a tendência dos títulos da REN é lateral, mas no médio e longo prazo torna-se difícil definir uma tendência predominante. Esta situação faz com que os títulos da REN sejam pouco atractivos para uma possível negociação.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tendência Descendente no Curto-Prazo

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O inicio da semana ficou marcado pelas quedas na bolsa nacional. Entre segunda-feira e quarta-feira o principal índice da bolsa nacional recuou mais de 3,5% para os 8060 pontos, deixando para trás uma ténue zona de suporte nos 8200 pontos. O fim da semana ficou marcado por duas sessões positivas onde o Psi-20 voltou a ir testar a zona dos 8200 pontos, tornando-se agora uma ténue zona de resistência.

A negociação na bolsa nacional continua marcada por um volume de negócios realizados bastante baixo. No dia 15 de Outubro, que coincide com o topo do recente período ascendente da bolsa nacional, a média dos últimos 50 dias do volume de negócios no BCP estava em cerca de 21 milhões de acções diárias, algo longe dos 17 milhões de hoje, ou num titulo como a Jerónimo Martins que por esta altura tem volumes consistentemente abaixo do 1 milhão de acções diárias e nesse dia apresentava médias a rondar os 1,5 milhões de acções.

Esta falta de negociação só vem trazer menos liquidez à bolsa nacional, o que a torna menos interessante para os investidores estrangeiros, sendo mais difícil a compra e venda de títulos. Os movimentos realizados também têm menos validade por serem provocados por um menor número de investidores e desta forma tornam-se menos representativos do mercado global.


No curto-prazo a tendência do Psi-20 é claramente descendente demonstrada pela máximos relativos consecutivos cada vez mais baixos. Com a continuação desta tendência, o suporte entre os 7900 e os 7800 pontos parece ser o caminho do Psi-20 no curto-prazo, suporte este que foi decisivo na formação das ultimas fortes quedas que a bolsa nacional viveu em Outubro de 2008. Essa parece ser a próxima zona de decisões para os investidores, com os sinais de compra a serem lançados caso um teste à zona de suporte seja feito e uma nova tendência de subida seja iniciada por parte do principal índice nacional, ou com os "stops" de venda a serem accionados caso esta barreira seja quebrada em baixa.

Uma outra possibilidade é a de formação de uma tendência lateral no médio prazo na bolsa nacional, com o Psi-20 a negociar entre a zona de suporte referida anteriormente e a zona de resistência nos 8800 pontos, correspondente aos máximos de Outubro.