sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Jogo da Bolsa 2009

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É já na próxima segunda-feira que vai ter início o jogo da bolsa 2009, promovido pelo Jornal de Negócios e a Gobulling. As inscrições acabam no Domingo, dia 8 de Novembro as 16 horas.
Tal como na edições anteriores, é colocado à disposição dos participantes 100.000€ virtuais, que podem utilizar para negociar diversos activos como acções, CFD's sobre acções, índices e commodities, ETF's e operar no mercado cambial.
O passatempo termina no dia 27 de Novembro e existem diversos prémios para os primeiros classificados.

Inscrições e informações em: http://jogodabolsa.negocios.pt

Psi Geral ou Psi-20?

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Quando se fala na bolsa nacional e na sua constituição, a primeira coisa que vêm à cabeça são as grandes empresas que pertencem ao Psi-20. A maioria dos investidores que acompanha a bolsa nacional, nunca investe em empresas fora do principal índice e não acompanha os seus movimentos. Isto acontece principalmente devido à falta de liquidez que existe nesses títulos, com poucas transacções diárias e assim dificultam a sua negociação, perdendo o interesse dos investidores.

Olhando para a variação do índice Psi-20 nos últimos 10 anos, a célebre frase de "a bolsa é sempre um bom investimento no longo prazo" é posta em causa, com os -17% desde Novembro de 1999.
Nas empresas que não pertencem ao Psi-20 e já estão cotadas à mais de 10 anos, o resultado não foi melhor e através de uma média aritmética obtive -37,5%. Enquanto que no Psi-20 todas as empresa acompanham minimamente os mercados nas suas variações, no Psi Geral isso já não acontece e as disparidades são maiores. Por exemplo a Lisgráfica, nos últimos 10 anos, obteve uma desvalorização de 98,93% enquanto que a Reditus obteve uma valorização de 526,27%. Nas 21 empresas analisadas, que não pertencem ao Psi-20 apenas 5 obteram valorizações e 4 ultrapassaram os 90% de perdas.
Muitas destas empresas quando entraram em bolsa estavam numa clara euforia, com uma forte expansão e expectativas de crescimento enormes. Após alguns anos a euforia acabou, descobre-se que todas as expectativas estavam muito inflacionadas e os fundamentais da empresa começam a cair até a empresa se tornar praticamente "desconhecida". Dai se poder considerar o Psi Geral como uma 2º divisão da Bolsa Nacional.

Em entradas com vista ao longo-prazo, o melhor será olhar apenas para o Psi-20, não só devido às suas melhores valorizações no passado, como à sua melhor liquidez e facilidade de negociação. Assim também evita o risco que a volatilidade apresenta no Psi Geral.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Maior Potencial no Psi-20 Obteu Lucros

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A Sonae Indústria divulgou hoje os seus resultados do terceiro trimestre do ano, revelando um lucro de 18 milhões de euros, acima dos prejuízos de 33 milhões de euros obtidos no mesmo período de 2008. Estes resultados estão em linha com as previsões dos analistas.
A venda da Tafisa Brasil durante este período, que resultou numa mais valia de 56 milhões de euros, contribuiu bastante para que os resultados fossem positivos, "camuflando" um pouco um resultados "reais". Esta venda está inserida numa alienação de activos não estratégicos, de forma a reduzir a sua divida e aumentar os capitais próprios, na qual também esteve inserida a Central de Cogeração de Ciclo Combinado na Maia.
Nos primeiros 9 meses do ano, a empresa apresenta um prejuízo de 56 milhões de euros, um valor duas vezes superior ao apresentado no mesmo período de 2008, com o volume de negócios a cair 30%.
Este é um resultado já esperado para uma empresa que nos últimos 8 anos apenas em 3 deles apresentou lucros.

Por estranho que possa parecer, esta é das empresas do Psi-20 com maior potencial de subida para os analistas que acompanham o mercado nacional. Os preços-alvo emitidos no mês de Outubro dão um potencial de subida para a Sonae Indústria superior a 30%, referindo que a acção se encontra barata para o actual valor da empresa.
Os investidores também parecem gostar do título e principalmente das expectativas de resultados que surgiram nos últimos dias, com o dia de hoje a ser de "corrida" para apanhar o comboio dos resultados. A sessão fechou assim com a Sonae Indústria a liderar os ganhos, subindo mais de 2%.

Comunicado dos Resultados da Sonae Indústria

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Inapa na Expectativa

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Foi no ano de 1965 que a Inapa começou a operar, destinando todos os seus recursos à produção de papel, sendo mesmo a primeira grande produtora a nível nacional. Em 2000 ocorreu uma grande mudança na empresa, data em que alienou os seus activos industriais e virou a sua actividade apenas para a distribuição de papel.
Hoje em dia o Grupo Inapa é um dos líderes Europeus na distribuição de papel, estando presente em 8 países.

A empresa liderada por José Félix Morgado tem vindo a melhorar os seus resultados nos últimos anos. Enquanto que no ano de 2006 e 2007 o grupo obteve um resultado liquido por acção negativo, respectivamente de -1,78€ e -0,221€, no ano de 2008 um resultado líquido por acção de 0,005€ colocaram novamente a empresa no lado dos lucros.
As perspectivas de resultados para este ano não serão as melhores, atendendo aos resultados até agora divulgados. No primeiro semestre do ano o resultado liquido caiu 65% face ao período homologo de 2008, tal como a maioria dos indicadores financeiros, com o EBITDA a cair 25% e as venda a caírem mais de 10%.
Este ano a empresa investiu no mercado Angolano, sendo a primeira empresa do sector a investir neste mercado. Este investimento de 3 milhões de euros será um passo no plano de expansão da empresa, num mercado com grande potencial.

As acções da Inapa não têm dado alegrias aos investidores de longo-prazo. Desde o ano de 2008 que os títulos da empresa têm apresentado uma tendência descendente de longo-prazo, estando em 1998 a cotar acima dos 5€, muito acima dos 0,64€ a que fechou a sessão de hoje.
No primeiro momento em que o título obteve uma forte subida nos últimos 10 anos, os investidores "correram" para o título, fazendo aumentar em muito o seu volume de negociação. Desde Março, as acções da Inapa subiram dos 0,25€ para os 0,70€, levando consigo uma enorme quantidade de investidores. O volume de negociação da Inapa subiu de 400 mil acções por mês em 2006, para 7 milhões de acções por mês em 2008 e 40 milhões durante estas recentes subidas.
Esta crescente negociação nas acções da Inapa colocam-na a liderar a lista de empresas para entrar no principal índice da bolsa nacional.


Tecnicamente a Inapa apresenta uma tendência de alta no curto/médio prazo, estando a negociar próximo de uma zona de resistência importante, nos 0,71€. Uma quebra em alta desta zona poderá ser um bom sinal de compra, podendo levar as acções acima dos 0,90€.
A zona dos 0,60€ pode ser considerada uma zona de suporte, apesar de ténue e a sua validade poderá ser posta em causa se a cotação atingir essa mesma zona (devido ao afastamento temporal dos pontos de negociação nessa mesma zona). Por isso é necessário um cuidado redobrado ao negociar com base neste suporte.


Martifer paga dividendo em 2010

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A Martifer irá a partir do próximo ano distribuir 40% dos seus resultados líquidos na forma de dividendo aos accionistas. Ainda durante este ano e após os resultados divulgados no dia 19 de Novembro, o conselho de administração vai propor o pagamento de um dividendo extraordinário.

sábado, 31 de outubro de 2009

Resultados e Cotações da Semana

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Durante esta semana, 8 empresas pertencentes ao Psi-20 apresentaram os seus resultados, referentes ao terceiro trimestre do ano.

No dia 27 o BES, a Portucel e a Semapa apresentaram os seus resultados. Para o banco liderado por Ricardo Salgado as expectativas não foram confirmadas e o aumento de 30% no resultado líquido, esperado pelos analistas, não ficou além de 7,8%. Após o anúncio das previsões dos analistas, a cotação das acções do banco não mostrou qualquer reacção, mantendo-se a fechar as sessões seguintes entre os 5,15€ e os 5,20€. Depois de confirmados os resultados do grupo inferiores às previsões, a cotação iniciou um movimento de descida para valores abaixo dos 5€, mostrando o descontentamento do mercado ao valores anunciados.



Com a Portucel e a Semapa os resultados apresentados foram bastante acima das expectativas. Os analistas atribuíam para as duas empresas quedas no resultados superiores a 50% face ao período homólogo de 2008, mas a Semapa e a Portucel conseguiram uma descida nos resultados líquidos de 39,9% e 38,2% respectivamente.
Ambas as empresas começaram um movimento descendente logo após a publicação das previsões do analistas, mas esse movimento não abrandou após o anúncio dos resultados oficiais considerados positivos para os analistas. Em vez disso o movimento ainda se acentuou mais, com o mercado a mostrar que resultados negativos são sempre negativos para os accionistas.




No dia 28 foi a vez da apresentação de resultados da REN e EDP Renováveis. Os lucros da REN subiram 7,6% para o mesmo período do ano, um numero 20% acima das previsões dos analistas. Neste caso a saída das previsões dos analistas provocou um movimento descendente no título, a curto-prazo, mas após os resultados oficiais uma forte subida durante a sessão foi desencadeada, voltando aos valores de negociação antes de qualquer anuncio dos analistas. Este tipo de movimento por vezes não é possível de justificar tendo em conta apenas a noticias que surgiram e nomeadamente os resultados.



A EDP Renováveis também conseguiu superar as expectativas, apesar do aumento dos lucros ter ficado à quem do que o que a Empresa já habitou os investidores. Os resultados líquidos subiram 19%, para os 70,1 milhões de euros. Neste caso o anúncio dos resultados dos analistas, apesar de não serem positivos, coincidiu com um movimento de subida no curto-prazo, que contrariou o forte movimento descendente que a Renováveis estava a atravessar. A sessão após o anúncio dos resultados oficiais foi positiva.



No dia 29 a Brisa, a EDP e a Jerónimo Martins anunciaram os seus resultados. Os lucros da Brisa subiram 1,7% e ficaram praticamente coincidentes com as previsões anunciadas pelos analistas, nos 111 milhões de euros. Após a divulgação das expectativas dos analistas, as acções da empresa continuaram o seu percurso descendente de curto-prazo, que não foi contrariado após os resultados oficiais. Neste caso os resultados não representaram qualquer influência no rumo da cotação.


A EDP obteve "bons resultados", consideram os analistas, que apesar de terem registado uma queda de 20% não incluíam os valores de dispersão em bolsa da EDP Renováveis, que os resultados de 2008 incluíam. Mesmo assim as previsões dos analistas eram mais confiantes, o que não deixou que a cotação da empresa liderada por António Mexia continua-se a sua tendência de quedas no curto-prazo, após o anúncio dos analistas. A sessão de apresentação oficial de resultados fechou positiva.



Na Jerónimo Martins os investidores gostaram tanto das previsões dos analistas como dos resultados oficiais. O grupo obteve um aumento de 14% nos lucros acima das previsões, o que provocou 3 sessões de elevado volume de negociação em que os títulos subiram mais de 6%.


Apesar das apresentações dos resultados, a maioria destes movimento teve origem no mercado global a nível nacional e internacional e uma explicação dos movimentos com base apenas no resultados obtidos pode-se tornar demasiado simplista.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Desvalorizações e Valorizações

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Para os que já se esqueceram das fortes quedas que tivemos entre 2007 e 2009, coloco aqui as perdas de cada uma das empresas do Psi-20, entre o máximo anterior ao inicio do movimento descendente, que na maioria das cotadas foi no ano de 2007 e o mínimo do ano de 2009:

REN -48,53%
Jerónimo Martins -57,38%
EDP Renováveis -57,44%
Portucel -58,71%
Semapa -58,75%
EDP -58,76%
PT -59,14%
Brisa -59,27%
Cimpor -61,14%
Galp -69,49%
ZON -72,53%
Mota-Engil -74,85%
BES -77,92%
Altri -80,03%
Sonae -80,60%
BPI -80,82%
BCP -85,76%
Sonaecom -88,57%
Sonae Indústria -89,57%
Teixeira Duarte -90,38%

Devido à sua entrada em bolsa ter ocorrido já durante o período de quedas ("Bear Market"), a REN e a EDP Renováveis foram das empresas que menos desvalorizaram. A Jerónimo Martins foi a empresa que mais resistiu à tendência principal do mercado, com o seu máximo a ser feito em Setembro de 2008, e a Teixeira Duarte a que mais amplificou a tendência principal, com uma desvalorização superior a 90%.

Em seguida estão as valorizações que decorreram durante o corrente ano, entre os mínimos do inicio do ano e os máximos atingidos à pouco tempo:

ZON 43,17%
REN 54,76%
EDP 55,87%
Semapa 58,31%
Portucel 62,38%
Brisa 69,74%
PT 88,49%
BPI 92,51%
BCP 93,35%
Cimpor 95,00%
BES 101,59%
Galp 112,61%
Mota-Engil 115,71%
EDP Renováveis 128,34%
Sonaecom 132,32%
Jerónimo Martins 132,50%
Sonae Indústria 148,26%
Sonae 155,99%
Altri 187,16%
Teixeira Duarte 208,35%

Tal como era espectável, a empresa que a sua cotação mais caiu entre 2007 e 2009, foi a que obteve uma maior valorização durante a recente subida. Aliás todas as empresas que obtiveram as maiores valorizações durante o corrente ano foram das mais castigadas no período de quedas da bolsa nacional. Isto acontece porque estas empresas têm tendência de amplificar os movimentos do mercado, neste caso do Psi-20.

Estes valores poderão ajudar os investidores na hora de escolher um título, com vista ao longo-prazo. Se o investidor tiver uma maior aversão ao risco deverá escolher um dos títulos que durante os anteriores movimentos teve uma volatilidade menor e como consequência uma menor amplitude no movimento, mas se a segurança não for problema, então os movimentos com maior amplitude poderão ser os mais desejados.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Venda Massiva na Carteira BolsaLisboa

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No inicio da sessão de hoje foram vendidos todos os títulos da carteira BolsaLisboa. Esta venda ocorreu, não devido a informações negativas ou sinais técnicos para cada um dos títulos, mas sim devido ao comportamento do índice Psi-20. A pequena resistência em torno dos 8400 pontos não foi suficiente para travar a correcção que vinha a acontecer, aos fortes ganhos dos últimos meses na bolsa nacional. Um teste à zona de resistência entre os 7800 e 7900 pontos, parece ser o próximo destino do principal índice da bolsa nacional.

Os títulos do BPI foram vendidos ao preço unitário de 2,30€, os da Galp a 11,91€ e os da Jerónimo Martins a 5,935€. Em termos de rentabilidade dos negócios, o BPI resultou num ganho de 1,95%, a Galp em 6,48% e a Jerónimo Martins não foi além de uma perda de 1,62%.

Os motivos que levaram à compra dos títulos mantêm-se válidos, mas como o Psi-20 deu sinal de alguma fraqueza, a segurança dos ganhos foi valorizada em relação ao risco acrescido que se faz sentir.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Novas Previsões dos Analistas

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Em época de apresentação de resultados são muitas as estimativas que saem por parte dos analistas, referentes às diversas empresa da praça nacional. No dia de hoje foram divulgadas estimativas de resultados para 3 empresa nacionais:

Os lucros da Semapa deverão ter caído 53,6% para os 40,4 milhões de euros, resultado de uma queda nas receitas de 3,7% e no EBITDA de 26%. Estes resultados foram obtidos por uma média dos analistas contactados pela agência Reuters.

Tal como a Semapa, o resultado líquido da Portucel, nos primeiros 9 meses do ano, também deverá ter caído 68,7% para os 13 milhões de euros. Segundo a Caixa BI estima-se uma queda de 1,4% nas receitas e de 41,8% no EBITDA.

A Impresa deverá passar de prejuízos para lucros, nos primeiros 9 meses do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado líquido de 600 mil euros não é uma muito boa notícia, mas já retira a empresa da situação de prejuízos em que se encontrava. Segundo uma média dos analistas, as receitas terão recuado 0,5% para o EBITDA terá triplicado.

Todas estas empresas apresentam os seus resultados amanhã após o fecho da sessão.

domingo, 25 de outubro de 2009

Acontecimentos da Próxima Semana

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A próxima semana será marcada pelas apresentações de resultados das cotadas na bolsa nacional.
Na terça-feira apresenta resultados, antes da abertura da bolsa, o Banco Espírito Santo. Os analistas estimam que os lucros terão crescido mais de 40% face ao período homologo do ano anterior.
Na quarta-feira será a vez da EDP Renováveis e na quinta-feira apresentam a Jerónimo Martins e a Brisa. Também na quinta-feira será divulgado o indicador de clima económico nacional e o índice de confiança do consumidor, referentes ao mês de Outubro.