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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Recomendações dos Analistas

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Segundo o relatório, divulgado hoje pela CMVM, sobre a supervisão da actividade de análise financeira, o numero de recomendações divulgadas mensalmente tem-se mantido entre os as 50 e 70, exceptuando períodos de ferias. Os dados do relatório divulgado referem-se ao período entre 1 de Outubro de 2008 e 30 de Setembro de 2009.
As empresa com mais recomendações na bolsa nacional são a Portugal Telecom e a EDP Renováveis, respectivamente com 56 e 42 recomendações e dentro do Psi-20, a empresa com menor número de recomendações é a Teixeira Duarte, com apenas 5 recomendações. Para as empresas que estão fora do principal índice da bolsa nacional apenas 13,3% das recomendações incidiram sobre elas e 10 dessas empresas não tiveram qualquer relatório de análise.
Por outro lado, os intermediários financeiros que têm emitido mais relatórios das empresas nacionais são o BPI e a UBS com 83 e 48 relatórios respectivamente.

De todas as recomendações de investimento 47,3% dão uma recomendação de "compra", 10,4% recomendam "acumular", 24,6% dão uma recomendação de "manter" e 17,7% recomendam "reduzir" ou "vender". Destas recomendações, o sector financeiro foi o que obteve mais recomendações de "vender" e "reduzir", representando 33,4% de todas as recomendações emitidas, algo distante dos 14,7% que representa no sector das infra-estruturas e telecomunicações.

Quando às reacções às recomendações a Sonae é a empresa que mais responde positivamente às recomendações de "compra". As que respondem negativamente às recomendações de "compra" são a Brisa, EDP, Sonaecom e Galp.
Quando as analises que surgem dão recomendação de "venda", os títulos que mais respondem negativamente são a Impresa, a PT e a Sonaecom, enquanto que os que se movimentam no sentido contrario ao proposto pelos analistas são o BCP e o BPI.

Se for organizada uma carteira de acções recorrendo às análises emitidas pelos intermediários financeiros, o BPI, em valores deduzidos de comissões, vence com uma variação de 10,97%. A JPMorgan e o Santander ocupam respectivamente a segundo e terceira posição com 9,58% e 9,03%. Apesar da UBS ser dos intermediários financeiros que mais emite recomendações para o mercado nacional, a sua carteira de acções era a pior classificada com apenas 6,62%.

Pode sempre ir acompanhando os Price-Targets emitidos diariamente na barra lateral do blog.

Relatório Completo

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Expansão da EDP Renováveis

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A EDP Renováveis tem sido das empresas mais noticiadas nesta ultima semana, dentro das que compõem o Psi-20.
Os investimentos que a empresa tem feito nos EUA durante o corrente ano em parques eólicos através da Horizon, vão garantir 400 milhões de euros de apoios por parte do governo Americano. Este apoio vem beneficiar as contas da empresa, mas não virá trazer novos investimentos para Portugal, com a líder Ana Maria Fernandes a anunciar o total reinvestimento dos fundos recebidos em solo Norte-Americano.
Estes investimentos resultaram num aumento de 34% na capacidade instalada, correspondente a 1,4GW, na qual mais de 70% deste aumento está localizado nos EUA. A empresa têm em construção actualmente mais 1,4GW de capacidade instalada, com 15% a situar-se no território nacional.

Com todos estes dados positivos, a UBS vem diminuir o preço alvo da EDP Renováveis e recomenda a venda das acções da empresa. A justificação é feita com a possibilidade de um aumento de capital em 2010, consequência dos fortes investimentos feitos nos EUA.
A empresa irá divulgar os resultados referentes ao 3º trimestre do ano no dia 28 de Outubro, esperando-se assim boas notícias para os accionistas.

A cotação dos títulos da EDPr encontra-se a seguir uma linha de tendência ascendente, do ponto de vista técnico. Uma quebra dessa mesma linha dará um sinal de venda para os investidores de curto/médio prazo, para uma acção que tem pouco mais de 1 ano de história na bolsa nacional.
A próxima resistência que a acção irá encontrar será na zona dos 8€, correspondente à zona de negociação no primeiro dia de admissão dos títulos em bolsa. Esta será uma forte resistência no título devido ao elevado volume de negociação que ocorreu na primeira sessão, 60 vezes superior à média diária dos últimos 50 dias de negociação.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Preços-Alvo

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Deixo aqui os preços-alvo recomendados pelos analistas durante a semana passada:

Empresa Preço-alvo Recomendação Entidade Analista Data
EDP 3,55 € Neutral Credit Suisse
4-12-08
PT 6,00 € Underweight JPMorgan
4-12-08
Jerónimo Martins 4,50 € Comprar Lisbon Brokers
4-12-08
Galp Energia 12,00 € Overweight JPMorgan
3-12-08
Impresa 1,30 € Comprar Millennium BCPi João Flores 3-12-08
Cimpor 3,30 € Vender UBS
3-12-08
SAG Gest 3,00 € Comprar BPI
3-12-08
PT 6,50 € Comprar Lisbon Brokers
2-12-08
Sonae Industria 3,10 € Comprar Caixa BI Carlos Jesus 1-12-08
EDP 3,20 € Equal-Weight Morgan Stanley
1-12-08
Altri 6,05 € Comprar Millennium BCPi João Mateus 1-12-08
Mota-Engil 4,60 € Comprar Santander
1-12-08
Galp Energia 9,60 € Comprar BPI
1-12-08

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Analistas muito optimistas

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Com o desenrolar da crise financeira mundial, todas as semanas surgem notas de research de analistas financeiros a anunciarem um grande potencial de valorização para a empresa X. Através destas notas, muitos investidores regulam as suas compras ou vendas nos mercados financeiros, colocado assim grande responsabilidade sobre os analistas financeiros.
Mas o que se pode constatar, é que as quedas nas bolsas continuam e a grande maioria dos preços-alvo lançados são de compra ou mesmo forte compra, atribuindo grande potencial de valorização às empresas. O potencial e valorização médio dado pelos analistas que acompanham empresas do Psi20 é de 104%, com a Impresa e a Sonae SGPS a terem o maior potencial, respectivamente de 177% e 176%.
Estas notas de investimento lançadas por parte das casas de investimento, e elaboradas pelos analistas financeiros revelam uma certa falta de transparência. Com a diferença que surge entre os preços lançados e os preços transaccionados, poderá sempre ocorrer a suspeita de interesses por parte de das casas de investimento, principalmente porque não são reveladas as suas participações nas diversas empresas cotadas, ao público.
Segundo a revista
Carteira a 3 melhores casas de investimento nas suas análises às cotas nacionais, foram a JPMorgan, ING e Deutsche Bank com um retorno médio das recomendações efectuadas respectivamente de 38,80%, 16,77% e 15,42%. Estes valores foram obtidos recorrendo a dados dos anos de 2005 a 2008, e só assim se consegue explicar os resultados positivos, com os anos de 2005, 2006 e metade de 2007 a serem de subida na bolsa Portuguesa.

Os preços-alvo não deveram servir de "estratégia" de investimento, porque nunca se sabe os interesses envolvidos por detrás destas notas de investimento. Deverão ser apenas mais um dado na elaboração da análise fundamental de uma empresa.

(alguns dados foram obtidos da noticia, sobre o tema, publicada hoje no Jornal de Negócios)