quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Movimentos Antecipados

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Existem diversas ocasiões na vida de uma empresa onde os investidores gostam de possuir os títulos da mesma. Essas ocasiões podem surgir em qualquer altura do ano e habitualmente são bastante mediáticas, tomando-se como exemplo apresentações de resultados, fusões, ofertas públicas de aquisição (OPA) ou ofertas publicas de venda (OPV).
Nas últimas OPV que existiram na bolsa nacional, os investidores não quiseram passar ao lado do evento e a oferta existente não foi suficiente para a procura. Quando se ouve falar, nem que seja apenas por rumores, de OPA ou fusões, os investidores correm à procura dos títulos das empresas. A expectativa de óptimos resultados por parte de uma empresa, também é motivo de um aumento dos investidores interessados nas acções da mesma.
Todos estes eventos levam os investidores a acreditar numa forte possibilidade de subidas das acções no curto-prazo, originando assim mais-valias. O que muitos não sabem é que é também devido à sua entrada no título que a sua cotação poderá subir, porque com um grande numero de investidores a entrar numa acção, a "pressão" compradora vai aumentar fazendo com que ocorra um desequilíbrio no mercado e a cotação do titulo suba.

Por esse motivo é que a cotação de uma empresa sobe e não devido directamente a uma boa noticia revelada. Por esta razão e porque o mercado é que controla o movimento das cotações, por vezes uma boa noticia revelada não tem qualquer impacto na cotação de uma acção.
Por exemplo, se sair uma notícia hoje a dizer que no dia Y a cotação da empresa X vai subir 50% para a cotação Z e se o mercado constituído por todos os investidores acreditar na mesma, então a cotação irá subir 50% hoje e não no dia Y porque os investidores irão entrar no titulo para "apanhar os 50%" provocando uma forte pressão compradora, fazendo disparar os títulos provavelmente até ao limite de 50%.

Este é um fenómeno que também ocorre nas apresentações de resultados. Quando surgem notícias, por parte de diversos analistas, que uma empresa terá aumentado os seus resultados em 100%, o mercado começa a "absorver" essa noticia quando os investidores começam a entrar no titulo. Isto ocorre entre o inicio da publicação das expectativas de resultados e o dia do anúncio dos resultados, provocando assim uma subida das cotações da empresa durante esse período. Se no dia da apresentação de resultados a empresa divulgar que os seus resultados subiram 100%, então é natural que as cotações não reajam porque o mercado e os investidores já estavam à espera dessa notícia. As cotações apenas tendem a reagir se o divulgado for diferente do esperado.
No caso do divulgado ser igual ao esperado poderá até acontecer um fenómeno, que apesar de estranho, no caso exemplificado corresponde à queda dos títulos no dia do anúncio do aumento nos resultados. Isto acontece devido às vendas desencadeadas pelos investidores que compraram os títulos com o inicio da publicação das expectativas de resultados, querendo assim aproveitar as subidas provocadas pela entrada de novos investidores na acção, como consequência das expectativas de resultados. Assim as posições são fechadas quando as expectativas são confirmadas, dando origem a uma frase importante nos mercados: "comprar no rumor e vender na notícia".

Tenha sempre em atenção que a mente dos investidores é que controla o mercado e por isso tente prever o que "a maioria" faz antes de você o fazer.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Boas Perspectivas para os Resultados do BPI

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As estimativas da Caixa BI para o resultado líquido do BPI, referente ao terceiro trimestre do ano, são de 43,4 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 11,7% face ao trimestre anterior. A suportar este desempenho está um aumento na margem financeira, que se estima em 5% face ao trimestre anterior e uma estabilização das receitas com comissões e posições.

O BPI é um dos títulos da bolsa nacional que mais tem acompanhado o índice Psi-20. Desde os mínimos de Março, as acções do banco já apresentam quase 100% de valorização, com as subidas a acontecerem sem grande volatilidade.
O banco liderado por Fernando Ulrich irá apresentar as suas contas no dia 22 (quinta-feira) após o fecho da sessão. Os anúncios das estimativas de resultados por parte dos analistas, não tiveram qualquer impacto na cotação do título e por isso não se espera um grande impacto dos resultados nas cotações do BPI.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Futuro Incerto para o Psi 20

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Já à muito tempo que os investidores nacionais não estavam perante uma subida como a que ocorre nos últimos meses, na bolsa nacional. A última subida que ocorreu no nosso Psi 20, com uma amplitude e "intensidade" semelhante a esta, foi desencadeada pela "bolha" das empresas tecnológicas, no ano 2000, na qual se seguiu um penoso "bear market", com mais de 2 anos de quedas nos mercados mundiais.

Desde o mês de Março que o Psi-20 já valorizou mais de 50%. Esta subida fez com que muitos investidores voltassem novamente aos mercados e os que nunca deixaram de negociar durante as quedas viram o seu optimismo, quanto às subidas, reforçado. A prova disso foi a sondagem realizada no blog:

A maioria dos participantes na sondagem não acredita numa forte correcção nos mercados, que poderia levar o principal índice da bolsa nacional de volta aos 5700 pontos, ou até mesmo a novos mínimos. Ainda assim existe uma grande percentagem de leitores que não esqueceu as quedas a que a bolsa nacional esteve sujeita no ano de 2008 e acredita que não será uma subida de 50% que definirá um bom futuro para o curto/médio prazo do Psi-20.

Neste momento o índice encontra-se a negociar numa zona de resistência, nos 8900 pontos, correspondente ao máximo de uma zona de lateralização das quedas sofridas no ano de 2008. Esta zona poderá levar o índice a uma pequena correcção às recentes subidas, descendo até à última zona de maior negociação nos 8500 pontos ou até ao suporte na zona dos 7900 pontos, sendo um movimento perfeitamente normal nas subidas de longo-prazo.
Caso a resistência nos 8900 pontos seja quebrada em alta, uma subida de 1000 pontos no Psi-20, no curto/médio-prazo poderá ser um cenário com elevada probabilidade de acontecer.

Para os investidores de longo-prazo, não existe razão para preocupações com os títulos que eventualmente possuem, porque movimentos de correcção com uma descida de alguns pontos são perfeitamente normais, num índice com tendência de alta no longo-prazo.
Para investidores de médio-prazo as próximas sessões serão essenciais para a definir títulos a vender e a manter, enquanto que para investidores de curto-prazo estará na altura de desfazer posições abertas e assim conseguir contornar o risco da negociação numa zona de resistência.


Venda EDP Renováveis

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As 200 acções da EDP Renováveis que pertenciam à carteira BolsaLisboa, foram vendidas ao preço unitário de 7,25€ durante a sessão de hoje.
A venda ocorreu devido à quebra da linha de tendência ascendente que vem suportando as cotações do titulo, deixando assim um sinal que poderá começar um período de lateralização. Esta quebra também poderá não ser válida, em primeiro lugar porque a sessão de hoje ainda não terminou, deixando lugar a uma inversão no final da mesma com um fecho acima da linha de tendência e também devido à ausência de um volume de negociação acima da média das últimas sessões. Mesmo assim a opção mais segura foi a sua venda.
Este negócio terminou com uma valorização de 0,54%.

Movimentos da Carteira BolsaLisboa

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Expansão da EDP Renováveis

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A EDP Renováveis tem sido das empresas mais noticiadas nesta ultima semana, dentro das que compõem o Psi-20.
Os investimentos que a empresa tem feito nos EUA durante o corrente ano em parques eólicos através da Horizon, vão garantir 400 milhões de euros de apoios por parte do governo Americano. Este apoio vem beneficiar as contas da empresa, mas não virá trazer novos investimentos para Portugal, com a líder Ana Maria Fernandes a anunciar o total reinvestimento dos fundos recebidos em solo Norte-Americano.
Estes investimentos resultaram num aumento de 34% na capacidade instalada, correspondente a 1,4GW, na qual mais de 70% deste aumento está localizado nos EUA. A empresa têm em construção actualmente mais 1,4GW de capacidade instalada, com 15% a situar-se no território nacional.

Com todos estes dados positivos, a UBS vem diminuir o preço alvo da EDP Renováveis e recomenda a venda das acções da empresa. A justificação é feita com a possibilidade de um aumento de capital em 2010, consequência dos fortes investimentos feitos nos EUA.
A empresa irá divulgar os resultados referentes ao 3º trimestre do ano no dia 28 de Outubro, esperando-se assim boas notícias para os accionistas.

A cotação dos títulos da EDPr encontra-se a seguir uma linha de tendência ascendente, do ponto de vista técnico. Uma quebra dessa mesma linha dará um sinal de venda para os investidores de curto/médio prazo, para uma acção que tem pouco mais de 1 ano de história na bolsa nacional.
A próxima resistência que a acção irá encontrar será na zona dos 8€, correspondente à zona de negociação no primeiro dia de admissão dos títulos em bolsa. Esta será uma forte resistência no título devido ao elevado volume de negociação que ocorreu na primeira sessão, 60 vezes superior à média diária dos últimos 50 dias de negociação.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tributação sobre as mais valias em 20%!

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A alteração da tributação sobre as mais-valias do negócios em bolsa, dos actuais 10% para 20%, parece ser uma das novas mudanças a apresentar pelo governo. Esta medida já estava incluída no programa eleitoral do Partido Socialista, mas de um forma não explícita, dizendo apenas que essa tributação se deveria aproximar mais do praticado pelos países da OCDE.
Esta é uma medida que vai atingir principalmente a classe média, com os pequenos investidores a acartarem com as consequências do aumento, enquanto que os grandes investidores estabelecem-se noutros países ou em sociedades de forma a fugir à tributação.
Na carga fiscal sobre os dividendos distribuídos, Portugal é dos países mais tributado da União Europeia, com 20% dos mesmos a serem retidos directamente na fonte.

A única forma de o pequeno investidor contornar este aumento é através da manutenção dos títulos durante um período superior a 12 meses. Desta forma não existe tributação sobre as mais-valias obtidas.
Uma das consequências poderá ser uma diminuição do número de negócios na bolsa nacional, com os investidores nacionais a optarem por aguardar mais tempo com os títulos em sua posse, fazendo com que ocorra uma diminuição de liquidez, bastante má para a bolsa nacional. Este tipo de medidas torna-se assim prejudicial para um mercado pequeno como o de Portugal.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Entradas no Psi-20

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A luta está acesa para saber qual a empresa que terá os seus títulos na composição do principal índice da bolsa nacional. A próxima revisão do índice será no ano de 2010, podendo o Psi-20 ficar com a composição actual ou ocorrer entradas por parte de empresas que compõem neste momento o Psi Geral.
As "regras" para entradas e saídas do Psi-20, segundo o Diário Económico são:
  • Para determinar se uma empresa entra ou sai do índice nas revisões ordinárias, a Comissão Gestora vai utilizar como principal critério o "ranking" das cotadas em função da liquidez média diária dos últimos 12 meses.
  • Uma empresa que já faz parte do Psi-20 pode sair do cabaz se ficar abaixo da posição 22 do "ranking". Também poderá sair se ficar nas posições 21 ou 22, para dar lugar a uma outra cotada que não faz parte do índice e tenha ficado na posição 18 ou acima.
  • Uma cotada entra no índice se ficar colocada na posição 18 do "ranking" da liquidez, ou numa posição acima. Também pode entrar se tiver nas posições 19 ou 20 e for chamada a substituir uma cotada que tenha ficado na posição 22 ou abaixo.
A Soares da Costa e a Inapa são as principais candidatas a entrar no índice, com a liquidez média diária de cada uma a estar bastante próxima. Ambas no último mês apresentaram mais de 1 milhão de euros negociados por dia nos seus títulos, mais do que algumas cotadas que integram o Psi-20, como a REN ou a Sonaecom.
Nos lugares imediatamente a seguir, para a subida ao Psi-20, estão o Espírito Santo Financial Group, o Banif e a Glintt.

Uma subida ao Psi-20 é bom para qualquer uma das empresas, melhorando assim a sua visibilidade no mercado nacional e como consequência um aumento do número de investidores no titulo provocando mais liquidez.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

18º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Este foi um mês em que a carteira do blog aproveitou as subidas da bolsa nacional para fazer algumas entradas longas em títulos do Psi-20. Foram compradas acções de 6 empresas nacionais e vendidas acções de 2 dessas mesmas empresas. No total a carteira BolsaLisboa acumulou um ganho de 5,28% e um aumento de 623,5€ no seu capital.
Durante o mesmo período o Psi-20 valorizou 10,25% e o Psi-Geral 8,36%, acompanhando assim os mercados internacionais.
A carteira neste momento possui títulos do BPI, Jerónimo Martins, Galp e EDP Renováveis.



Movimentos da Carteira BolsaLisboa

Calendário de Apresentação de Resultados do 3ºTrimestre

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Coloco em seguida o dia de apresentação de resultados, referentes ao 3º trimestre do ano, para algumas empresas da bolsa nacional:

BPI - 22 de Outubro
Impresa - 27 de Outubro
Portucel - 27 de Outubro
Semapa - 27 de Outubro
REN - 28 de Outubro
EDPr - 28 de Outubro
BES - 29 de Outubro
Jerónimo Martins - 29 de Outubro
Brisa - 29 de Outubro
EDP - 29 de Outubro
Sonaecom - 2 de Novembro
Novabase - 5 de Novembro
Sonae Indústria - 5 de Novembro
ZON - 6 de Novembro
BCP - 11 de Novembro
Galp - 11 de Novembro
Sonae Capital - 11 de Novembro
Sonae - 12 de Novembro
Ibersol - 13 de Novembro
Soares da Costa - 16 de Novembro
PT - 17 de Novembro
Martifer - 19 de Novembro
Mota-Engil - 20 de Novembro
Altri - 25 de Novembro
Cimpor - 25 de Novembro
Cofina - 26 de Novembro

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Venda Teixeira Duarte

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As acções adquiridas no inicio da semana da Teixeira Duarte foram vendidas na sessão de hoje pela activação do "stop-loss" colocado no 1,084€. Os títulos foram vendidos com uma desvalorização de 2,52% face ao preço de compra, representando uma perda de 28€ no capital da carteira.
Devido à falta de um movimento que torna-se válida a quebra da resistência na zona do 1,101€, o "stop-loss" foi colocado bastante próximo desta, fazendo com que as flutuações da cotação durante a sessão pudessem activá-lo. Hoje apesar do "stop" ter sido activado e as acções da construtora terem chegado a negociar no 1,05€, a maioria da negociação ocorreu a valores superiores a 1,10€, fechando o dia nos 1,095€.

Quando não existem indicações da tendência de curto/médio prazo que o título poderá levar, a melhor opção é estar de fora a assistir.