quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Expansão da EDP Renováveis

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A EDP Renováveis tem sido das empresas mais noticiadas nesta ultima semana, dentro das que compõem o Psi-20.
Os investimentos que a empresa tem feito nos EUA durante o corrente ano em parques eólicos através da Horizon, vão garantir 400 milhões de euros de apoios por parte do governo Americano. Este apoio vem beneficiar as contas da empresa, mas não virá trazer novos investimentos para Portugal, com a líder Ana Maria Fernandes a anunciar o total reinvestimento dos fundos recebidos em solo Norte-Americano.
Estes investimentos resultaram num aumento de 34% na capacidade instalada, correspondente a 1,4GW, na qual mais de 70% deste aumento está localizado nos EUA. A empresa têm em construção actualmente mais 1,4GW de capacidade instalada, com 15% a situar-se no território nacional.

Com todos estes dados positivos, a UBS vem diminuir o preço alvo da EDP Renováveis e recomenda a venda das acções da empresa. A justificação é feita com a possibilidade de um aumento de capital em 2010, consequência dos fortes investimentos feitos nos EUA.
A empresa irá divulgar os resultados referentes ao 3º trimestre do ano no dia 28 de Outubro, esperando-se assim boas notícias para os accionistas.

A cotação dos títulos da EDPr encontra-se a seguir uma linha de tendência ascendente, do ponto de vista técnico. Uma quebra dessa mesma linha dará um sinal de venda para os investidores de curto/médio prazo, para uma acção que tem pouco mais de 1 ano de história na bolsa nacional.
A próxima resistência que a acção irá encontrar será na zona dos 8€, correspondente à zona de negociação no primeiro dia de admissão dos títulos em bolsa. Esta será uma forte resistência no título devido ao elevado volume de negociação que ocorreu na primeira sessão, 60 vezes superior à média diária dos últimos 50 dias de negociação.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tributação sobre as mais valias em 20%!

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A alteração da tributação sobre as mais-valias do negócios em bolsa, dos actuais 10% para 20%, parece ser uma das novas mudanças a apresentar pelo governo. Esta medida já estava incluída no programa eleitoral do Partido Socialista, mas de um forma não explícita, dizendo apenas que essa tributação se deveria aproximar mais do praticado pelos países da OCDE.
Esta é uma medida que vai atingir principalmente a classe média, com os pequenos investidores a acartarem com as consequências do aumento, enquanto que os grandes investidores estabelecem-se noutros países ou em sociedades de forma a fugir à tributação.
Na carga fiscal sobre os dividendos distribuídos, Portugal é dos países mais tributado da União Europeia, com 20% dos mesmos a serem retidos directamente na fonte.

A única forma de o pequeno investidor contornar este aumento é através da manutenção dos títulos durante um período superior a 12 meses. Desta forma não existe tributação sobre as mais-valias obtidas.
Uma das consequências poderá ser uma diminuição do número de negócios na bolsa nacional, com os investidores nacionais a optarem por aguardar mais tempo com os títulos em sua posse, fazendo com que ocorra uma diminuição de liquidez, bastante má para a bolsa nacional. Este tipo de medidas torna-se assim prejudicial para um mercado pequeno como o de Portugal.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Entradas no Psi-20

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A luta está acesa para saber qual a empresa que terá os seus títulos na composição do principal índice da bolsa nacional. A próxima revisão do índice será no ano de 2010, podendo o Psi-20 ficar com a composição actual ou ocorrer entradas por parte de empresas que compõem neste momento o Psi Geral.
As "regras" para entradas e saídas do Psi-20, segundo o Diário Económico são:
  • Para determinar se uma empresa entra ou sai do índice nas revisões ordinárias, a Comissão Gestora vai utilizar como principal critério o "ranking" das cotadas em função da liquidez média diária dos últimos 12 meses.
  • Uma empresa que já faz parte do Psi-20 pode sair do cabaz se ficar abaixo da posição 22 do "ranking". Também poderá sair se ficar nas posições 21 ou 22, para dar lugar a uma outra cotada que não faz parte do índice e tenha ficado na posição 18 ou acima.
  • Uma cotada entra no índice se ficar colocada na posição 18 do "ranking" da liquidez, ou numa posição acima. Também pode entrar se tiver nas posições 19 ou 20 e for chamada a substituir uma cotada que tenha ficado na posição 22 ou abaixo.
A Soares da Costa e a Inapa são as principais candidatas a entrar no índice, com a liquidez média diária de cada uma a estar bastante próxima. Ambas no último mês apresentaram mais de 1 milhão de euros negociados por dia nos seus títulos, mais do que algumas cotadas que integram o Psi-20, como a REN ou a Sonaecom.
Nos lugares imediatamente a seguir, para a subida ao Psi-20, estão o Espírito Santo Financial Group, o Banif e a Glintt.

Uma subida ao Psi-20 é bom para qualquer uma das empresas, melhorando assim a sua visibilidade no mercado nacional e como consequência um aumento do número de investidores no titulo provocando mais liquidez.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

18º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Este foi um mês em que a carteira do blog aproveitou as subidas da bolsa nacional para fazer algumas entradas longas em títulos do Psi-20. Foram compradas acções de 6 empresas nacionais e vendidas acções de 2 dessas mesmas empresas. No total a carteira BolsaLisboa acumulou um ganho de 5,28% e um aumento de 623,5€ no seu capital.
Durante o mesmo período o Psi-20 valorizou 10,25% e o Psi-Geral 8,36%, acompanhando assim os mercados internacionais.
A carteira neste momento possui títulos do BPI, Jerónimo Martins, Galp e EDP Renováveis.



Movimentos da Carteira BolsaLisboa

Calendário de Apresentação de Resultados do 3ºTrimestre

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Coloco em seguida o dia de apresentação de resultados, referentes ao 3º trimestre do ano, para algumas empresas da bolsa nacional:

BPI - 22 de Outubro
Impresa - 27 de Outubro
Portucel - 27 de Outubro
Semapa - 27 de Outubro
REN - 28 de Outubro
EDPr - 28 de Outubro
BES - 29 de Outubro
Jerónimo Martins - 29 de Outubro
Brisa - 29 de Outubro
EDP - 29 de Outubro
Sonaecom - 2 de Novembro
Novabase - 5 de Novembro
Sonae Indústria - 5 de Novembro
ZON - 6 de Novembro
BCP - 11 de Novembro
Galp - 11 de Novembro
Sonae Capital - 11 de Novembro
Sonae - 12 de Novembro
Ibersol - 13 de Novembro
Soares da Costa - 16 de Novembro
PT - 17 de Novembro
Martifer - 19 de Novembro
Mota-Engil - 20 de Novembro
Altri - 25 de Novembro
Cimpor - 25 de Novembro
Cofina - 26 de Novembro

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Venda Teixeira Duarte

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As acções adquiridas no inicio da semana da Teixeira Duarte foram vendidas na sessão de hoje pela activação do "stop-loss" colocado no 1,084€. Os títulos foram vendidos com uma desvalorização de 2,52% face ao preço de compra, representando uma perda de 28€ no capital da carteira.
Devido à falta de um movimento que torna-se válida a quebra da resistência na zona do 1,101€, o "stop-loss" foi colocado bastante próximo desta, fazendo com que as flutuações da cotação durante a sessão pudessem activá-lo. Hoje apesar do "stop" ter sido activado e as acções da construtora terem chegado a negociar no 1,05€, a maioria da negociação ocorreu a valores superiores a 1,10€, fechando o dia nos 1,095€.

Quando não existem indicações da tendência de curto/médio prazo que o título poderá levar, a melhor opção é estar de fora a assistir.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Inapa muito negociada

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As acções da Inapa despertaram a atenção dos investidores desde o mês de Abril. O volume de negócios aumentou de uma média inferior a 300 mil acções por dia, para uma média superior a 2 milhões de acções por dia, trazendo assim novos investidores à Inapa colocando-a na "boca" do mercado.
Este aumento da negociação nas acções da Inapa surgiu após uma forte subida da sua cotação, depois de um ano de quedas, com os títulos a caírem mais de 60%. A queda parece ser grande mas a subida que lhe sucedeu ainda é maior, com uma valorização superior a 100% entre o mês de Abril e a sessão de hoje, estando a cotar nos 0,70€, um valor muito superior ao mínimo de Março de 0,26€.

Uma zona de resistência nos 0,70€ parece estar a abrandar o movimento de alta dos títulos da Inapa, que neste momento formam uma figura da análise técnica designada de triângulo ascendente. Esta figura é típica de movimentos de subida, fazendo com que uma quebra em alta da zona dos 0,70€ possa estar iminente.
Se a cotação do título ultrapassar consistentemente a barreira dos 0,70€, a próxima zona de resistência será entre os 0,95€ e o 1€.
Neste momento as acções da Inapa encontram-se num movimento de subida em todos os prazos e não existem sinais de uma inversão de tendência em qualquer horizonte temporal.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Compra Teixeira Duarte

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A carteira BolsaLisboa adquiriu 1000 títulos da construtora Teixeira Duarte ao preço unitário de 1,112€. Esta compra vem depois de uma quebra em alta da resistência na zona dos 1,101€, na sessão do dia 24 de Setembro, que no dia seguinte colocou algumas dúvidas sobre a validade do movimento, mas com a abertura da sessão de hoje em alta a acção parece ter força para fazer uma boa semana de ganhos.
O "stop-loss" foi colocado a 1,084€, um pouco abaixo da zona de resistência ultrapassada e bastante próximo do ponto de entrada no titulo. Este "stop" apertado faz com que as perdas sejam minimizadas caso o cenário de regresso à zona de negociação, entre Maio e Setembro, aconteça.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Galp diminui dividendo

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A Galp diminuiu o seu dividendo intercalar em mais de 50%, para os 0,06€ por acção. Esta descida está em linha com a estratégia de financiamento da empresa, que anunciou um corte nos investimentos e dividendos até 2013.
Assim os accionistas vão receber na sua conta 0,048€ líquidos por acção em vez dos 0,1197€ distribuídos no ano passado. No dia 19 de Outubro a acção inicia a sessão a negociar sem direito ao dividendo, descontando assim os 0,06€ na cotação do título e no dia 22 de Outubro esse dividendo será distribuído aos accionistas.

Influência das Legislativas na Bolsa Nacional

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Já falta pouco para serem conhecidos os resultados das eleições legislativas que têm marcado os últimos dias da imprensa escrita e televisão em Portugal. As mais recentes sondagens dão uma vitoria para o Partido Socialista com mais 8% dos votos que o Partido Social Democrata. O Bloco de Esquerda é o terceiro partido mais votado seguido do Partido Popular e da Coligação Democrática Unitária, totalizando 24,4% dos votos.

Se o Partido Socialista ganhar as eleições, tal como as sondagens indicam, as alterações na bolsa nacional serão mínimas porque as politicas que têm sido seguidas até aqui irão continuar e não haverá novas implicações significativas nas empresas e no mercado em geral. Mas se este cenário se concretizar não irá haver maioria absoluta para governar e ficam assim abertos cenários de coligações pós eleitorais. O cenário mais provável será um novo governo sem maioria e o Partido Socialista governar sozinho, mas no caso de ocorrer uma coligação o Bloco de Esquerda ganha vantagem na união com José Sócrates.
Mesmo que a coligação aconteça, poucas serão as medidas defendidas pelo Bloco que serão postas em prática, o que poderá inviabilizar as propostas de nacionalizações de Francisco Louçã. Esta proposta, no caso de a coligação se concretizar, poderá provocar insegurança nos investidores em relação aos títulos da EDP e Galp, sofrendo assim algumas agitações ou mesmo uma queda no curto-prazo.

Se as sondagens estiverem erradas e o Partido Social Democrata vencer as eleições do próximo Domingo e não conseguir a maioria absoluta, uma coligação com o Partido Popular de Paulo Portas é o cenário admitido pelos líderes.
Manuela Ferreira Leite já admitiu suspender todos os projectos de grandes obras públicas como é o caso do novo Aeroporto de Alcochete, as novas concessões de auto-estradas e o polémico TGV. Estas medidas terão um grande impacto nas empresas de construção e nomeadamente na Mota-Engil, Soares da Costa e Teixeira Duarte que estão cotadas na bolsa nacional. Se este cenário acontecer poderá ocorrer uma forte pressão vendedora destes títulos nas sessões seguintes ao dia 27 de Setembro, provocando assim a sua queda no curto-prazo.

Qualquer que seja o resultado destas eleições, eles só se iram sentir na Bolsa Nacional durante poucas sessões e de uma forma segmentada, em alguns títulos de um sector específico no curto-prazo. A nossa pequena bolsa irá continuar a acompanhar os mercados internacionais no médio e longo prazo.