terça-feira, 22 de setembro de 2009

Veracidade da Análise Técnica

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Muitos são os métodos utilizados pelos investidores para determinar os seus negócios nos mercados de capitais. Talvez o mais utilizado seja a análise fundamental das empresas, decidindo assim as compras e vendas de acordo com diversos factores da empresa como as noticias, os planos de expansão, os relatórios de contas, o aumento do volume de negócios ou mesmo a popularidade da mesma.

Qualquer que seja o método utilizado, ele terá de ir ao encontro do perfil de risco e de prazos do investidor, de forma que este se sinta com optimismo quanto ao método utilizado e acredite no mesmo. Por esta razão é que existem vários métodos, utilizados por diferentes investidores, porque todos somos diferentes na maneira como vemos os mercados e investimos. O importante é sempre utilizar um método ou plano de "trading", de forma que se consiga definir um ponto de entrada e de saída com os respectivos motivos, porque negociar com base no "o meu amigo disse-me para comprar que elas iam subir bastante" ou "isto no longo-prazo sobe sempre por isso qualquer que seja a acção que compre vou sempre ganhar" não é uma boa política de investimento e pode levar a maus resultados do ponto de vista financeiro.

Quer seja utilizando a análise técnica ou análise fundamental, ambas apenas fornecem indicações para as entradas e saídas dos investimentos ou mesmo os seus prazos temporais, mas são apenas indicações que devem ser encaradas como mais informação para o plano de "trading". Muitos são os investidores que vêm na análise técnica indicações que em nada estão correlacionadas com os mercados, ou apenas uma serie de gráficos com linhas que não querem e não julgam ser necessário interpretar. Culpam-na quando as cotações quebram os valores das resistências e dos suportes e seguem no sentido descendente e ascendente respectivamente ou quando são definidos pontos de entrada e esses pontos tornam-se maus pontos de entrada. Não existe nenhuma ciência exacta nos mercados financeiros e as cotações não seguem fórmulas ou tendências matemáticas. Se tal acontecesse estaríamos todos ricos à custa dos mercados.
A análise técnica não pode ser encarada como um método exacto porque não o é e por isso não existem pontos de entrada ou pontos de saída ou até mesmo uma resistência num determinado valor, mas sim zonas que favorecem uma entrada ou saída ou uma zona de resistência, onde a "pressão" vendedora tende a superar a "pressão" compradora. Tal como a analise fundamental a analise técnica também erra e por isso é necessário o investidor estar atento a todos os sinais que esse mesmo tipo de analise pode revelar e sinais de outros tipos de analise, melhorando assim o método de negociação.

A análise técnica é posta muitas vezes em causa por investidores que desconhecem totalmente o seu funcionamento e as suas aplicações colocando assim de lado o seu uso por eles ou por outros investidores que os rodeiam. Volto a referir que o importante é ter um método de negociação que tenha como resultado maiores retornos financeiros, quer seja utilizando a análise técnica, a análise fundamental ou qualquer outro tipo de analise.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Compra Semapa

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A Carteira voltou novamente às aquisições, aproveitando a tendência de subida que se verifica em todos os horizontes temporais, com a compra de 300 acções da Semapa ao preço unitário de 7,311€.
Mais uma resistência foi quebrada, desta vez na Semapa, na zona dos 7,15€ dando assim mais um sinal de compra entre os muitos que têm aparecido na bolsa nacional. O "stop-loss" ficou colocado um pouco abaixo da antiga resistência nos 7,09€.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Compra EDP Renováveis

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 200 acções da EDP Renováveis ao preço unitário de 7,211€. Esta compra surgiu depois de um sinal técnico ter ocorrido, com a quebra em alta de uma linha de tendência descendente que a cotação da empresa vinha a formar. O alvo técnico para a cotação será o máximo do ano na casa dos 7,60€, mas se a força do título não se esgotar poderá mesmo chegar ao 8€, que corresponde ao preço da colocação das acções na bolsa nacional.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

ZON Multimedia

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A Zon Multimédia é uma empresa que se dedica a diversos ramos de actividade como a TVcabo, os cinemas Lusomundo com diversas salas de cinema pelo pais, a Lusomundo audiovisuais que trabalha directamente com as produtoras cinematográficas e a ZON conteúdos.
Foi constituída no ano de 1999 pela Portugal Telecom com o nome de PT Multimédia, mas no ano de 2007 ocorreu um "spin-off" que separou as duas empresas e levou a PT Multimédia a mudar o seu nome para ZON Multimédia, Em 2007 depois da separação Rodrigo Costa tomou os comandos da empresa.
A ZON entrou na bolsa nacional do final do ano de 1999 e desde ai tem vindo a definir a sua estrutura accionista. O maior accionista da ZON é a Caixa Geral de Depósitos com mais de 17% do capital social da empresa e em seguida estão várias empresas, todas elas com menos de 8% de participação, como a Telefónica, o BPI, a Cofina ou mesmo Joe Berardo.

Nos últimos dias têm surgido diversas notícias sobre uma possível OPA ou fusão entre a ZON e a Sonaecom. De tempos a tempos estas notícias surgem, começando em rumores por parte de alguém e acabando na imprensa disponível a todos, fazendo movimentar e aumentar a negociação nas duas empresa.
Desta vez Belmiro de Azevedo pronunciou-se acerca de um eventual negócio entre as duas empresas, deixando de lado qualquer desentendimento entre as empresas, colocando assim as culpas de todo o processo no governo. Declarações destas já podiam ser esperadas visto estarmos à beira de eleições para o governo e as relações entre Belmiro de Azevedo e José Socrates andarem algo "quentes".
Por outro lado Paulo Azevedo afirmou hoje que não existe qualquer intenção de fazer uma fusão ou lançar uma OPA sobre a ZON.
Esta parece ser mais uma guerra de palavras numa época de eleições, fazendo movimentar um pouco as cotações mas não levando a nenhuma decisão de relevo. Os títulos das duas empresas nas útimas sessões já subiram mais de 10%.

A ZON no primeiro semestre do ano registou uma descida nos lucros de 29%, para os 29,1 milhões de euros, resultado de investimento em equipamento e do aumento dos custos associados à divida da empresa.
Os resultados do 3º trimestre do ano serão divulgados no dia 6 de Novembro.

Técnica mente a ZON quebrou em alta no dia 9 de Setembro o canal de negociação que vinha desde finais de 2008. Esta quebra da resistência na zona dos 4,27€ veio dar mais ânimo à cotação encontrando-se já nos 4,701€. A antiga resistência agora está a funcionar como suporte à cotação e por isso uma quebra desta zona em baixa poderá ser um indicador para fechar posições longas sobre o título.
A cotação não apresenta nenhuma resistência bem definida acima da cotação de hoje e por isso torna-se difícil apontar um "target", mas se os títulos conseguirem subir a mesma amplitude do canal de negociação que foi quebrado, então as acções da ZON chegaram facilmente a cotar nos 5€.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Compra Jerónimo Martins e Galp

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A carteira BolsaLisboa voltou aos negócios com mais duas aquisições. Foram adquiridos na sessão de hoje 300 acções da Jerónimo Martins e 200 acções da Galp, ao preço unitário de 6,033€ e 11,185€ respectivamente.
Ambos os títulos foram adquiridos por terem sido ultrapassadas resistências importantes, que definiram a colocação dos "stops" nos 5,72€ para o caso da Jerónimo Martins e nos 10,80€ para a Galp, que correspondem a valores um pouco abaixo das antigas resistências.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Compra BPI

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 1500 acções do banco BPI, ao preço unitário de 2,256€.
Após ultrapassar a resistência no dia de ontem nos 2,15€, com um elevado volume de negociação e ter começado a sessão de hoje em alta, com muitos investidores interessados no titulo, esta foi altura de a carteira do blog tomar um posição no mesmo.
Um "target" para o BPI será a zona de resistência nos 3,04€, que corresponde à primeira zona de resistência que a acção poderá encontrar num possível caminho ascendente. O "stop-loss" será colocado um pouco abaixo da antiga resistência e novo suporte, nos 2,13€.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

17º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Este foi mais um mês sem negócios na carteira do blog, devido à incerteza que se vive quanto ao futuro próximo dos mercados. Apesar da falta de actividade da carteira, a bolsa nacional subiu mais de 6% durante os últimos 30 dias, deixando assim para trás uma boa oportunidade de realizar mais valias.
O Psi-20 já começa a dar alguns sinais técnicos claros de uma mudança de paradigma no longo-prazo, o que poderá antever mais actividade por parte da carteira BolsaLisboa nas próximas sessões.



terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Movimento de Subida de Longo-Prazo na Bolsa Nacional (Bull Market) já se iniciou?

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Após votação feita aos leitores do blog, os resultados foram os seguintes:


Parece que a maioria dos leitores acredita que o movimento de alta de longo-prazo na bolsa nacional já começou. Durante os últimos meses, o movimento da bolsa nacional tem sido de subida, mas a principal questão é se este movimento tem a "força" necessária para continuar no longo-prazo.
Tecnicamente estamos numa zona de decisões, zona da resistência dos 7885 pontos. Uma quebra desta zona durante algumas sessões e com volume de negociação significativo, poderá ditar o fim das quedas no longo-prazo na bolsa nacional e o regresso aos ganhos. Por este motivo os investidores de longo-prazo, que apenas "olham" para os mercados de tempos a tempos, deverão estar atentos às próximas sessões.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Multa da ZON sem reflexos

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A ZON foi multada pela autoridade da concorrência em 8 milhões de euros, por abuso de posição dominante, no mercado da banda larga, entre os anos de 2002 e 2003. A PT também foi multada, mas num montante mais elevado, de 45 milhões de euros. A multa foi aplicada às duas empresas, porque na altura a que se reporta a ZON pertencia ao grupo PT como PT Multimédia.
Apesar da multa as acções da ZON não sentiram os seus efeitos, que mesmo desvalorizando durante a sessão de hoje 0,51%, conseguiram ter uma desvalorização inferior à do Psi-20, que caiu 1,63% e inferior à média da bolsa nacional. O volume de acções negociadas também não foi significativo, tendo em conta a média das últimas sessões, mostrando que os accionistas não deram importância a esta noticia, deixando assim de lado uma influencia nos fundamentais da empresa.

Na sessão de hoje a ZON esteve a cair cerca de 3% para os 4,001€, conseguindo no final da sessão recuperar fechando nos 4,09€. A pressão compradora no título foi suficiente para o impulsionar, deixando boas perspectivas para o inicio da sessão de amanhã para a ZON.

Desde finais de 2008 que as acções da ZON têm negociado num canal entre os 3,58€ e os 4,27€. Uma quebra destes limites poderá levar o título a novos rumos, tanto do lado descendente se quebrar o suporte na zona dos 3,58€, como do lado ascendente se quebrar a resistência nos 4,27€. É necessário aguardar por uma confirmação da quebra, seja por uma subida ou descida afastada 10% da resistência ou suporte, ou por um significativo volume de negociação. Este é um aspecto muito significativo porque as acções da ZON já quebraram algumas vezes o canal de negociação, tendo mesmo negociado durante uma semana acima dos 4,27€, mas voltando depois para o seu interior, não dando validade ao movimento.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Arranque dos Mercados?

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A bolsa nacional parece estar a ganhar um novo rumo, deixando para trás mais de 2 anos de quedas. Desde o inicio do mês de Março do corrente ano, as acções nacionais têm estado num movimento ascendente, quebrando consecutivas barreiras aos seus avanços.

Para começar uma recuperação e como os mercados antecipam a economia nos seus movimentos, a bolsa tem de vir de um movimento de queda no longo prazo, com a economia a apresentar traços de recessão e as taxas de juro em mínimos. Este é o cenário actual, ideal para começar uma recuperação, deixando para trás o pessimismo ainda presente nos investidores.
Os mínimos começam a estar cada vez mais longe para praticamente todas as acções nacionais, apesar dos resultados apresentados ainda não estarem em verdadeira recuperação e as empresas a não fazerem planos de grande dimensão para o futuro. As bolsas internacionais também acompanham esta subida da bolsa nacional, deixando uma maior confiança nos investidores.

Para os investidores que seguem apenas as médias móveis como guia para as suas entradas e saídas nos mercados, nesta altura estarão dentro à pelo menos 1 mês, porque todas as médias móveis encontram-se abaixo da cotação do Psi-20, dando mais um sinal de uma possível recuperação.
Tecnicamente o Psi-20 está prestes a passar aquilo que considero ser a barreira entre a mudança de tendência de longo-prazo, deixando para trás as quedas prolongadas. Essa resistência encontra-se entre os 7850 e 7900 pontos. Caso esta zona seja quebrada em alta e esta quebra seja consistente, estará aberta a "época das entradas longas" para os investidores de longo-prazo. Esta é sempre uma altura bastante importante nos mercados, dando-se inicio ao "bull market".
Devido aos fracos volumes de negociação que a bolsa nacional tem apresentado, um movimento tão importante poderá não ser realizado nos próximos dias, deixando lugar para uma possível lateralização entre os 6700 e os 7800 pontos, ganhado assim força para definir um próximo movimento importante.