terça-feira, 15 de setembro de 2009

ZON Multimedia

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A Zon Multimédia é uma empresa que se dedica a diversos ramos de actividade como a TVcabo, os cinemas Lusomundo com diversas salas de cinema pelo pais, a Lusomundo audiovisuais que trabalha directamente com as produtoras cinematográficas e a ZON conteúdos.
Foi constituída no ano de 1999 pela Portugal Telecom com o nome de PT Multimédia, mas no ano de 2007 ocorreu um "spin-off" que separou as duas empresas e levou a PT Multimédia a mudar o seu nome para ZON Multimédia, Em 2007 depois da separação Rodrigo Costa tomou os comandos da empresa.
A ZON entrou na bolsa nacional do final do ano de 1999 e desde ai tem vindo a definir a sua estrutura accionista. O maior accionista da ZON é a Caixa Geral de Depósitos com mais de 17% do capital social da empresa e em seguida estão várias empresas, todas elas com menos de 8% de participação, como a Telefónica, o BPI, a Cofina ou mesmo Joe Berardo.

Nos últimos dias têm surgido diversas notícias sobre uma possível OPA ou fusão entre a ZON e a Sonaecom. De tempos a tempos estas notícias surgem, começando em rumores por parte de alguém e acabando na imprensa disponível a todos, fazendo movimentar e aumentar a negociação nas duas empresa.
Desta vez Belmiro de Azevedo pronunciou-se acerca de um eventual negócio entre as duas empresas, deixando de lado qualquer desentendimento entre as empresas, colocando assim as culpas de todo o processo no governo. Declarações destas já podiam ser esperadas visto estarmos à beira de eleições para o governo e as relações entre Belmiro de Azevedo e José Socrates andarem algo "quentes".
Por outro lado Paulo Azevedo afirmou hoje que não existe qualquer intenção de fazer uma fusão ou lançar uma OPA sobre a ZON.
Esta parece ser mais uma guerra de palavras numa época de eleições, fazendo movimentar um pouco as cotações mas não levando a nenhuma decisão de relevo. Os títulos das duas empresas nas útimas sessões já subiram mais de 10%.

A ZON no primeiro semestre do ano registou uma descida nos lucros de 29%, para os 29,1 milhões de euros, resultado de investimento em equipamento e do aumento dos custos associados à divida da empresa.
Os resultados do 3º trimestre do ano serão divulgados no dia 6 de Novembro.

Técnica mente a ZON quebrou em alta no dia 9 de Setembro o canal de negociação que vinha desde finais de 2008. Esta quebra da resistência na zona dos 4,27€ veio dar mais ânimo à cotação encontrando-se já nos 4,701€. A antiga resistência agora está a funcionar como suporte à cotação e por isso uma quebra desta zona em baixa poderá ser um indicador para fechar posições longas sobre o título.
A cotação não apresenta nenhuma resistência bem definida acima da cotação de hoje e por isso torna-se difícil apontar um "target", mas se os títulos conseguirem subir a mesma amplitude do canal de negociação que foi quebrado, então as acções da ZON chegaram facilmente a cotar nos 5€.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Compra Jerónimo Martins e Galp

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A carteira BolsaLisboa voltou aos negócios com mais duas aquisições. Foram adquiridos na sessão de hoje 300 acções da Jerónimo Martins e 200 acções da Galp, ao preço unitário de 6,033€ e 11,185€ respectivamente.
Ambos os títulos foram adquiridos por terem sido ultrapassadas resistências importantes, que definiram a colocação dos "stops" nos 5,72€ para o caso da Jerónimo Martins e nos 10,80€ para a Galp, que correspondem a valores um pouco abaixo das antigas resistências.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Compra BPI

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 1500 acções do banco BPI, ao preço unitário de 2,256€.
Após ultrapassar a resistência no dia de ontem nos 2,15€, com um elevado volume de negociação e ter começado a sessão de hoje em alta, com muitos investidores interessados no titulo, esta foi altura de a carteira do blog tomar um posição no mesmo.
Um "target" para o BPI será a zona de resistência nos 3,04€, que corresponde à primeira zona de resistência que a acção poderá encontrar num possível caminho ascendente. O "stop-loss" será colocado um pouco abaixo da antiga resistência e novo suporte, nos 2,13€.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

17º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Este foi mais um mês sem negócios na carteira do blog, devido à incerteza que se vive quanto ao futuro próximo dos mercados. Apesar da falta de actividade da carteira, a bolsa nacional subiu mais de 6% durante os últimos 30 dias, deixando assim para trás uma boa oportunidade de realizar mais valias.
O Psi-20 já começa a dar alguns sinais técnicos claros de uma mudança de paradigma no longo-prazo, o que poderá antever mais actividade por parte da carteira BolsaLisboa nas próximas sessões.



terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Movimento de Subida de Longo-Prazo na Bolsa Nacional (Bull Market) já se iniciou?

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Após votação feita aos leitores do blog, os resultados foram os seguintes:


Parece que a maioria dos leitores acredita que o movimento de alta de longo-prazo na bolsa nacional já começou. Durante os últimos meses, o movimento da bolsa nacional tem sido de subida, mas a principal questão é se este movimento tem a "força" necessária para continuar no longo-prazo.
Tecnicamente estamos numa zona de decisões, zona da resistência dos 7885 pontos. Uma quebra desta zona durante algumas sessões e com volume de negociação significativo, poderá ditar o fim das quedas no longo-prazo na bolsa nacional e o regresso aos ganhos. Por este motivo os investidores de longo-prazo, que apenas "olham" para os mercados de tempos a tempos, deverão estar atentos às próximas sessões.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Multa da ZON sem reflexos

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A ZON foi multada pela autoridade da concorrência em 8 milhões de euros, por abuso de posição dominante, no mercado da banda larga, entre os anos de 2002 e 2003. A PT também foi multada, mas num montante mais elevado, de 45 milhões de euros. A multa foi aplicada às duas empresas, porque na altura a que se reporta a ZON pertencia ao grupo PT como PT Multimédia.
Apesar da multa as acções da ZON não sentiram os seus efeitos, que mesmo desvalorizando durante a sessão de hoje 0,51%, conseguiram ter uma desvalorização inferior à do Psi-20, que caiu 1,63% e inferior à média da bolsa nacional. O volume de acções negociadas também não foi significativo, tendo em conta a média das últimas sessões, mostrando que os accionistas não deram importância a esta noticia, deixando assim de lado uma influencia nos fundamentais da empresa.

Na sessão de hoje a ZON esteve a cair cerca de 3% para os 4,001€, conseguindo no final da sessão recuperar fechando nos 4,09€. A pressão compradora no título foi suficiente para o impulsionar, deixando boas perspectivas para o inicio da sessão de amanhã para a ZON.

Desde finais de 2008 que as acções da ZON têm negociado num canal entre os 3,58€ e os 4,27€. Uma quebra destes limites poderá levar o título a novos rumos, tanto do lado descendente se quebrar o suporte na zona dos 3,58€, como do lado ascendente se quebrar a resistência nos 4,27€. É necessário aguardar por uma confirmação da quebra, seja por uma subida ou descida afastada 10% da resistência ou suporte, ou por um significativo volume de negociação. Este é um aspecto muito significativo porque as acções da ZON já quebraram algumas vezes o canal de negociação, tendo mesmo negociado durante uma semana acima dos 4,27€, mas voltando depois para o seu interior, não dando validade ao movimento.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Arranque dos Mercados?

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A bolsa nacional parece estar a ganhar um novo rumo, deixando para trás mais de 2 anos de quedas. Desde o inicio do mês de Março do corrente ano, as acções nacionais têm estado num movimento ascendente, quebrando consecutivas barreiras aos seus avanços.

Para começar uma recuperação e como os mercados antecipam a economia nos seus movimentos, a bolsa tem de vir de um movimento de queda no longo prazo, com a economia a apresentar traços de recessão e as taxas de juro em mínimos. Este é o cenário actual, ideal para começar uma recuperação, deixando para trás o pessimismo ainda presente nos investidores.
Os mínimos começam a estar cada vez mais longe para praticamente todas as acções nacionais, apesar dos resultados apresentados ainda não estarem em verdadeira recuperação e as empresas a não fazerem planos de grande dimensão para o futuro. As bolsas internacionais também acompanham esta subida da bolsa nacional, deixando uma maior confiança nos investidores.

Para os investidores que seguem apenas as médias móveis como guia para as suas entradas e saídas nos mercados, nesta altura estarão dentro à pelo menos 1 mês, porque todas as médias móveis encontram-se abaixo da cotação do Psi-20, dando mais um sinal de uma possível recuperação.
Tecnicamente o Psi-20 está prestes a passar aquilo que considero ser a barreira entre a mudança de tendência de longo-prazo, deixando para trás as quedas prolongadas. Essa resistência encontra-se entre os 7850 e 7900 pontos. Caso esta zona seja quebrada em alta e esta quebra seja consistente, estará aberta a "época das entradas longas" para os investidores de longo-prazo. Esta é sempre uma altura bastante importante nos mercados, dando-se inicio ao "bull market".
Devido aos fracos volumes de negociação que a bolsa nacional tem apresentado, um movimento tão importante poderá não ser realizado nos próximos dias, deixando lugar para uma possível lateralização entre os 6700 e os 7800 pontos, ganhado assim força para definir um próximo movimento importante.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Resultados da Semapa acima das espectativas

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A Semapa apresentou hoje os seus resultados referentes ao primeiro semestre do ano. A empresa obteve lucros de 25,8 milhões de euros acima das expectativas do BPI de 19 milhões de euros.
A empresa sofreu o ambiente recessivo que se vive, com quebras significativas na procura, tanto na Europa como nos EUA, resultando dai uma diminuição no volume de vendas em 6,2%. O EBITDA desceu 29,3% para 131 milhões de euros.

Este é um dos casos em que se pode utilizar a expressão "comprar no rumor e vender na notícia". As acções da Semapa registaram fortes ganhos nos últimos dias e muitos dos accionistas aproveitaram o dia de hoje para obter mais-valias com os títulos, após a apresentação de resultados, provocando uma queda de 1,69% na sessão de hoje.
A abertura do dia de hoje também coincidiu com o toque numa zona de resistência nos 7,14€, provocando assim uma ainda maior pressão vendedora na acção. Mas na realidade, mesmo com estes dois motivos de venda das acções no dia de hoje, o volume de negociação foi muito baixo, podendo indicar que o mercado ainda tem força suficiente para mover o título acima da resistência, e chegar a zona de negociação do Verão de 2008, nos 7,50€.


Resultados do 1º Semestre

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Altri em forte subida

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A Altri tem sido umas das acções em destaque na bolsa nacional. Desde o dia 12 de Agosto o título já teve uma subida de 0,80€, que representa uma valorização de 33%, durante um período que habitualmente é caracterizado pela falta de movimentos acentuados.

A empresa liderada por Paulo Fernandes irá divulgar os resultados relativos ao primeiro semestre do ano, na próxima quarta-feira dia 26 de Agosto, com os analistas a anteciparem prejuízos de 7,5 milhões de euros, devido à queda dos preços da pasta de papel.
Mesmo assim os títulos da empresa continuam a ganhar e Paulo Fernandes contribui dando mais confiança aos investidores, com a aquisição de mais de 6 milhões de euros em acções da empresa.

Esta é uma subida que não encontra a sua razão de ser no fundamentais da empresa mas sim na análise técnica.

Depois de ultrapassar a resistência nos 2,60€, os títulos da Altri ganharam bastante ânimo, ultrapassando mesmo o máximo do Verão de 2008 nos 2,83€. O movimento tem sido acompanhado por um volume de negociação crescente, mostrando o cada vez maior interesse dos investidores no título e a validade do mesmo. Os 3,70€/3,75€ serão a meta a atingir pela acção no curto prazo, representando um mínimo relativo anterior à grande queda que ocorreu na Altri no inicio do Verão passado.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Impresa com fortes movimentos

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Nestas ultimas semanas, o grupo Impresa tem sido protagonista dos movimentos repentinos na Bolsa Nacional.

No dia 16 de Junho surgiu o primeiro movimento com uma subida de 147% num minuto. Nessa sessão a Impresa abriu a cotar nos 0,80€, chegando durante a sessão a negociar nos 2€, para fechar a valorizar 16% nos 0,94€. O funcionamento do mercado é a única explicação para este movimento, com o seu inicio a ser provocado por uma ordem de compra de 200 mil acções e a euforia levou os títulos ainda mais alto. Nessa sessão o volume de negociação foi de 1,466 milhões de acções, um valor bastante elevado para a Impresa que possui um volume médio diário entre as 100 mil e 200 mil acções.

No dia 7 de Agosto, mais um forte movimento de subida ocorreu nos títulos da Impresa. Os títulos abriram a sessão a cotar no 1,10€, chegando depois ao 1,55€ e fechando a sessão próximo do máximo no 1,48€. Este movimento representou uma valorização de 38,32% na sessão, a maior valorização de sempre.
Este movimento foi causado por uma ordem de compra de 500 mil acções, por parte do grupo Madre SGPS, que já possui mais de 2% do capital social da Impresa.

Estes movimento tem levado a Impresa para a "boca" dos investidores, fazendo com que cada vez mais investidores se interessem por este título. Nesta época de Verão e devido à baixa negociação na bolsa nacional, uma subida do volume de negócios médio nas acções do grupo Impresa não se tem sentido.
Estes movimento têm contribuindo para a tendência ascendente de médio prazo, que as acções da empresa liderada por Francisco Pinto Balsemão têm apresentado. Desde o dia 16 de Março os títulos já subiram 130%.