quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Arranque dos Mercados?

|0 comentários
A bolsa nacional parece estar a ganhar um novo rumo, deixando para trás mais de 2 anos de quedas. Desde o inicio do mês de Março do corrente ano, as acções nacionais têm estado num movimento ascendente, quebrando consecutivas barreiras aos seus avanços.

Para começar uma recuperação e como os mercados antecipam a economia nos seus movimentos, a bolsa tem de vir de um movimento de queda no longo prazo, com a economia a apresentar traços de recessão e as taxas de juro em mínimos. Este é o cenário actual, ideal para começar uma recuperação, deixando para trás o pessimismo ainda presente nos investidores.
Os mínimos começam a estar cada vez mais longe para praticamente todas as acções nacionais, apesar dos resultados apresentados ainda não estarem em verdadeira recuperação e as empresas a não fazerem planos de grande dimensão para o futuro. As bolsas internacionais também acompanham esta subida da bolsa nacional, deixando uma maior confiança nos investidores.

Para os investidores que seguem apenas as médias móveis como guia para as suas entradas e saídas nos mercados, nesta altura estarão dentro à pelo menos 1 mês, porque todas as médias móveis encontram-se abaixo da cotação do Psi-20, dando mais um sinal de uma possível recuperação.
Tecnicamente o Psi-20 está prestes a passar aquilo que considero ser a barreira entre a mudança de tendência de longo-prazo, deixando para trás as quedas prolongadas. Essa resistência encontra-se entre os 7850 e 7900 pontos. Caso esta zona seja quebrada em alta e esta quebra seja consistente, estará aberta a "época das entradas longas" para os investidores de longo-prazo. Esta é sempre uma altura bastante importante nos mercados, dando-se inicio ao "bull market".
Devido aos fracos volumes de negociação que a bolsa nacional tem apresentado, um movimento tão importante poderá não ser realizado nos próximos dias, deixando lugar para uma possível lateralização entre os 6700 e os 7800 pontos, ganhado assim força para definir um próximo movimento importante.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Resultados da Semapa acima das espectativas

|0 comentários
A Semapa apresentou hoje os seus resultados referentes ao primeiro semestre do ano. A empresa obteve lucros de 25,8 milhões de euros acima das expectativas do BPI de 19 milhões de euros.
A empresa sofreu o ambiente recessivo que se vive, com quebras significativas na procura, tanto na Europa como nos EUA, resultando dai uma diminuição no volume de vendas em 6,2%. O EBITDA desceu 29,3% para 131 milhões de euros.

Este é um dos casos em que se pode utilizar a expressão "comprar no rumor e vender na notícia". As acções da Semapa registaram fortes ganhos nos últimos dias e muitos dos accionistas aproveitaram o dia de hoje para obter mais-valias com os títulos, após a apresentação de resultados, provocando uma queda de 1,69% na sessão de hoje.
A abertura do dia de hoje também coincidiu com o toque numa zona de resistência nos 7,14€, provocando assim uma ainda maior pressão vendedora na acção. Mas na realidade, mesmo com estes dois motivos de venda das acções no dia de hoje, o volume de negociação foi muito baixo, podendo indicar que o mercado ainda tem força suficiente para mover o título acima da resistência, e chegar a zona de negociação do Verão de 2008, nos 7,50€.


Resultados do 1º Semestre

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Altri em forte subida

|0 comentários
A Altri tem sido umas das acções em destaque na bolsa nacional. Desde o dia 12 de Agosto o título já teve uma subida de 0,80€, que representa uma valorização de 33%, durante um período que habitualmente é caracterizado pela falta de movimentos acentuados.

A empresa liderada por Paulo Fernandes irá divulgar os resultados relativos ao primeiro semestre do ano, na próxima quarta-feira dia 26 de Agosto, com os analistas a anteciparem prejuízos de 7,5 milhões de euros, devido à queda dos preços da pasta de papel.
Mesmo assim os títulos da empresa continuam a ganhar e Paulo Fernandes contribui dando mais confiança aos investidores, com a aquisição de mais de 6 milhões de euros em acções da empresa.

Esta é uma subida que não encontra a sua razão de ser no fundamentais da empresa mas sim na análise técnica.

Depois de ultrapassar a resistência nos 2,60€, os títulos da Altri ganharam bastante ânimo, ultrapassando mesmo o máximo do Verão de 2008 nos 2,83€. O movimento tem sido acompanhado por um volume de negociação crescente, mostrando o cada vez maior interesse dos investidores no título e a validade do mesmo. Os 3,70€/3,75€ serão a meta a atingir pela acção no curto prazo, representando um mínimo relativo anterior à grande queda que ocorreu na Altri no inicio do Verão passado.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Impresa com fortes movimentos

|0 comentários
Nestas ultimas semanas, o grupo Impresa tem sido protagonista dos movimentos repentinos na Bolsa Nacional.

No dia 16 de Junho surgiu o primeiro movimento com uma subida de 147% num minuto. Nessa sessão a Impresa abriu a cotar nos 0,80€, chegando durante a sessão a negociar nos 2€, para fechar a valorizar 16% nos 0,94€. O funcionamento do mercado é a única explicação para este movimento, com o seu inicio a ser provocado por uma ordem de compra de 200 mil acções e a euforia levou os títulos ainda mais alto. Nessa sessão o volume de negociação foi de 1,466 milhões de acções, um valor bastante elevado para a Impresa que possui um volume médio diário entre as 100 mil e 200 mil acções.

No dia 7 de Agosto, mais um forte movimento de subida ocorreu nos títulos da Impresa. Os títulos abriram a sessão a cotar no 1,10€, chegando depois ao 1,55€ e fechando a sessão próximo do máximo no 1,48€. Este movimento representou uma valorização de 38,32% na sessão, a maior valorização de sempre.
Este movimento foi causado por uma ordem de compra de 500 mil acções, por parte do grupo Madre SGPS, que já possui mais de 2% do capital social da Impresa.

Estes movimento tem levado a Impresa para a "boca" dos investidores, fazendo com que cada vez mais investidores se interessem por este título. Nesta época de Verão e devido à baixa negociação na bolsa nacional, uma subida do volume de negócios médio nas acções do grupo Impresa não se tem sentido.
Estes movimento têm contribuindo para a tendência ascendente de médio prazo, que as acções da empresa liderada por Francisco Pinto Balsemão têm apresentado. Desde o dia 16 de Março os títulos já subiram 130%.

16º Mês da Carteira BolsaLisboa

|0 comentários
Devido à falta de acompanhamento dos mercados nestes últimos dias, a carteira BolsaLisboa não sofreu alterações neste ultimo mês, perdendo assim uma pequena fase ascendente da Bolsa Nacional. Durante os últimos 31 dias o Psi 20 valorizou 6,25% e o Psi Geral 4,90%.



Movimentos da Carteira BolsaLisboa

quinta-feira, 23 de julho de 2009

BPI com aumento de 880% nos lucros

|0 comentários
O BPI anunciou hoje os seus resultados referentes ao primeiro semestre de 2009, registando lucros de 89 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 880% face ao lucros registados em período homólogo do ano anterior, de 9,1 milhões de euros. Apesar de aparentemente estarmos na presença de um resultado positivo, o BPI só conseguiu este aumento devido às perdas registadas no ano de 2008, com a posição no BCP. Se retirarmos este facto, o BPI obtém uma quebra de 46,7% nos lucros.
Em Portugal a margem financeira, o produto bancário e as comissões diminuíram entre 3% e 6%, mas além fronteira os resultados do BPI foram bastante bons, com um aumento superior a 100% nos depósitos a prazo e de 29% no crédito a clientes. Mas o principal motor dos lucros deste semestre foi o Banco Fomento de Angola, que obteve lucros de 44,5 milhões de euros, correspondendo a metade dos lucros apresentados pelo BPI.

Na sessão de hoje, o banco liderado por Fernando Ulrich teve uma boa reacção aos resultados apresentados, subindo 3,39% para 1,98€. A partir do dia 13 que o mercado vem acreditando na possibilidade de bons resultados por parte do BPI, demonstrando uma subida constante mas pouco vigorosa nas cotações do banco, culminando numa forte subida com a confirmação dos resultados.
O BPI tal como a generalidade da bolsa nacional, apresenta um padrão lateral de curto-prazo nas suas cotações. Devido ao baixo volume de negociação, neste período de férias, não se prevê nenhum movimento acentuado nas cotações do BPI e consequentemente uma alteração na tendência de curto-prazo.

Resultados do 1º Semestre de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

15º Mês da Carteira BolsaLisboa

|0 comentários
Durante os últimos 30 dias, o único negocio efectuado na carteira BolsaLisboa, foi a venda de 200 acções da Galp. A venda destas acções, por activação de "stop-loss", resultou numa menos valia de 4,98% no capital investido.Com esta venda a carteira ficou sem qualquer activo, 100% liquida.
Devido ao movimento lateral na bolsa nacional e à falta de disponibilidade, não se prevêem novas aquisições nos próximos dias. Apesar de um movimento lateral poder ser aproveitado para conseguir pequenos lucros, pode ocorrer uma não variação do activo subjacente e assim perde-se a dinâmica do investimento podendo acontecer o que na gíria se chama de "dinheiro empatado".

A carteira obteve uma variação negativa de 0,77% face a uma variação de 0% no Psi-20 e uma variação de -0,53% no Psi Geral.


quarta-feira, 1 de julho de 2009

A Lateralizar

|0 comentários
Após o máximo atingido no dia 7 de Maio, nos 7437 pontos, o Psi-20 abrandou o seu movimento ascendente de curto-prazo começando a perder a sua tendência no mesmo horizonte temporal.
Logo após esse máximo, o Psi-20 começou a cair, tendo atingido um mínimo relativo após 5 sessões, nos 6829 pontos. Este mínimo e o máximo anterior, funcionam agora como limites de uma zona de negociação, onde o Psi-20 já se encontra desde o inicio de Maio.
Esta tendência lateral no Psi-20 faz com que a bolsa nacional perca um pouco o seu ânimo, devido à falta de movimentos fortes de subida e descida. Os investidores começam a investir noutros mercados ou outros activos, saindo da bolsa nacional e isso reflecte-se um pouco no volume de acções negociadas, que durante este mês de Junho diminuiu bastante em comparação com o mês anterior.
A zona dos 7400 pontos e a zona dos 6800 pontos marcam os limites de uma zona de negociação que ainda não está bem definida. Caso ocorra uma quebra de uma destas zonas, poderá estar dado um sinal de entrada ou saída do Psi-20. Se a que quebra for ascendente, o maior índice da bolsa nacional poderá testar a resistência dos 7880 pontos, que marca o fim da tendência de quedas no longo-prazo. Se a quebra for no sentido descendente, um regresso à zona dos 6000/5800 pontos será o mais provável.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Relação Petroleo-Galp

|0 comentários
Muitos investidores ganham interesse por acções de empresas ligadas ao petróleo, quando este se torna alvo de muitas atenções, tanto pela sua subida como pela sua descida. O interesse torna-se ainda maior quando se consegue num título uma relação não só com a empresa a que está subjacente, mas também com o preço do crude no mercado internacional. Esta torna-se assim a única maneira que muitos investidores têm de ganhar com as variações do petróleo, tanto devido à falta de conhecimentos sobre onde investir, como devido à dificuldade adicional que é investir no petróleo face ao investimento tradicional em acções.
Pensar que o investimento em petróleo tem um nível de risco superior, e está subjacente ao câmbio EUR/USD, também é outro dos factores que afastam alguns investidores deste tipo de investimentos.

O Brent, que serve de referência para Portugal, atingiu os seus máximos no mês de Julho de 2008. Após isso o que se seguiu foi uma queda dos 140 dólares até aos 40 dólares em pouco mais de 6 meses. Uma queda desta dimensão fez com que o petróleo se torná-se um activo mais atraente para um tipo de investidores, enquanto que para outros o melhor seria não voltar a negociar sobre ele.
Até ao dia de hoje, o Brent tem feito uma subida, calma e continuada, desde os seus mínimos em Fevereiro.

Observando o gráfico da Galp, não é imediato afirmar uma relação entre os dois activos.
A Galp entre os meses de Julho e Outubro de 2008, esteve a lateralizar, "respirando" um pouco das quedas anteriores. Só durante o mês de Outubro, a empresa foi bastante castigada tal como a bolsa nacional em geral, descendo dos 10,80€ para os 6,25€. A partir de finais de Outubro a Galp começou um percurso ascendente até à presente semana, onde alguns sinais de fraqueza dos titulo foram dados.


Observando os gráficos a correlação que existe entre a Galp e o Brent não é suficiente para um investidor adquirir títulos da Galp a pensar na subida do Brent. Entre Dezembro de 2008 e Fevereiro de 2009 os títulos da Galp subiram cerca de 20%, enquanto que o Brent caiu mais de 10%.

Pensando nos fundamentais, a Galp poderá ter maiores resultados líquidos, quando o crude está em alta, mas como os fundamentais da empresa só se revelam na bolsa no longo-prazo e o preço do Brent é cíclico, esse pensamento deixa de fazer sentido. A relação que a Galp apresenta com o mercado nacional e Europeu é maior do que a que apresenta com o Brent e assim torna-se um erro adquirir títulos da Galp a pensar numa possível subida do Petróleo nos mercados internacionais.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fim das subidas?

|0 comentários
Com as quedas que se fizeram sentir na bolsa nacional, nos últimos dias, a que os investidores já não estavam habituados, o mercado já volta novamente a ponderar a possibilidade de novos dias negros.
O cenário não é assim tão mau quanto possa parecer. O Psi-20 encontra-se a lateralizar, tendo perdido o mometum da subida, ao quebrar a linha de tendência ascendente. Mas esta quebra não significa muito, devido ao fracos volumes de negociação que se tem registado nas últimas sessões, com algumas cotadas do principal índice nacional a registarem reduções de 80% na quantidade de acções negociadas.
O último mínimo relativo já foi quebrado na sessão de hoje, onde o Psi-20 segue a perder 1,84%, para os 6950 pontos. A zona a observar agora será a dos 6900 pontos, a qual se for quebrada poderá levar a bolsa nacional a rápidas quedas até a zona dos 6500 pontos. A zona dos 6500 pontos será assim a zona de inversão de tendência no médio prazo. Neste momento a tendência de curto-prazo já não é de subida, mas também não se pode afirmar que seja de queda. O melhor será mesmo esperar por sinais mais concretos do mercado, para definir novos pontos de entrada.
As subidas poderão ter abrandado, mas anunciar já o seu fim poderá ser muito precipitado.