quinta-feira, 23 de julho de 2009

BPI com aumento de 880% nos lucros

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O BPI anunciou hoje os seus resultados referentes ao primeiro semestre de 2009, registando lucros de 89 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 880% face ao lucros registados em período homólogo do ano anterior, de 9,1 milhões de euros. Apesar de aparentemente estarmos na presença de um resultado positivo, o BPI só conseguiu este aumento devido às perdas registadas no ano de 2008, com a posição no BCP. Se retirarmos este facto, o BPI obtém uma quebra de 46,7% nos lucros.
Em Portugal a margem financeira, o produto bancário e as comissões diminuíram entre 3% e 6%, mas além fronteira os resultados do BPI foram bastante bons, com um aumento superior a 100% nos depósitos a prazo e de 29% no crédito a clientes. Mas o principal motor dos lucros deste semestre foi o Banco Fomento de Angola, que obteve lucros de 44,5 milhões de euros, correspondendo a metade dos lucros apresentados pelo BPI.

Na sessão de hoje, o banco liderado por Fernando Ulrich teve uma boa reacção aos resultados apresentados, subindo 3,39% para 1,98€. A partir do dia 13 que o mercado vem acreditando na possibilidade de bons resultados por parte do BPI, demonstrando uma subida constante mas pouco vigorosa nas cotações do banco, culminando numa forte subida com a confirmação dos resultados.
O BPI tal como a generalidade da bolsa nacional, apresenta um padrão lateral de curto-prazo nas suas cotações. Devido ao baixo volume de negociação, neste período de férias, não se prevê nenhum movimento acentuado nas cotações do BPI e consequentemente uma alteração na tendência de curto-prazo.

Resultados do 1º Semestre de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

15º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Durante os últimos 30 dias, o único negocio efectuado na carteira BolsaLisboa, foi a venda de 200 acções da Galp. A venda destas acções, por activação de "stop-loss", resultou numa menos valia de 4,98% no capital investido.Com esta venda a carteira ficou sem qualquer activo, 100% liquida.
Devido ao movimento lateral na bolsa nacional e à falta de disponibilidade, não se prevêem novas aquisições nos próximos dias. Apesar de um movimento lateral poder ser aproveitado para conseguir pequenos lucros, pode ocorrer uma não variação do activo subjacente e assim perde-se a dinâmica do investimento podendo acontecer o que na gíria se chama de "dinheiro empatado".

A carteira obteve uma variação negativa de 0,77% face a uma variação de 0% no Psi-20 e uma variação de -0,53% no Psi Geral.


quarta-feira, 1 de julho de 2009

A Lateralizar

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Após o máximo atingido no dia 7 de Maio, nos 7437 pontos, o Psi-20 abrandou o seu movimento ascendente de curto-prazo começando a perder a sua tendência no mesmo horizonte temporal.
Logo após esse máximo, o Psi-20 começou a cair, tendo atingido um mínimo relativo após 5 sessões, nos 6829 pontos. Este mínimo e o máximo anterior, funcionam agora como limites de uma zona de negociação, onde o Psi-20 já se encontra desde o inicio de Maio.
Esta tendência lateral no Psi-20 faz com que a bolsa nacional perca um pouco o seu ânimo, devido à falta de movimentos fortes de subida e descida. Os investidores começam a investir noutros mercados ou outros activos, saindo da bolsa nacional e isso reflecte-se um pouco no volume de acções negociadas, que durante este mês de Junho diminuiu bastante em comparação com o mês anterior.
A zona dos 7400 pontos e a zona dos 6800 pontos marcam os limites de uma zona de negociação que ainda não está bem definida. Caso ocorra uma quebra de uma destas zonas, poderá estar dado um sinal de entrada ou saída do Psi-20. Se a que quebra for ascendente, o maior índice da bolsa nacional poderá testar a resistência dos 7880 pontos, que marca o fim da tendência de quedas no longo-prazo. Se a quebra for no sentido descendente, um regresso à zona dos 6000/5800 pontos será o mais provável.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Relação Petroleo-Galp

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Muitos investidores ganham interesse por acções de empresas ligadas ao petróleo, quando este se torna alvo de muitas atenções, tanto pela sua subida como pela sua descida. O interesse torna-se ainda maior quando se consegue num título uma relação não só com a empresa a que está subjacente, mas também com o preço do crude no mercado internacional. Esta torna-se assim a única maneira que muitos investidores têm de ganhar com as variações do petróleo, tanto devido à falta de conhecimentos sobre onde investir, como devido à dificuldade adicional que é investir no petróleo face ao investimento tradicional em acções.
Pensar que o investimento em petróleo tem um nível de risco superior, e está subjacente ao câmbio EUR/USD, também é outro dos factores que afastam alguns investidores deste tipo de investimentos.

O Brent, que serve de referência para Portugal, atingiu os seus máximos no mês de Julho de 2008. Após isso o que se seguiu foi uma queda dos 140 dólares até aos 40 dólares em pouco mais de 6 meses. Uma queda desta dimensão fez com que o petróleo se torná-se um activo mais atraente para um tipo de investidores, enquanto que para outros o melhor seria não voltar a negociar sobre ele.
Até ao dia de hoje, o Brent tem feito uma subida, calma e continuada, desde os seus mínimos em Fevereiro.

Observando o gráfico da Galp, não é imediato afirmar uma relação entre os dois activos.
A Galp entre os meses de Julho e Outubro de 2008, esteve a lateralizar, "respirando" um pouco das quedas anteriores. Só durante o mês de Outubro, a empresa foi bastante castigada tal como a bolsa nacional em geral, descendo dos 10,80€ para os 6,25€. A partir de finais de Outubro a Galp começou um percurso ascendente até à presente semana, onde alguns sinais de fraqueza dos titulo foram dados.


Observando os gráficos a correlação que existe entre a Galp e o Brent não é suficiente para um investidor adquirir títulos da Galp a pensar na subida do Brent. Entre Dezembro de 2008 e Fevereiro de 2009 os títulos da Galp subiram cerca de 20%, enquanto que o Brent caiu mais de 10%.

Pensando nos fundamentais, a Galp poderá ter maiores resultados líquidos, quando o crude está em alta, mas como os fundamentais da empresa só se revelam na bolsa no longo-prazo e o preço do Brent é cíclico, esse pensamento deixa de fazer sentido. A relação que a Galp apresenta com o mercado nacional e Europeu é maior do que a que apresenta com o Brent e assim torna-se um erro adquirir títulos da Galp a pensar numa possível subida do Petróleo nos mercados internacionais.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fim das subidas?

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Com as quedas que se fizeram sentir na bolsa nacional, nos últimos dias, a que os investidores já não estavam habituados, o mercado já volta novamente a ponderar a possibilidade de novos dias negros.
O cenário não é assim tão mau quanto possa parecer. O Psi-20 encontra-se a lateralizar, tendo perdido o mometum da subida, ao quebrar a linha de tendência ascendente. Mas esta quebra não significa muito, devido ao fracos volumes de negociação que se tem registado nas últimas sessões, com algumas cotadas do principal índice nacional a registarem reduções de 80% na quantidade de acções negociadas.
O último mínimo relativo já foi quebrado na sessão de hoje, onde o Psi-20 segue a perder 1,84%, para os 6950 pontos. A zona a observar agora será a dos 6900 pontos, a qual se for quebrada poderá levar a bolsa nacional a rápidas quedas até a zona dos 6500 pontos. A zona dos 6500 pontos será assim a zona de inversão de tendência no médio prazo. Neste momento a tendência de curto-prazo já não é de subida, mas também não se pode afirmar que seja de queda. O melhor será mesmo esperar por sinais mais concretos do mercado, para definir novos pontos de entrada.
As subidas poderão ter abrandado, mas anunciar já o seu fim poderá ser muito precipitado.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Venda Galp

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As acções da Galp, que faziam parte da carteira BolsaLisboa, foram vendidas durante a sessão de hoje, pela activação de um "stop" colocado nos 10,50€. A acção no dia de hoje quebrou a linha de tendência ascendente, que vinha a suportar a sua subida, estando neste momento a cotar nos 10,35€.
Neste momento a carteira do blog não possui quaisquer acções.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

14º Mês da Carteira BolsaLisboa

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A carteira BolsaLisboa completou mais um mês de existência. Este foi um mês com algumas transacções realizadas, mas que resultaram num saldo negativo.
As posições que a carteira tinha no BCP e na EDP, foram vendidas pela activação de "stop's" automáticos, na quebra dos suportes definidos na analise técnica. As acções da Galp, que fazem parte da carteira BolsaLisboa, estão a acompanhar um pouco as oscilações do Psi-20, com "stop" colocado na quebra da linha de tendência ascendente de médio prazo.
Durante os últimos 30 dias, o Psi-20 e o Psi Geral desvalorizaram 4,32% e 1,90% respectivamente, enquanto que a carteira do blog desvalorizou 1,80%.
Novas compras para a carteira apenas serão realizadas quando o principal índice da bolsa nacional voltar a mostrar sinais da tendência ascendente de curto-prazo.



terça-feira, 9 de junho de 2009

Bolsa aberta durante os feriados

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A bolsa nacional e as restantes bolsas internacionais iram estar abertas durante os feriados de 10 e 11 de Junho, em horário normal.

domingo, 7 de junho de 2009

Acontecimentos da Próxima Semana

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Devido aos feriados da próxima semana, espera-se que a bolsa nacional esteja um pouco mais calma, com menor volume de negociação, um pouco devido à falta de acontecimentos durante a semana.
Na terça-feira, a Cimpor abre a sessão sem o direito ao seu dividendo de 0,185€ brutos por acção.
Também na terça-feira é anunciado o PIB Português no primeiro trimestre do ano, o qual se prevê que tenha caído 3,7%.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Mito do Longo-Prazo

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"A bolsa é um bom investimento no longo prazo".
Esta é uma frase célebre no mundo dos mercados financeiros. Tanto os investidores mais experientes como aqueles que estão a começar a dar os seus primeiros passos nos mercados, todos já ouviram esta frase, seja pela comunicação social, pelos amigos ou pelos seus intermediários financeiros.
Como dentro dos objectivos de uma empresa, após a sua criação, está sempre a evolução, o crescimento e o lucro, era normal que no longo-prazo todas as empresas aumentassem o seu valor, e consequentemente contribuiriam para o crescimento da economia. Mas na prática ocorrem ciclos no mercado e na economia, de alta e de baixa, alterando o rumo dos fundamentais das empresas.

Se todos os movimentos do mercado fossem apenas desencadeados pelos fundamentais das empresas, as cotações das mesmas seriam arrastados pelos seus números. Assim uma empresa "saudável", seria sempre uma boa empresa para investir no longo-prazo.
A verdade é que as cotações da empresa não se movem de acordo com os seus fundamentais , mas sim de acordo com as vontades do mercado e dos investidores.

A frase inicial poderá perder a sua validade quando conseguimos obter exemplo de acções com um mau desempenho no longo-prazo. Quando o investidor observa um gráfico de um título, que a sua historia é um caminho descendente, poderá pensar que alguma coisa está mal com a empresa, mas não, é apenas o mercado a funcionar. Este facto faz com que muitas empresas se tornem maus investimentos no longo-prazo, contrariando aquilo que a maioria dos investidores pensa.

Também é verdade que este tipo de títulos são uma baixa percentagem no mercado, mas que eles existem existem e o investidor não os pode ignorar.
Para não correr esse risco é necessário entrar no título certo e na altura certa, o que por vezes se pode tornar complicado. É por isto que eu defendo que se deve estar sempre com um olho no mercado e nas suas acções, para evitar que passados 10 anos o investidor se assuste com as perdas do capital que supostamente estaria seguro.

O melhor será alterar a frase inicial para " A bolsa pode ser um bom investimento no longo prazo", tornando-a assim mais capaz de interpretar o mercado.

A Alstom é o exemplo de uma acção que não tem dado alegrias aos investidores de longo-prazo. Quem adquiriu os títulos entre os anos de 1999 a 2001, a mais de 400€, passados 10 anos está com potenciais perdas de quase 90%!