sexta-feira, 19 de junho de 2009

Relação Petroleo-Galp

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Muitos investidores ganham interesse por acções de empresas ligadas ao petróleo, quando este se torna alvo de muitas atenções, tanto pela sua subida como pela sua descida. O interesse torna-se ainda maior quando se consegue num título uma relação não só com a empresa a que está subjacente, mas também com o preço do crude no mercado internacional. Esta torna-se assim a única maneira que muitos investidores têm de ganhar com as variações do petróleo, tanto devido à falta de conhecimentos sobre onde investir, como devido à dificuldade adicional que é investir no petróleo face ao investimento tradicional em acções.
Pensar que o investimento em petróleo tem um nível de risco superior, e está subjacente ao câmbio EUR/USD, também é outro dos factores que afastam alguns investidores deste tipo de investimentos.

O Brent, que serve de referência para Portugal, atingiu os seus máximos no mês de Julho de 2008. Após isso o que se seguiu foi uma queda dos 140 dólares até aos 40 dólares em pouco mais de 6 meses. Uma queda desta dimensão fez com que o petróleo se torná-se um activo mais atraente para um tipo de investidores, enquanto que para outros o melhor seria não voltar a negociar sobre ele.
Até ao dia de hoje, o Brent tem feito uma subida, calma e continuada, desde os seus mínimos em Fevereiro.

Observando o gráfico da Galp, não é imediato afirmar uma relação entre os dois activos.
A Galp entre os meses de Julho e Outubro de 2008, esteve a lateralizar, "respirando" um pouco das quedas anteriores. Só durante o mês de Outubro, a empresa foi bastante castigada tal como a bolsa nacional em geral, descendo dos 10,80€ para os 6,25€. A partir de finais de Outubro a Galp começou um percurso ascendente até à presente semana, onde alguns sinais de fraqueza dos titulo foram dados.


Observando os gráficos a correlação que existe entre a Galp e o Brent não é suficiente para um investidor adquirir títulos da Galp a pensar na subida do Brent. Entre Dezembro de 2008 e Fevereiro de 2009 os títulos da Galp subiram cerca de 20%, enquanto que o Brent caiu mais de 10%.

Pensando nos fundamentais, a Galp poderá ter maiores resultados líquidos, quando o crude está em alta, mas como os fundamentais da empresa só se revelam na bolsa no longo-prazo e o preço do Brent é cíclico, esse pensamento deixa de fazer sentido. A relação que a Galp apresenta com o mercado nacional e Europeu é maior do que a que apresenta com o Brent e assim torna-se um erro adquirir títulos da Galp a pensar numa possível subida do Petróleo nos mercados internacionais.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fim das subidas?

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Com as quedas que se fizeram sentir na bolsa nacional, nos últimos dias, a que os investidores já não estavam habituados, o mercado já volta novamente a ponderar a possibilidade de novos dias negros.
O cenário não é assim tão mau quanto possa parecer. O Psi-20 encontra-se a lateralizar, tendo perdido o mometum da subida, ao quebrar a linha de tendência ascendente. Mas esta quebra não significa muito, devido ao fracos volumes de negociação que se tem registado nas últimas sessões, com algumas cotadas do principal índice nacional a registarem reduções de 80% na quantidade de acções negociadas.
O último mínimo relativo já foi quebrado na sessão de hoje, onde o Psi-20 segue a perder 1,84%, para os 6950 pontos. A zona a observar agora será a dos 6900 pontos, a qual se for quebrada poderá levar a bolsa nacional a rápidas quedas até a zona dos 6500 pontos. A zona dos 6500 pontos será assim a zona de inversão de tendência no médio prazo. Neste momento a tendência de curto-prazo já não é de subida, mas também não se pode afirmar que seja de queda. O melhor será mesmo esperar por sinais mais concretos do mercado, para definir novos pontos de entrada.
As subidas poderão ter abrandado, mas anunciar já o seu fim poderá ser muito precipitado.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Venda Galp

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As acções da Galp, que faziam parte da carteira BolsaLisboa, foram vendidas durante a sessão de hoje, pela activação de um "stop" colocado nos 10,50€. A acção no dia de hoje quebrou a linha de tendência ascendente, que vinha a suportar a sua subida, estando neste momento a cotar nos 10,35€.
Neste momento a carteira do blog não possui quaisquer acções.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

14º Mês da Carteira BolsaLisboa

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A carteira BolsaLisboa completou mais um mês de existência. Este foi um mês com algumas transacções realizadas, mas que resultaram num saldo negativo.
As posições que a carteira tinha no BCP e na EDP, foram vendidas pela activação de "stop's" automáticos, na quebra dos suportes definidos na analise técnica. As acções da Galp, que fazem parte da carteira BolsaLisboa, estão a acompanhar um pouco as oscilações do Psi-20, com "stop" colocado na quebra da linha de tendência ascendente de médio prazo.
Durante os últimos 30 dias, o Psi-20 e o Psi Geral desvalorizaram 4,32% e 1,90% respectivamente, enquanto que a carteira do blog desvalorizou 1,80%.
Novas compras para a carteira apenas serão realizadas quando o principal índice da bolsa nacional voltar a mostrar sinais da tendência ascendente de curto-prazo.



terça-feira, 9 de junho de 2009

Bolsa aberta durante os feriados

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A bolsa nacional e as restantes bolsas internacionais iram estar abertas durante os feriados de 10 e 11 de Junho, em horário normal.

domingo, 7 de junho de 2009

Acontecimentos da Próxima Semana

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Devido aos feriados da próxima semana, espera-se que a bolsa nacional esteja um pouco mais calma, com menor volume de negociação, um pouco devido à falta de acontecimentos durante a semana.
Na terça-feira, a Cimpor abre a sessão sem o direito ao seu dividendo de 0,185€ brutos por acção.
Também na terça-feira é anunciado o PIB Português no primeiro trimestre do ano, o qual se prevê que tenha caído 3,7%.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Mito do Longo-Prazo

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"A bolsa é um bom investimento no longo prazo".
Esta é uma frase célebre no mundo dos mercados financeiros. Tanto os investidores mais experientes como aqueles que estão a começar a dar os seus primeiros passos nos mercados, todos já ouviram esta frase, seja pela comunicação social, pelos amigos ou pelos seus intermediários financeiros.
Como dentro dos objectivos de uma empresa, após a sua criação, está sempre a evolução, o crescimento e o lucro, era normal que no longo-prazo todas as empresas aumentassem o seu valor, e consequentemente contribuiriam para o crescimento da economia. Mas na prática ocorrem ciclos no mercado e na economia, de alta e de baixa, alterando o rumo dos fundamentais das empresas.

Se todos os movimentos do mercado fossem apenas desencadeados pelos fundamentais das empresas, as cotações das mesmas seriam arrastados pelos seus números. Assim uma empresa "saudável", seria sempre uma boa empresa para investir no longo-prazo.
A verdade é que as cotações da empresa não se movem de acordo com os seus fundamentais , mas sim de acordo com as vontades do mercado e dos investidores.

A frase inicial poderá perder a sua validade quando conseguimos obter exemplo de acções com um mau desempenho no longo-prazo. Quando o investidor observa um gráfico de um título, que a sua historia é um caminho descendente, poderá pensar que alguma coisa está mal com a empresa, mas não, é apenas o mercado a funcionar. Este facto faz com que muitas empresas se tornem maus investimentos no longo-prazo, contrariando aquilo que a maioria dos investidores pensa.

Também é verdade que este tipo de títulos são uma baixa percentagem no mercado, mas que eles existem existem e o investidor não os pode ignorar.
Para não correr esse risco é necessário entrar no título certo e na altura certa, o que por vezes se pode tornar complicado. É por isto que eu defendo que se deve estar sempre com um olho no mercado e nas suas acções, para evitar que passados 10 anos o investidor se assuste com as perdas do capital que supostamente estaria seguro.

O melhor será alterar a frase inicial para " A bolsa pode ser um bom investimento no longo prazo", tornando-a assim mais capaz de interpretar o mercado.

A Alstom é o exemplo de uma acção que não tem dado alegrias aos investidores de longo-prazo. Quem adquiriu os títulos entre os anos de 1999 a 2001, a mais de 400€, passados 10 anos está com potenciais perdas de quase 90%!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Venda EDP

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As 1000 acções da EDP que faziam parte da carteira BolsaLisboa, foram vendidas na sessão de hoje ao preço unitário de 2,80€, devido à activação de um "stop-loss". Este "stop" foi colocado um pouco abaixo de um ténue suporte na zona dos 2,82€, que foi quebrado durante a sessão de hoje.
As acções da EDP parecem estar a passar por um período de lateralização, um pouco como a bolsa nacional.

Movimentos da Carteira BolsaLisboa

terça-feira, 2 de junho de 2009

Acredita na fusão entre a Zon e a Sonaecom?

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Esta foi a sondagem que esteve aberta a votação no blog.
Os resultados da sondagem foram os seguintes:



Como se pode constatar através da sondagem, as expectativas de uma fusão entre as duas operadoras são grandes no seio dos investidores nacionais. As declarações de alguns accionistas de ambas as partes e a aproximação entre eles nos últimos tempos, desencadeou um novo rumor de fusão, o que levou a uma subida das cotações de ambas as empresas.
Este tipo de rumores é uma constante no mercado, fazendo com que as cotações subam num curto espaço de tempo para depois o rumor se desfazer e estas voltarem a descer novamente. Negociar com base nestes rumores pode não ser uma boa opção devido à fraca intensidade do movimento e a sua muito curta duração.

O grande problema de uma fusão entre a Zon e a Sonaecom é a estrutura accionista de cada uma das empresas. A Zon possui um grupo de accionistas que é comum à estrutura accionista da Portugal Telecom, como o Grupo Espírito Santo e com uma possível fusão, a liderança da PT como numero 1 das comunicações em Portugal estava ameaçada. Este grupo de accionista não quer que isto aconteça porque o que poderão ganhar na fusão perdem com a sua posição na PT.
Como para desbloquear os estatutos da Zon, para o processo de fusão, é necessário dois terços de votos positivos em assembleia geral, basta que na assembleia geral esteja pouco representada a estrutura accionista e que um ou dois grandes accionistas votem contra para que a fusão não seja possível.

A fusão entre a segunda e terceira maiores empresas de comunicações em Portugal só irá ser possível que existir consenso de ambas as partes.
Se ocorrer a fusão as duas empresas tornam-se líderes no acesso à Internet de banda larga e também no mercado da televisão

Agora só o tempo pode dizer qual será o desfecho desta possibilidade de fusão entre a Zon e a Sonaecom.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Teixeira Duarte com aumento de 150,2% nos lucros

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A Teixeira Duarte anunciou os seus resultados, referentes ao primeiro trimestre de 2009, na passada sexta-feira. Estes mais que duplicaram em relação ao período homologo do ano de 2008, principalmente devido ao forte crescimento da empresa além fronteiras em países como a Angola, que já representam mais de 62% das receitas da empresa.
No mercado Português o volume de negócios diminuiu, mas no total este aumentou 3,5% para 278 milhões de euros. O EBITDA aumentou 35%, para os 40,4 milhões de euros e os lucros por acção foram de 0,10€.
Os resultados agradaram ao mercado, com as acções a subirem mais de 3% no dia de hoje, após terem atingido durante a sessão mais de 7% de valorização.

Tecnicamente a empresa apresenta-se com uma tendência de curto-prazo de subida, depois de ter sido das empresas mais castigadas do Psi-20 durante as quedas.
Desde Março a empresa já subiu mais de 100%, e neste momento aparenta estar num período de consolidação. Não existem suportes ou resistências próximos que possam definir um ponto de entrada no título e por isso a melhor opção será esperar por um sinal mais forte do mercado, para entrar no capital da empresa.