quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mercado muito quente

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Estes últimos dias têm sido uma verdadeira loucura na bolsa nacional. Um forte arranque das cotações já levou a subidas estonteantes, com valorizações de dois dígitos na maioria das cotadas nacionais, ou até mesmo de três dígitos! Este movimento tem dado muitas alegrias aos investidores, que já estavam cansados dos movimentos negativos dos mercados, e esperavam por sinais claros de subida, como os que foram apresentados nas últimas semanas.

O Psi-20 começou a sua subida no dia 10 de Março, fazendo sucessivos topos e fundos cada vez mais altos, dando claros sinais de subida no curto-prazo.
O forte pessimismo que se vivia nos mercados financeiros no inicio desta subida, onde muito poucos acreditavam que as cotações poderiam subir o que subiram, levou a este movimento tão súbito e forte. Os níveis de pessimismo estavam em máximos, dando um sinal de que a pressão vendedora poderia estar esgotada, caminhando para uma nova tendência de curto-prazo.

Esta subida não teve qualquer fundamentação em dados económicos e financeiros das empresas, porque os resultados apresentados do primeiro trimestre não estão significativamente diferentes do esperado, nem tão pouco na economia global. Este movimento, tal como todos os outros, foi apenas desencadeado pelo funcionamento do mercado, isto é da combinação entre a procura e oferta, e do sentimento dos investidores.
Se recuarmos nas cotações do principal índice da bolsa nacional, temos ir até ao ano 2000 para encontrarmos uma subida semelhante à que atravessamos, tanto em intensidade como em duração. Essa subida no ano de 2000 foi a ultima subida antes dos mercados começarem uma fase descendente até ao ano de 2003, provocada por uma bolha nas empresas tecnológicas. Não quero com isto dizer que o vem ai são fortes descidas e que este movimento está prestes a acabar, mas movimentos assim como o apresentado são típicos de fases descendentes dos mercados, funcionando para dar fôlego para a continuação da tendência principal de descida.

Neste momento o Psi-20 aproxima-se duma zona de instabilidade, com o aproximar da resistência horizontal na zona dos 7800 pontos. Os indicadores estão muito "esticados", as subidas tem sido muito fortes, e os investidores estão de pé atrás quanto à direcção a seguir, querendo apenas segurar as mais valias obtidas. Por isso é que o mínimo sinal de fim do movimento poderá ditar outro forte movimento mas na direcção oposta, com uma corrida às vendas para garantir os lucros.
Nesta altura a melhor opção será colocar "stops" apertados, ou até mesmo "trailing stops" que vão subindo à medida que a cotação sobe. Outra opção será uma mudança dos activos em carteira, trocando os títulos com mais risco e mais volatilidade por outros com menos risco e menor oscilação das suas cotações. Aconselho alguma atenção aos movimentos dos próximos dias.

Sonae Indústria sem dividendos nos próximos anos

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A Sonae Indústria apresentou no dia de ontem os seus resultados relativos ao primeiro semestre do ano. O resultado foi um prejuízo de 40 milhões de euros, tal como esperavam os analistas, e que levou à descida dos preços alvo atribuídos pelos mesmos.
O EBITDA teve uma queda acentuada de 96% para os 4 milhões de euros, resultado também de uma queda de 30% no volume de negócios.
Carlos Bianchi de Aguiar, anunciou que durante os próximos anos a empresa não irá distribuir dividendos, para conseguir diminuir a grande divida que possui. Esta é uma medida que defendo para a maioria das empresas nacionais, como já expliquei.

Actualizações na Carteira BolsaLisboa

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Hoje durante o inicio da sessão foram feitas algumas compras e vendas de acções na carteira BolsaLisboa.
As acções da EDP Renováveis que estavam em carteira, foram vendidas ao preço unitário de 7,15€, resultando numa mais valia de 420€, correspondente a uma valorização de 17,21%. Esta venda foi feita após a aproximação a uma zona de resistência nos 7,20€, que poderá abrandar as subidas neste título.
Com as cotações do BCP a ultrapassar o último máximo relativo, feito na semana passada, a carteira reforçou a posição no banco, com a compra de mais 2000 acções ao preço unitário de 0,781€. Neste momento a carteira BolsaLisboa possui 6000 acções do BCP.
Para diminuir um pouco o nível de risco da carteira no caso de ocorrer uma descida súbita nos mercados, foram adquiridas 1000 acções da EDP ao preço unitário de 2,84€.

Movimentos da Carteira BolsaLisboa

quarta-feira, 6 de maio de 2009

EDP Renováveis lucra mais 87%

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A EDP Renováveis terminou o primeiro trimestre de 2009 com lucros de 50 milhões de euros. Este resultado representa um aumento de 87% face ao período homólogo do ano de 2008, ficando ligeiramente acima das previsões dos analistas.
Esta subida nos resultados pode ser explicada pelo aumento do EBITDA em 23%.
A capacidade instalada da empresa também aumentou 40% atingindo agora 5165 megawatts, com a produção eólica a registar 2837 megawatts.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Compra Galp

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A carteira BolsaLisboa foi às compras e adquiriu 200 acções da Galp, na abertura da sessão, ao preço unitário de 11,05€. Depois do anúncio do arranque da exploração do campo de Tupi no Brasil, as acções ganharam mais energia e ultrapassaram a resistência na zona dos 10,85€.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Compra EDP Renováveis

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 400 acções da EDP Renováveis., ao preço unitário de 6,10€ Esta compra foi feita depois da quebra da resistência na zona dos 6€, que poderá levar a acção pelo menos a casa do 6,30€ onde negociou na ultima quebra da mesma resistência. Como esta resistência/suporte já foi algumas vezes ultrapassada, a sua validade poderá estar em causa e os targets estimados poderão não ser atingidos.
Agora a carteira do blog possui acções da EDPr e do BCP.

Movimento da Carteira BolsaLisboa

quarta-feira, 29 de abril de 2009

ZON paga dividendo

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A Zon aprovou hoje em assembleia geral a distribuição de um dividendo de 0,16€ a partir de 27 de Maio. Este dividendo representa uma redução de 20%, face ao distribuído no ano passado relativo ao exercício de 2007.
As acções perdem o direito ao dividendo no dia 22 de Maio.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sonae distribui dividendos

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A Sonae SGPS anunciou ontem a distribuição de um dividendo de 0,03€ por acção, a partir do dia 20 de Maio, relativo aos resultados de 2008. Apesar da quebra de 70% nos lucros, a empresa optou por distribuir um dividendo igual ao distribuído no ano de 2008,relativo ao exercício de 2007.
A acção vai entrar em "ex-dividendo" no dia 15 de Maio.

Resultados de Hoje

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Hoje foi um dia com 5 apresentações de resultados, referentes ao primeiro trimestre do ano, por parte de empresas cotadas na bolsa nacional.
A Glintt, ex-Pararede, aumentou os seus lucros em 52% para os 806 mil euros, resultado ainda da fusão entre as duas empresas. O volume de venda aumentou 126%, e o valor do EBITDA foi de 10,25 milhões de euros, resultado de um crescimento de 214%.

Os resultados da Reditus também subiram consideravelmente para os 460 mil euros. Este resultado corresponde a uma valorização superior a 200%, reflectindo a integração da empresa Tecnidata. O volume de negócios subiu 36% e o EBITDA melhorou 13,5% para os 1,84 milhões de euros.

Quem teve um prejuízo de 6 milhões de euros foi a Impresa, que registou uma grande quebra nos resultados, depois de no período homólogo do ano passado ter registado também prejuízos, mas de 331 mil euros. As receitas publicitárias diminuíram 25% e o EBITDA também se encontra negativo nos 1,3 milhões de euros.

No Psi-20, a Semapa teve uma quebra nos lucros de 48%, acima das previsões do analistas. Os resultados líquidos foram de 12,8 milhões de euros e o EBITDA cresceu 23% para os 73 milhões de euros. O volume de negócios quebrou 8,2%, enquanto que a divida liquida aumentou 4,4% para os 1,06 mil milhões de euros.

Por último a Portucel tal como a Semapa também apresentou uma descida nos seus resultados líquidos de 29%, mas também acima das previsões dos analistas. A divida liquida é que se agravou com um aumento de 56%, face a um recuo nas vendas de 12,1%.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Curta análise ao Psi-20

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Desde a última analise, as coisas não se alteraram muito nos movimentos do principal índice da bolsa nacional. A tendência dominante no médio prazo é lateral, com o Psi-20 a cotar entre os 5700 e os 7100 pontos. Esta tendência só será alterada quando ocorrer uma quebra das zonas referidas anteriormente, com volumes superiores aos volumes médios registados nos últimos 6 meses.

No curto-prazo a tendência tem-se revelado animadora para muitos investidores, com o Psi-20 a subir dos 5760 para os 6617 pontos, em menos de 2 meses. Esta subida levou a fortes subidas em muitas empresas que compõem o índice, valorizando mais de 50%.
O Psi-20 tem registado consecutivamente topos e fundos relativos cada vez mais altos, dando assim um claro sinal da tendência ascendente dominante de curto-prazo. Uma zona a observar com atenção será nos 6360 pontos, que corresponde ao anterior máximo relativo. Uma quebra desta zona, poderá ditar o fim da tendência de curto-prazo, e um possível teste à zona de resistência nos 5800 pontos.

As quedas continuam ainda a dominar o panorama de longo-prazo, como se pode ver no gráfico abaixo. Um sinal técnico de mudança poderá ser a aproximação da zona entre os 7900 e os 8100 pontos, e se esta zona for quebrada então novas subidas virão.

Antes de se realizar qualquer negócio na bolsa nacional, deve-se analisar o comportamento dos índices da bolsa nacional, para deste modo não ignorar o principal motor das cotações, o mercado. Desta forma poderá evitar fazer negócios contra a tendência, mesmo que a empresa demonstre o contrario, para assim diminuir o seu risco de perdas.