sexta-feira, 24 de abril de 2009

BPI distribui dividendo de 0,0668€

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O BPI vai distribuir a partir do dia 4 de Maio uma dividendo bruto de 0,0668€ por acção, relativo ao exercício de 2008. Este dividendo representa uma diminuição de 63% face ao dividendo distribuído no ano de 2008.
As acções perdem o direito ao dividendo no dia 27 de Abril.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O que fazer às acções do BCP?

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Durante esta semana as acções do BCP já desceram desde os 0,76€ para os 0,70€. Esta descida vem depois de uma forte subida verificada na semana passada, onde as acções subiram mais de 12%. A questão que se coloca é será uma correcção das subidas ou será a continuação da tendência de longo-prazo de descida?

O banco não tem merecido a confiança por parte dos analistas e dos fundos de acções, que durante o ano de 2008 retiraram dos seus portefólios uma grande quantidade de acções do banco. Pelo contrário a petrolífera Angolana Sonangol tem reforçado a sua participação no BCP, e já é o maior accionista do banco com quase 10%.
Os analistas também não estão muito optimistas quanto ao futuro do banco, com 9 a recomendarem a venda e 2 a compra. Os rácios de capitalização e de solvabilidade do BCP não se prevêem bons, e possivelmente o banco irá ser obrigado a um novo aumento de capital, acreditam os analistas.

Tecnicamente as acções do banco encontram-se sem um padrão de curto-prazo definido. A cotação quebrou a linha de tendência descendente de longo-prazo, e após isso a subida foi imediata até aos 0,76€. Mas depois sucederam 3 sessões de quedas de queda consecutivas, que deixam em aberto a possibilidade de uma correcção às subidas, e de uma nova subida para testar a resistência nos 0,86€.
O máximo relativo anterior, na zona dos 0,68€, terá que funcionar como "stop-loss" de curto-prazo, porque se este valor for quebrado um teste aos 0,60€ ou até mesmo aos mínimos absolutos poderá ser feito.

Assim os próximos dias vão ser essenciais para analisar o comportamento do BCP no curto-prazo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Lucros do BPI superam as espectativas

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O BPI apresentou lucros de 50,1 milhões de euros, no primeiro trimestre de 2009, acima da média esperada pelos analistas. Este resultado representa uma queda de 33,8% em relação ao período homólogo do ano de 2008.
Os resultados são francamente positivos, visto que durante o ano de 2008, o BPI vendeu quase 50% da sua participação no Banco Fomento de Angola, contribuindo para aumentar os resultados durante esse ano em quase 130 milhões de euros.
Uma das causas desta descida dos resultados líquidos é a redução em mais de 80% dos lucros com operações financeiras e também a diminuição das receitas provenientes de comissões.
Com estes resultados e apesar da crise económica, o BPI continua com uma situação financeira estável.

domingo, 19 de abril de 2009

Mota-Engil distribui dividendo de 0,11€

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A Mota-Engil aprovou em assembleia o pagamento de um dividendo, relativo ao exercício de 2008, de 0,11€. O dividendo será distribuído a partir do dia 15 de Maio, e a acção irá perder o direito ao dividendo no dia 12 de Maio.

Acontecimentos da Próxima Semana

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Na próxima semana 3 cotadas do Psi-20 vão entrar em "ex-dividend". Já amanha, segunda-feira, as acções da Semapa perdem o direito ao dividendo de 0,255€ brutos, que serão distribuídos a partir do dia 23. A Portugal Telecom desconta na terça-feira, na sua cotação, o dividendo de 0,575€ que será distribuído a partir de 24 de Abril, e na quarta-feira é a vez da REN entrar em "ex-dividend" de 0,165€.
No dia 22 de Abril, o BPI informa acerca dos seus resultados do 1º trimestre de 2009.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Compra BCP

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 4000 acções do BCP, ao preço unitário de 0,703€. Na sessão de ontem os títulos do banco subiram 4,41%, impulsionados pela quebra em alta da linha de tendência descendente que já acompanha as cotações desde finais de 2007.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Más perspectivas para a Teixeira Duarte

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A Teixeira Duarte é uma das empresas da bolsa nacional que tem apresentado maiores dificuldades, neste momento de crise global que atravessamos.
Os resultados apresentados referente ao ano de 2008 não são nada bons, e colocam a empresa com um prejuízo de 349 milhões de euros. Os resultados encontram-se inflacionados pela negativa devido às participações que possui no BCP e na Cimpor, terem desvalorizado bastante, mas se essas participações não forem contabilizadas, os resultados da empresa apesar de tomarem valores positivos, são ainda assim inferiores aos resultados apresentados nos últimos 4 anos.
Mas o rácio que vem mostrar as dificuldades que a empresa vive é a autonomia financeira, que desceu de 25,9% para 12,1%.

Para fazer face às dificuldades, a empresa anunciou na passada semana que irá ocorrer uma reestruturação na empresa, com a possível criação de uma empresa apenas destinada à construção, detida a 100% pela Teixeira Duarte. O seu mercado de actuação e as suas actividades iram permanecer as mesmas.

Os analistas é que não estão optimistas quanto ao futuro da cotação da empresa. Os últimos preços-alvo lançados pelos analistas, encontram-se mais de 50% abaixo da cotação actual da empresa, o que também não transmite nenhuma segurança a futuros accionistas. O BPI e o Santander lançaram os preços-alvo respectivamente de 0,15€ e 0,25€, com a recomendação de "Venda", e muito abaixo da cotação de fecho de hoje nos 0,636€.

Tecnicamente a Teixeira Duarte apresenta uma clara tendência descendente de longo-prazo, iniciada após os máximos atingidos no Verão de 2007. No curto-prazo a tendência é de subida, tal como na maioria da acções da bolsa nacional. Esta subida foi ainda confirmada e impulsionada, após a quebra de uma resistência não muito forte, na zona dos 0,584€.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Venda de EDP Renováveis

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As 500 acções da EDP Renováveis, da carteira BolsaLisboa, foram vendidas hoje por ter sido activado o "stop-loss" nos 5,95€. A quebra da resistência dos 6€ durante a sessão, fez com que muitos stops fossem activados o que levou a cotação a chegar aos 5,85€.
Esta venda representa uma perda de 120€ no capital da carteira.

Beta

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O beta é um indicador que mede a volatilidade de uma determinada acção em relação a um índice de mercado. Este indicador é importante para avaliar o comportamento de uma acção e definir relações risco/rentabilidade. Os movimentos que uma acção sofre devidos a causas externas à empresa, isto é factores que afectam todo o mercado, também podem ser analisados através do indicador Beta.
Quando uma acção da bolsa nacional tem uma correlação de 100% com o Psi-20, isto é tem variações exactamente iguais às variações do índice, esta apresenta um Beta=1 em relação ao Psi-20. Se a acção apresentar um Beta inferior a 1, então o titulo tende a ter variações inferiores às do Psi-20, mas se o Beta for superior a 1, as oscilações da acção serão superiores às do mercado.

Para um Beta superior a 1, quanto maior for mais agressivo vão ser as movimentações do titulo e maiores vão ser as suas variações. No caso de mercados com tendência principal ascendente, a aposta neste tipo de acções com maior risco, apresenta em geral melhores valorizações que o mercado.
Para um Beta inferior a 1, quanto menor for mais conservadores vão ser os títulos. Este tipo de acções são boas apostas para os investidores que querem estar dentro do mercado quando a tendência principal é de quedas, por que em geral as desvalorizações apresentadas por estes títulos são inferiores às do mercado.

Na bolsa nacional, as acções que apresentam um Beta mais próximo de 1 em relação ao Psi-20, são as que representam um maior peso no maior índice nacional, como a Portugal Telecom, o BCP e a EDP. Estes títulos como apresentam um grande peso no índice, individualmente superior a 10%, é normal que as suas variações influenciem bastante as variações do Psi-20, e assim apresentem uma grande correlação com este.
No Psi-20 o títulos mais conservadores, ou com um Beta menor são a Semapa, a Portucel e a Brisa, e por isso mesmo são muitas vezes denominados como títulos defensivos em épocas de quedas no mercado. As suas variações tendem a estar pouco relacionadas com o mercado, como mostram os seus betas de 0,651 0,67 e 0,768 respectivamente.
Pelo contrário os títulos mais agressivos do principal índice da bolsa nacional são a Altri, a SonaeIndustria e a Teixeira Duarte, com betas respectivamente de 1,384 1,254 e 1,248.
A Galp é uma boa surpresa nestes resultados porque apesar de apresentar um peso no Psi-20 de 12,54%, o seu beta é dos mais elevados com 1,214. Este valor deve-se à elevada volatilidade que acompanhou o título após a subida sustentada de mais de 300% até aos 19,50€.

Para os investidores que tem como estratégia principal uma aposta nas subidas do mercado a longo-prazo, uma análise ao beta antes de tomar uma decisão será o mais prudente, para com isto saber o que esperar das variações do titulo em relação ao mercado onde está inserido.

Gráfico de cotações da Semapa e do Psi-20

quinta-feira, 9 de abril de 2009

1º Aniversário da Carteira BolsaLisboa

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A carteira BolsaLisboa completa hoje um ano de existência, com o principal objectivo cumprido.
Depois de um ano concluído, em que a tendência principal da bolsa nacional foi de descida, a carteira consegue apresentar uma valorização superior a 10%. Este era o principal objectivo da carteira a quando da sua criação, bater o principal índice da bolsa nacional.

Como resultado de 38 negócios de compra e venda realizados, a carteira obteve uma rentabilidade de 10,2%, face a uma desvalorização do Psi20 de 39,7%. É verdade que durante alguns meses a carteira teve com 100% de liquidez e nunca foi aplicado todo o capital simultaneamente, mas para fazer cumprir a máxima de "em mercados com tendência principal de descida, a melhor opção é estar do lado de fora", uma valorização superior a 10% torna-se bastante agradável, principalmente quando se vive uma crise financeira.

Neste momento a carteira apresenta 11019,54€, com um saldo inicial de 10000€. Se a carteira replica-se o Psi20 perfeitamente, neste momento apenas teria 6027,45€.
Nos resultados apresentados não estão incluídas quaisquer comissões de compra e venda, nem de manutenção dos títulos. Para simular este ponto e considerando uma comissão média de 6€ por negócio, e uma comissão de guarda de títulos de 25€ anuais, o valor da carteira ficaria reduzido a 10766,54€, o que corresponde a uma valorização de 7,67%.
Este resultado ainda assim fica muito acima dos resultados apresentados pelos fundos de acções nacionais negociados em Portugal, onde a melhor rentabilidade fica para o fundo BPI Portugal com uma variação de -34,59%.

Durante o passado mês foram feitas 3 compras na carteira BolsaLisboa. As acções adquiridas da Sonaecom apresentaram uma valorização de 12,37%, apesar de a venda ter sido realizada antecipadamente ao que estava previsto inicialmente. A compra de acções da Galp não foi bem sucedida, com o "stop-loss" a ser activado, e as perdas a ficarem nos 4,15%. As acções adquiridas da EDP Renováveis, ainda estão em carteira por ainda não terem sido apresentados sinais técnicos de provável queda no curto-prazo. A quebra do suporte nos 6€ poderá ser o sinal de venda das acções.
Durante este mês, com as subidas na bolsa nacional, a carteira aproveitou para realizar alguns negócios. Mas como a tendência principal continua a ser de descida, as cautelas ainda são muitas.

A carteira do blog pretende continuar a obter uma prestação melhor do que a apresentada pelo Psi20 e Psi Geral durante o próximo ano, mantendo o nível de risco médio-baixo.


Movimentos da Carteira BolsaLisboa