sexta-feira, 17 de abril de 2009

Compra BCP

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 4000 acções do BCP, ao preço unitário de 0,703€. Na sessão de ontem os títulos do banco subiram 4,41%, impulsionados pela quebra em alta da linha de tendência descendente que já acompanha as cotações desde finais de 2007.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Más perspectivas para a Teixeira Duarte

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A Teixeira Duarte é uma das empresas da bolsa nacional que tem apresentado maiores dificuldades, neste momento de crise global que atravessamos.
Os resultados apresentados referente ao ano de 2008 não são nada bons, e colocam a empresa com um prejuízo de 349 milhões de euros. Os resultados encontram-se inflacionados pela negativa devido às participações que possui no BCP e na Cimpor, terem desvalorizado bastante, mas se essas participações não forem contabilizadas, os resultados da empresa apesar de tomarem valores positivos, são ainda assim inferiores aos resultados apresentados nos últimos 4 anos.
Mas o rácio que vem mostrar as dificuldades que a empresa vive é a autonomia financeira, que desceu de 25,9% para 12,1%.

Para fazer face às dificuldades, a empresa anunciou na passada semana que irá ocorrer uma reestruturação na empresa, com a possível criação de uma empresa apenas destinada à construção, detida a 100% pela Teixeira Duarte. O seu mercado de actuação e as suas actividades iram permanecer as mesmas.

Os analistas é que não estão optimistas quanto ao futuro da cotação da empresa. Os últimos preços-alvo lançados pelos analistas, encontram-se mais de 50% abaixo da cotação actual da empresa, o que também não transmite nenhuma segurança a futuros accionistas. O BPI e o Santander lançaram os preços-alvo respectivamente de 0,15€ e 0,25€, com a recomendação de "Venda", e muito abaixo da cotação de fecho de hoje nos 0,636€.

Tecnicamente a Teixeira Duarte apresenta uma clara tendência descendente de longo-prazo, iniciada após os máximos atingidos no Verão de 2007. No curto-prazo a tendência é de subida, tal como na maioria da acções da bolsa nacional. Esta subida foi ainda confirmada e impulsionada, após a quebra de uma resistência não muito forte, na zona dos 0,584€.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Venda de EDP Renováveis

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As 500 acções da EDP Renováveis, da carteira BolsaLisboa, foram vendidas hoje por ter sido activado o "stop-loss" nos 5,95€. A quebra da resistência dos 6€ durante a sessão, fez com que muitos stops fossem activados o que levou a cotação a chegar aos 5,85€.
Esta venda representa uma perda de 120€ no capital da carteira.

Beta

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O beta é um indicador que mede a volatilidade de uma determinada acção em relação a um índice de mercado. Este indicador é importante para avaliar o comportamento de uma acção e definir relações risco/rentabilidade. Os movimentos que uma acção sofre devidos a causas externas à empresa, isto é factores que afectam todo o mercado, também podem ser analisados através do indicador Beta.
Quando uma acção da bolsa nacional tem uma correlação de 100% com o Psi-20, isto é tem variações exactamente iguais às variações do índice, esta apresenta um Beta=1 em relação ao Psi-20. Se a acção apresentar um Beta inferior a 1, então o titulo tende a ter variações inferiores às do Psi-20, mas se o Beta for superior a 1, as oscilações da acção serão superiores às do mercado.

Para um Beta superior a 1, quanto maior for mais agressivo vão ser as movimentações do titulo e maiores vão ser as suas variações. No caso de mercados com tendência principal ascendente, a aposta neste tipo de acções com maior risco, apresenta em geral melhores valorizações que o mercado.
Para um Beta inferior a 1, quanto menor for mais conservadores vão ser os títulos. Este tipo de acções são boas apostas para os investidores que querem estar dentro do mercado quando a tendência principal é de quedas, por que em geral as desvalorizações apresentadas por estes títulos são inferiores às do mercado.

Na bolsa nacional, as acções que apresentam um Beta mais próximo de 1 em relação ao Psi-20, são as que representam um maior peso no maior índice nacional, como a Portugal Telecom, o BCP e a EDP. Estes títulos como apresentam um grande peso no índice, individualmente superior a 10%, é normal que as suas variações influenciem bastante as variações do Psi-20, e assim apresentem uma grande correlação com este.
No Psi-20 o títulos mais conservadores, ou com um Beta menor são a Semapa, a Portucel e a Brisa, e por isso mesmo são muitas vezes denominados como títulos defensivos em épocas de quedas no mercado. As suas variações tendem a estar pouco relacionadas com o mercado, como mostram os seus betas de 0,651 0,67 e 0,768 respectivamente.
Pelo contrário os títulos mais agressivos do principal índice da bolsa nacional são a Altri, a SonaeIndustria e a Teixeira Duarte, com betas respectivamente de 1,384 1,254 e 1,248.
A Galp é uma boa surpresa nestes resultados porque apesar de apresentar um peso no Psi-20 de 12,54%, o seu beta é dos mais elevados com 1,214. Este valor deve-se à elevada volatilidade que acompanhou o título após a subida sustentada de mais de 300% até aos 19,50€.

Para os investidores que tem como estratégia principal uma aposta nas subidas do mercado a longo-prazo, uma análise ao beta antes de tomar uma decisão será o mais prudente, para com isto saber o que esperar das variações do titulo em relação ao mercado onde está inserido.

Gráfico de cotações da Semapa e do Psi-20

quinta-feira, 9 de abril de 2009

1º Aniversário da Carteira BolsaLisboa

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A carteira BolsaLisboa completa hoje um ano de existência, com o principal objectivo cumprido.
Depois de um ano concluído, em que a tendência principal da bolsa nacional foi de descida, a carteira consegue apresentar uma valorização superior a 10%. Este era o principal objectivo da carteira a quando da sua criação, bater o principal índice da bolsa nacional.

Como resultado de 38 negócios de compra e venda realizados, a carteira obteve uma rentabilidade de 10,2%, face a uma desvalorização do Psi20 de 39,7%. É verdade que durante alguns meses a carteira teve com 100% de liquidez e nunca foi aplicado todo o capital simultaneamente, mas para fazer cumprir a máxima de "em mercados com tendência principal de descida, a melhor opção é estar do lado de fora", uma valorização superior a 10% torna-se bastante agradável, principalmente quando se vive uma crise financeira.

Neste momento a carteira apresenta 11019,54€, com um saldo inicial de 10000€. Se a carteira replica-se o Psi20 perfeitamente, neste momento apenas teria 6027,45€.
Nos resultados apresentados não estão incluídas quaisquer comissões de compra e venda, nem de manutenção dos títulos. Para simular este ponto e considerando uma comissão média de 6€ por negócio, e uma comissão de guarda de títulos de 25€ anuais, o valor da carteira ficaria reduzido a 10766,54€, o que corresponde a uma valorização de 7,67%.
Este resultado ainda assim fica muito acima dos resultados apresentados pelos fundos de acções nacionais negociados em Portugal, onde a melhor rentabilidade fica para o fundo BPI Portugal com uma variação de -34,59%.

Durante o passado mês foram feitas 3 compras na carteira BolsaLisboa. As acções adquiridas da Sonaecom apresentaram uma valorização de 12,37%, apesar de a venda ter sido realizada antecipadamente ao que estava previsto inicialmente. A compra de acções da Galp não foi bem sucedida, com o "stop-loss" a ser activado, e as perdas a ficarem nos 4,15%. As acções adquiridas da EDP Renováveis, ainda estão em carteira por ainda não terem sido apresentados sinais técnicos de provável queda no curto-prazo. A quebra do suporte nos 6€ poderá ser o sinal de venda das acções.
Durante este mês, com as subidas na bolsa nacional, a carteira aproveitou para realizar alguns negócios. Mas como a tendência principal continua a ser de descida, as cautelas ainda são muitas.

A carteira do blog pretende continuar a obter uma prestação melhor do que a apresentada pelo Psi20 e Psi Geral durante o próximo ano, mantendo o nível de risco médio-baixo.


Movimentos da Carteira BolsaLisboa

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Horário de Páscoa

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Na próxima sexta-feira a bolsa nacional, o mercado Euronext e as bolsas dos EUA irão estar encerradas devido ao feriado de Sexta-Feira Santa. Na segunda-feira após a Pascoa também estarão encerradas excepto nos EUA onde funcionará com o horário normal.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Jerónimo Martins paga dividendo

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A Jerónimo Martins vai distribuir o seu dividendo de 0,11€ a partir do dia 6 de Maio.
No dia 2 de Maio a acções perdem o direito ao dividendo e a cotação corrige automaticamente no inicio da sessão.

3 Grandes na Bolsa

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Os três grandes do futebol Português nunca se mostraram muito adeptos dos bons resultados em bolsa. Uma das grandes causas para isto são as grandes falhas a nível financeiro, como os enormes valores de dívidas ao fisco e os muitos anos consecutivos de prejuízos nas suas contas.
Apesar dos clubes nunca transparecerem as suas dificuldades económicas, fazendo assim uma gestão de "mãos cheias" e engordando cada vez mais o mundo do futebol nacional, a verdade é que estas existem, e um dia este modelo de gestão futebolístico a nível nacional vai ter que sofrer um grande revés para se conseguir tornar sustentável.

O Futebol Clube do Porto entrou em bolsa no ano de 2000, com as acções a negociarem nos 5,23€ no primeiro dia, mas até ao fim de 2001 a liquidez dos títulos foi bastante reduzida. Os títulos começaram logo o seu percurso descendente até ao ano de 2003 onde uma subida das cotações levou o FCP novamente para perto da zona dos 5€. Mas infelizmente para os accionistas do clube, este foi o único período de subidas nas suas acções, que continuaram o seu percurso descendente até ao dia de hoje onde estão cotadas a 1,40€.
Uma zona de suporte em torno dos 1,30€ será para vigiar, porque se a cotação quebrar consistentemente esta zona, o caminho será ainda mais para sul, atingindo novos mínimos. A única zona de resistência que identifico ainda está longe do intervalo de negociação dos últimos meses, tendo a cotação que subir bastante para a alcançar, na zona dos 2,41€.

O SCP também entrou em bolsa no ano de 2000 com a cotação de 4,19€. Tal como no FCP, o Sporting nunca apresentou uma tendência claramente ascendente em todo o seu histórico na bolsa nacional. Com um gráfico de cotações em muito semelhante ao do FCP, a tendência de longo prazo tem sido de quedas, e não se identifica nenhum suporte que possa abrandar a queda da cotação nos próximos tempos.

O SLB tem uma história na bolsa nacional bem mais recente, com a sua entrada em bolsa a ser realizada no ano de 2007, com um preço por acção de 6€. Após o inicio da negociação dos títulos surgiram diversas notícias especulativas sobre o Benfica e a sua operação de dispersão de capital em bolsa, que levaram a uma grande volatilidade das cotações, chegando a cotar nos 2,65€ e nos 6,11€ no espaço de 3 meses.
Após esses movimentos, a cotação estabilizou em torno dos 2€ com uma consequente diminuição do volume de negociação. Pode-se assim dizer que o SLB encontra-se num movimento de lateralização desde o inicio de 2008. Neste momento a cotação está a efectuar novos mínimos absolutos, podendo significar novas quedas no curto-prazo.


Esta pequena analise mostra que uma entrada longa nos títulos de um dos 3 grandes, terá que ser feita mais pelo amor à camisola do que por uma questão técnica e racional.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mota com resultados acima das espectativas

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Os resultados divulgados pela Mota-Engil, ficaram acima das previsões dos analistas. Os lucros recuaram 68,7% para os 30,6 milhões de euros e o EBITDA subiu 25,3% para 311 milhões de euros. No ano de 2007 a empresa liderada por Jorge Coelho obteve um encaixe extraordinário nos seus cofres, devido ao IPO da Martifer. Se não for tido em conta esse ano, os resultados apresentados estão em linha com os resultados de 2006, e a diminuição de lucros não foi tão grande como aparenta.
A carteira de encomendas da empresa atingiu o valor mais alto de sempre, durante o ano de 2008, e segundo o CFO Eduardo Rocha este valor irá aumentar cerca de 10% para o ano de 2009.
O grande problema de Mota-Engil é o continuo aumento do endividamento, que já atinge os 903 milhões de euros.

Os negócios da empresa no território nacional ainda têm um elevado peso no seu volume de total de negócios, apesar de uma forte aposta noutros mercados como Angola e Polónia.
Com o arranque de uma nova fase de obras públicas a nível nacional, como o novo aeroporto, o TGV e as novas barragens, as grandes empresas de construção poderão ver ai uma nova oportunidade de relançar as suas contas, garantindo com estes projectos não uma rápida melhoria da situação da empresa, mas sim uma garantia para o futuro. A Mota-Engil já anunciou que vai entrar na corrida para a construção do troço de TGV entre Lisboa e Poceirão, que inclui a terceira travessia do Tejo.

Estas novas obras a nível nacional, não irão ter grande influencia na maioria das empresas de construção em Portugal, que por serem micro e pequenas empresas não tem capacidade para concorrer a grandes projectos. Como este tipo de empresas vive essencialmente do mercado da habitação, e este encontra-se em recessão, com as vendas a diminuírem bastante, os próximos tempos não se antevêem fáceis para este sector.

Tecnicamente a Mota-Engil encontra-se num padrão de lateralização no curto-prazo. No longo-prazo a tendência principal continua a ser de descida, como de pode ver pela grande descida depois do máximo feito no verão de 2007 nos 8,35€.
Para a tendência de longo-prazo se alterar para o lado das subidas, a cotação terá que subir ainda bastante e enfrentar a zona de resistência nos 3,50€. Para pelo contrário, para a tendência principal voltar a ser confirmada, basta uma quebra do suporte nos 2,09€ e a cotação poderá visitar os mínimos de 2004, onde cotou a 1,55€.

terça-feira, 31 de março de 2009

Dividendos

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O BCP e a Brisa anunciaram hoje o dia da distribuição de dividendo.
O dividendo de 0,017€ anunciado pelo BCP vai ser entregue aos accionistas no dia 16 de Abril, e as acções entram em "ex-dividendo" no dia 13 de Abril, logo a partir deste dia os investidores que comprarem acções do Banco não irão ter direitos ao dividendo.
Na Brisa o dividendo de 0,31€ vai ser entregue no dia 30 de Abril, e as acções perdem o direito ao dividendo no dia 27 de Abril.