quinta-feira, 5 de março de 2009

EDP paga dividendo de 0,14€

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As expectativas dos analistas financeiros, para os resultados da EDP no ano de 2008, já eram elevadas, mas os resultados anunciados hoje conseguiram superá-las, com a empresa liderada por António Mexia a conseguir lucros de 1091 milhões de euros. Este resultado obtido é o melhor de sempre da empresa e representa uma subida de 28% face ao ano anterior.
Com estes bons resultados, a EDP vai propor em Assembleia Geral, a distribuição de dividendos no valor de 14 cêntimos por acção, representando um "dividend yeld" de 5,95%.
Apesar de tudo, a EDP no dia de hoje foi uma das mais castigadas com uma queda de 3,56%, acumulando assim uma desvalorização de 12,80% desde o inicio do ano.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Galp paga dividendo de 0,1703€

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A Galp apresentou hoje os seus resultados, referentes ao ano de 2008, que foram superiores às expectativas da maioria dos analistas. Um aumento de 14,2% nos lucros, face ao ano anterior, resultou numa segunda distribuição de dividendo aos accionistas, relativo ao ano de 2008. Com o dividendo anunciado hoje e o dividendo entregue em Outubro, a Galp regista assim um "dividend yeld" de 3,8%.
A taxa criada sobre as reservas petrolíferas já começa a retirar dinheiro às empresas. A Galp pagou durante o ano de 2008 33 milhões de euros sobre a forma de "imposto Robin dos Bosques", mesmo assim um montante inferior ao estimado pelo governo de 100 milhões de euros. Assim começa um novo e fácil financiamento por parte do governo, que reduz assim as possibilidades de crescimento da Galp de forma a conseguir competir com as principais petrolíferas mundiais.
Os resultados da Galp estiveram bem reflectidos na sua cotação desde o inicio do ano, conseguindo uma valorização de 17%, contrariando assim a tendência da bolsa nacional.

domingo, 1 de março de 2009

Acontecimentos da semana

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A apresentação de resultados relativos ao ano de 2008 vai continuar durante próxima semana. Na quarta-feira, após o fecho do mercado, é a vez da Galp e da Zon Multimédia para apresentação dos seus resultados; na quinta-feira será a EDP e na sexta-feira a Jerónimo Martins.
Na quinta-feira também será decidido a nova taxa de juro na zona Euro, por parte do BCE, e também do Reino Unido.
Durante toda a semana serão ainda anunciados alguns índices dos EUA, que servirão para avaliar a evolução da crise que se atravessa.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A Tendência Continua

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Após a quebra da linha de tendência ascendente, que o índice Psi-20 vinha a formar até à semana passada, as sessões negativas tem sido uma constante. Em 8 sessões que passaram, 5 delas foram negativas e 3 positivas, com o Psi-20 a acumular uma perda superior a 3% desde a rotura da linha de tendência no dia 17.
Apesar de várias sessões negativas nos últimos dias, o cenário na bolsa nacional apresenta-se mais calmo face a outros períodos desta escalada negativa de cotações nos mercados mundiais. A quebra da linha de tendência ascendente aconteceu próximo do vértice do triângulo simétrico formado, o que reduz a sua validade, na análise técnica. A quebra também não foi confirmada com volumes de negociação altos, fazendo com que as sessões seguintes se tornem imprevisíveis do ponto de vista técnico.
Com este cenário o maior índice da bolsa nacional poderá não voltar a atingir novos mínimos, como seria de esperar, mas sim começar a lateralizar entre os 5830 pontos e um topo ainda não definido pelo mercado.
A tendência principal continua a ser de quedas na bolsa nacional.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Dividendos, Sim ou Não?

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A distribuição de dividendos por parte das empresas cotadas em bolsa, é uma prática comum dentro dos mercados financeiros. Quando são conhecidos os resultados de uma empresa, e esta obtêm lucros, é feita uma proposta de distribuição de uma parte desses lucros pelos accionistas na forma de dividendos. No dia em que as acções deixam de ter o direito a dividendo, dia de "ex-dividendo", ocorre uma correcção na cotação, de valor igual ao dividendo distribuído por acção.

Os dividendos são uma receita que o investidor obtém sem necessitar de fechar a sua posição. Assim quanto maior for a taxa de dividendo de uma determinada empresa, maior vai ser a receita dos accionistas da empresa por cada distribuição de dividendos. Os dividendos também são um sinal de saúde financeira de uma empresa, que ao retribuir uma parte dos lucros aos accionistas, dispensa o uso do capital em necessidades de curto-prazo.

Os dividendos têm uma fiscalidade penalizadora, com 20% dos mesmos a serem retidos na fonte, antes de serem colocados nas mãos dos accionistas. Assim no dia de "ex-dividendo", o accionista ganhou 80% do dividendo por cada acção que possui, mas a cotação da empresa perdeu 100% do dividendo, o que dá uma perda total de 20% do dividendo para o accionista. Se no dia de "ex-dividendo" o accionista exercer o seu direito de venda das acções, a sua perda será de 20% do dividendo, comparativamente à venda na sessão anterior, excluindo variações da cotação resultantes das ofertas de compra e venda. No caso da empresa não proceder à distribuição de dividendos, as únicas perdas, do lado de fora dos mercados, a que o accionista está sujeito são a tributação das mais-valias, que apenas ocorrem no caso de possuir os títulos durante um período inferior a 12 meses.

Apesar de existirem grandes investidores que apenas possuem acções de empresas generosas na distribuição de dividendos, por afirmarem que são estas que dão os maiores retornos no longo prazo, no lado da fiscalidade o accionista fica a ganhar se os mesmos não forem distribuídos. Se a empresa optar por não distribuir dividendos, o capital que fica na sua posse e não é distribuído poderá ser aplicado na criação de valor para a empresa, e assim contribuir para o aumento das cotações da mesma.

No dia de hoje a FED pediu aos bancos para diminuir ou mesmo eliminar a distribuição de dividendos, de modo a não utilizarem os recursos disponibilizados pelos bancos centrais, em medidas que não contribuem para a melhoria da situação económica mundial. Esta medida vem assim realçar o porquê da necessidade de distribuição de dividendos, numa época de crise económica em que vivemos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Semana negativa na Bolsa Nacional

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A semana terminou com mais um dia de quedas na bolsa nacional. O Psi-20 fechou a perder 2,21% para os 6021,44 pontos, num dia em que apenas a Portugal Telecom, a Semapa e a REN valorizaram.
Industria, que chegou mesmo a atingir um mínimo histórico, nos 1,395€, equivalente a uma desvalorização superior a 9% no dia de hoje. No fecho, a Hoje em destaque, pela negativa, durante toda a sessão esteve a SonaeSonae Industria conseguiu reagir bem, fechando "apenas" com uma perda de 5,97%, trocando assim de posições com a Cimpor, que ficou a mais penalizada do dia, desvalorizando 7,53%. Esta perda da Sonae Industria é consequência do anúncio de resultados realizado no dia de ontem após o fecho da sessão, onde a empresa liderada por Carlos Bianchi de Aguiar registou prejuízos de 108 milhões de euros, resultado de um aumento de custos e diminuição de vendas.
Na Europa o cenário foi semelhante no dia de hoje, com o DAX e o CAC 40 a perderem mais de 4% e o IBEX35 mais de 3%.

Esta semana ficou marcada pelas quedas na bolsa nacional e um pouco por toda a Europa. Após a quebra da linha de tendência ascendente, que o Psi-20 vinha a formar, o cenário de continuação da tendência principal de descida era previsível, tal como já tinha referido no inicio da semana.
O Psi-20 perdeu mais de 6%, com todos os dias a serem negativos para o principal índice da bolsa nacional.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

PT paga dividendo de 0,575€

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Após o anuncio de resultados, antes da abertura da sessão, a PT anunciou a proposta de distribuição de dividendo ao accionistas no valor de 57,5 cêntimos, que corresponde a um "dividend yeld" de 9,1%.
Os resultados da empresa foram superiores às expectativas dos analistas, com os resultados líquidos a descerem 21,6% e o EBITDA a subir 3,7%. No quarto trimestre de 2008 os resultados da PT foram bastante animadores com os lucros a aumentarem mais de 100%.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Psi-20 em queda

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Hoje o Psi-20 quebrou em baixa o triângulo simétrico que vinha a realizar. Esta quebra da linha de tendência ascendente, que definia o triângulo, terá ainda que ser confirmada no dia de amanhã. Caso o dia de amanhã feche abaixo da linha de tendência, e os volumes confirmem o movimento, nos próximos dias o índice nacional poderá cair mais, atingido assim novos mínimos.
A economia está a dar sinais de abrandamento reflectindo-se no mercado, com o sector da banca bastante fragilizado a liderar as perdas na Europa e nos EUA. Torna-se difícil assim acreditar em subidas, com a maioria dos investidores a estar bastante pessimista quanto ao rumo dos mercados. Nestas alturas entradas longas terão que ser muito bem definidas, com stops bastante apertados.

BCP distribiu dividendo de 0,017€

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O BCP vai distribuir um dividendo de 1,7 cêntimos, referente ao exercício de 2008. Este valor representa uma quebra de quase 50% face ao dividendo distribuído referente ao exercício de 2007 e de 72% face ao dividendo referente ao exercício de 2006.
Este anúncio surge em simultâneo com o anuncio dos resultados referentes ao ano de 2008, na qual o banco obteve um resultado liquido de 201,2 milhões de euros, inferior em 64,3% face ao ano de 2007, mas em linha com as previsões dos analistas.
No dia de hoje, apesar do anuncio ter sido apenas após o fecho da sessão, o BCP foi das cotadas que mais perdeu, desvalorizando 6,45% para os 0,725€, num dia fortemente marcado pela quedas nas bolsas mundiais.

La Caixa a controlar mais de 30% no capital do BPI

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O BPI tem estado a sofrer algumas alterações na sua estrutura accionistas. O Banco Espanhol La Caixa, com várias aquisições nos últimos tempos, já controla 30,032% no capital do BPI. O Banco não quer ficar por aqui e já afirmou que pretende chegar ao limite máximo de 33,33% imposto pelo Banco de Portugal. Uma tomada de posição destas só vem reforçar os rumores de uma tentativa de controlo do BPI por parte do La Caixa, lançando uma oferta publica de aquisição, para com isso conseguir obter mais de 50% no capital do banco. Os administradores do Banco descartam essa hipótese, tal como alguns analistas, mas o mercado não a coloca de lado, com muitos dos investidores a alienarem acções do BPI com a expectativa de uma OPA e consequente subida das acções do banco liderado por Fernando Ulrich.
A Santoro Financial também adquiriu 9,69% do capital do BPI, que estava nas mãos do BCP. Esta compra, segundo os analistas, poderá gerar um cenário de aquisições e fusões no futuro.
Os restantes pesos pesados no capital do BPI são o Banco Itaú, com um controle de 18,9% do capital e a Allianz com 8,9%.

O BPI foi a primeira empresa cotada no Psi-20 a anunciar os resultados referentes ao ano de 2008. Estes ficaram abaixo das expectativas dos analistas, com o resultado liquido a ser inferior em 57,7% face ao ano anterior, penalizado com a desvalorização da sua posição no BCP. Face aos resultados, os analistas actualizaram em baixa os preços-alvo para o banco.

Tecnicamente o BPI encontra-se a negociar dentro de um canal descendente. No dia de ontem o topo do canal foi atingido e a reacção do mercado no dia de hoje foi em baixa, com o BPI a perder 3,85%. Como no dia de hoje, o volume de acções negociadas foi baixo, o movimento tem pouca validade, o que poderá resultar num novo teste à quebra do canal em alta. Se tal vier a acontecer o BPI poderá ter um cenário positivo no curto-prazo.