segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mais Petróleo para a Galp

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Hoje foi anunciada mais uma descoberta de petróleo, por parte do consorcio da Petrobras e Galp, ao largo de Pontiguar. Esta descoberta vem no seguimento de uma serie de pequenas descobertas nos últimos meses, resultado da aposta realizada na sondagem e exploração ao largo das águas Brasileiras. A descoberta foi feita em 3 blocos, mas não existe qualquer garantia ou viabilidade da sua qualidade e exploração.

Com a instabilidade a imperar na bolsa nacional, e o receio de novas quedas no futuro próximo, o mercado não tem reagido a noticias como esta. Com a quantidade de noticias que têm surgido sobre novas descobertas de petróleo, o mercado já as tornou banais, e não mostra qualquer reacção como fica demonstrado no dia de hoje onde a Galp foi das empresas que mais perdeu dentro do Psi-20, com uma desvalorização de 2,18%.

Tecnicamente a Galp encontra-se dentro de um triângulo ascendente. Uma quebra da linha de tendência ascendente poderá ditar novos mínimos para a empresa, enquanto que uma quebra da resistência em torno dos 9€ dará um novo animo às cotações da empresa.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Acontecimentos da Próxima Semana

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Amanhã, dia 2 de Fevereiro, o Santander vai estar a cotar em ex-dividendo de 0,12294€, depois do anuncio de um resultado liquido no ano de 2008 superior a 8 mil milhões de euros, ainda assim inferior ao de 2007.
Os dia 3, 4,5 e 6 serão dias de anúncios de resultados para muitas grandes empresas estrangeiras, como a farmacêutica Merck e Roche, a petrolífera BP, o grupo Scania, Motorola e tecnológica Cisco.
Também com a entrada em ex-dividendo de muitas empresas no panorama internacional, será de esperar um pequeno recuo dos mercados durante a semana, como consequência directa.
No dia 5 (quinta-feira), haverá nova reunião do BCE e BoE, esperando-se a manutenção da taxa de juro na zona Euro nos 2%, enquanto que no Reino Unido espera-se uma diminuição da taxa de juro dos actuais 1,5% para 1%.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Resultados de 2008

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Deixo aqui as datas do anúncio dos resultados do ano de 2008, por parte de algumas empresas cotadas na bolsa nacional:

BCP
17-Fev
BES
29-Jan
BPI
23-Jan
Brisa
27-Fev
Cimpor
17-Mar
EDP
05-Mar
Galp
04-Mar
Impresa
12-Mar
Jerónimo Martins 06-Mar
Mota-Engil 02-Abr
Novabase 17-Fev
PT
18-Fev
Sonae
17-Mar
Sonaecom 09-Mar
ZON
06-Mar

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Curta análise ao Psi-20

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Os dias de subida na bolsa nacional acabaram rapidamente, após novos anúncios de dados económicos negativos um pouco por toda a Europa e Estados Unidos. Em Portugal os últimos dois trimestres do ano de 2008 foram de crescimento negativo, o que ditou o fim das subidas do novo ano na bolsa nacional, voltando assim o Psi-20 a sua tendência de longo-prazo.
Os volumes de negociação têm sido inferiores à média dos últimos meses de 2008, com a recuperação após período de Natal e Ano-Novo, onde habitualmente os investidores se afastam um pouco dos mercados, a ser muito lenta.

No dia de hoje o Psi-20 perdeu mais de 3%, sendo um dos índices com menores perdas na Europa. Apesar disso as médias móveis dos 20 e 50 dias foram cruzadas em queda, dando mais um sinal de saída aos investidores, o que poderá resultar numa corrida às vendas no dia de amanhã.
O índice tem negociado dentro de um triângulo definido por uma linha de tendência descendente superior e uma linha de tendência ascendente inferior. No caso de a negociação se manter dentro do triângulo, o Psi-20 poderá ter mais uma ou duas sessões em queda, para quando tocar na linha de tendência inferior, perto dos 6100 pontos, inverter o sentido e voltar aos ganhos. No caso deste cenário acontecer, não pense o investidor que as subidas na bolsa nacional iram perdurar, porque a negociação do índice encontra-se próximo do fim do triângulo, e consequentemente próximo da quebra de uma das linhas de tendência que o definem. No caso da quebra acontecer já nos próximos dias pelo lado inferior, então novos mínimos serão feitos, mas se a quebra for no sentido oposto, dos ganhos, então a tendência de curto-prazo poderá mudar, e as subidas poderão regressar.


sábado, 10 de janeiro de 2009

Será que devo comprar?

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Esta provavelmente será a pergunta que passa todos os dias pela mente de todos os investidores, ou pelo menos dos menos experientes nos mercados financeiros. Quando durante a sessão surgem boas oportunidades de negócio aos nossos olhos, mas a incerteza é o factor dominante, então qualquer que seja a opção tomada será sempre tomada com pouca segurança.
Para os investidores que apostam com vista ao longo-prazo, as incógnitas quanto a possíveis mudanças nos fundamentais da empresa ou na tendência geral do mercado, deixam sempre um factor de incerteza no negócio. Para os investidores de curto-prazo ou "daytraders", que muitas vezes tomam as suas posições com alavancagem, esse factor torna-se ainda maior devido à grande possibilidade do mercado responder para o lado contrário da opinião do investidor , ou mesmo do factor de multiplicação de perdas a que estão sujeitos.
Quantos não são os investidores que depois de realizar um negócio com uma grande mais-valia, e devido ao clima interior de euforia, realizam novos negócios, muitas vezes com poucas ou nenhumas razões ou justificações para o fazer, resultando em perdas. A vontade de ganhar cada vez mais no menor espaço de tempo poderá trazer precisamente o contrário ao investidor.

Para evitar este tipo de comportamento, que não leva o investidor ao seu principal objectivo de rentabilizar o capital investido, devem ser cumpridas algumas boas práticas de investimento.
A tomada de decisões quanto à abertura ou fecho de posições deverá ser feita fora do período de negociação. A flutuação das cotações durante a sessão, poderá influenciar a tomada de decisões por parte do investidor, levando-o a tomar a decisão contrária à que estava anteriormente "pensada". No final da sessão, ou de várias sessões de negociação, quando o títulos estiver a seguir o caminho pensado inicialmente, então o investidor irá lamentar a sua mudança de atitude durante a sessão inicial.
Ao admitir a abertura de uma posição no mercado, o investidor terá que ter em mente o preço ao qual irá abrir a posição, e o porquê de tal preço e não outro. O preço de fecho da posição também deve ser definido inicialmente, podendo ser obtido por uma análise fundamental à empresa, uma análise técnica às cotações, ou até mesmo por uma garantia de satisfação das mais-valias obtidas. Quando estes preços não são definidos, o investidor poderá estar sempre na esperança de obter maior rentabilidade com o passar do tempo, deixando assim passar as oportunidades do mercado. Também poderá acontecer que depois de fechada a posição, o título continue com a tendência assumida inicialmente, fazendo com que o investidor perde-se a hipótese de aumentar ainda mais a sua rentabilidade. Neste caso o principal objectivo, de ganhar dinheiro, foi cumprido, e as regras adoptadas fizeram apenas diminuir o risco e a incerteza do negócio.
Assumindo a máxima perda admitida com a posição ("stop loss"), no instante inicial da tomada de decisão, obtêm-se um maior controlo sobre o título, e diminui as preocupações do investidor. As posições que se arrastam com perdas continuadas, para muitos dos investidores de longo-prazo, são assim evitadas.


Este tipo de práticas servem apenas para diminuir a influência do lado menos lógico e racional do investidor, que na maioria das vezes apenas interfere negativamente nas decisões tomadas.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

9º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Com o bom arranque do ano de 2009 na bolsa nacional, a carteira BolsaLisboa aproveitou para realizar mais-valias, com a compra de alguns títulos.
Durante o mês foram comprados os títulos da Sonae Industria, PT e EDP Renováveis. Apenas a PT resultou numa menos valia, enquanto que os títulos da Sonae Industria e EDPr foram ambos vendidos com valorizações superiores a 7%.
Apesar dos ganhos da carteira, o Psi-20 e Psi Geral conseguiram uma valorização superior desencadeada por um "rally" de início de ano.

Venda de EDP Renováveis e Sonae Indústria

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a venda de todos os títulos da EDP Renováveis e Sonae macroeconómicos que vão chegando, e uma antecipação dos resultados das empresa para o ultimo trimestre do ano. No dia de ontem o índice Norte-Americano S&P500 fechou a cair 3%, e no dia de hoje o índice Japonês NIKKEI fechou a cair quase 4%.
Ambos os títulos foi vendidos no leilão de abertura, com os da Sonae Indústria a serem vendidos a 1,645€ e da EDPr a 5,84€.
Indústria. Esta venda foi realizada devido ao receio de novas quedas na bolsa nacional, impulsionadas pelos dados

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Compra EDP Renováveis

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 500 títulos da EDPr, com um preço unitário de 5,433€. Esta compra foi feita após a quebra de uma importante resistência nos 5,25€, no dia de ontem.
De destacar também os títulos da Sonae Indústria, da carteira, que já seguem a valorizar mais de 10%.

Movimentos da Carteira Bolsa Lisboa

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mota-Engil

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A Mota-Engil é a maior empresa de construção civil e obras publicas Portuguesa. O nome da empresa surgiu depois do grupo Mota ter lançado uma oferta pública de aquisição sobre o capital da Engil SGPS, no ano 2000, dando um novo fôlego à empresa presidida por António Mota, que não mais parou de crescer. Em 2005 entrou para o Psi-20, sendo nessa altura a única empresa ligada ao ramo da construção no principal índice da bolsa nacional.·
Este ano, com a entrada de Jorge Coelho para CEO da Mota-Engil, as cotações da empresa na bolsa nacional animaram, num ano marcado pelas quedas. Em Março, depois do anúncio da sua entrada para a empresa, a cotação começou a subir só parando 2 meses depois, com uma valorização de 40%. Mas como é difícil contrariar a tendência dos mercados, a Mota-Engil continuo o ano com novas quedas, chegando a cotar a valores do primeiro trimestre de 2005.
Os resultados da empresa no terceiro trimestre do ano foram acima das expectativas dos analistas, com um aumento do volume de negócios de 39%, um aumento do EBITDA em 15,3% e uma carteira de encomendas que atinge os 2200 milhões de euros. No entanto os lucros da empresa caíram 84,5%, e o seu endividamento aumentou, resultado de um forte investimento efectuado nos primeiros 9 meses do ano.
Nos últimos meses a família Mota e a empresa Mota-Engil tem reforçado a sua posição através da compra de acções próprias, com o dia de hoje a ser marcado por mais um reforço, num dia em que também foi finalizada a compra de 24,2% do capital da Lusoponte. Com estas notícias, a Mota-Engil teve hoje um dia positivo, dentro do dia positivo que foi para a bolsa nacional, subindo 6,26% para os 2,476€.

A caixa BI no mês de Dezembro, desceu o seu preço alvo em quase 13% para os 6,05€, mantendo mesmo assim uma margem de subida de 164%.
A crise do sector imobiliário que se fez sentir durante o passado ano, só se irá sentir mais fortemente nas empresas de construção durante o ano de 2009, com uma previsão de diminuição da construção um pouco por todo o mundo. A Mota-Engil não terá assim um ano fácil pela frente.
A empresa apresenta um PER de 20,73, uma valorização no último ano de -49,50% e uma taxa de dividendo de 4,44%.

Como a lei dos mercados é a mais forte, e são os investidores que definem a cotação em bolsa das acções, a Mota-Engil apresenta uma correlação com o Psi-20 de 1,145, tendo apenas registado um desvio em relação ao Psi-20 com a entrada do novo CEO Jorge Coelho.

- Variações do índice Psi-20(cor clara) e Mota-Engil (cor escura).

Tecnicamente a Mota-Engil não apresenta nenhum suporte ou resistência relevante. Uma subida acima da zona entre os 2,80€ e 2,90€ dará ao titulo um novo animo, abrindo caminho para uma chegada a um possível "target" nos 3,50€ (zona de transacção no período entre Junho e Setembro). A tendência de longo-prazo continua a ser de descida.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Mês de Dezembro positivo

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O índice nacional Psi-20, fechou o mês de Dezembro com uma variação positiva de 0,42%. Apesar de ser uma valorização modesta, em tempos de incerteza como o que atravessamos, este tipo de sinais são sempre bem vindos, trazendo assim mais confiança ao investidor.
O Psi Geral também fechou o mês de Dezembro com uma valorização de 0,97%.

Estes resultados foram contra as expectativas dos leitores do blog( http://bolsalisboa.blogspot.com/2008/12/ser-o-ms-de-dezembro-positivo-para-o.html ), que numa sondagem efectuada no passado mês, 75% dos participantes acreditava numa desvalorização do Psi-20 durante o mês de Dezembro.
No dia de hoje o principal índice da bolsa nacional, quebrou a zona de negociação que vinha fazendo desde finais do mês de Novembro, entre os 6100 e 6350 pontos, fechando nos 6427,51 pontos. Este poderá ser mais um bom sinal para as próximas semanas de inicio de 2009, que poderão oferecer mais valorizações aos investidores. Apesar disso, não se pode afirmar um fim das quedas na bolsa Portuguesa, porque mesmo com a quebra em alta do dia de hoje, a tendência principal de curto prazo do Psi-20, é a lateralização.
Com a perspectiva de um aumento do volume de negociações para a próxima semana, devido ao fim da época festiva de natal e ano novo, poderá ocorrer uma forte subida na bolsa nacional durante a próxima semana.

O S&P500, um dos principais índices dos EUA, fechou o dia de hoje também com uma quebra positiva de uma resistência de curto prazo nos 920 pontos. Assim foi aberto o "caminho" para uma nova incursão até ao 1000 pontos.