quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Compra PT e Sonae Indústria

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 400 acções da Portugal Telecom e 2000 acções da Sonae Indústria. As acções da PT foram adquiridas a 6,159€ e as acções da Sonae Indústria a 1,532€, perfazendo um total de 5527,60€.
Esta compra foi feita após o corte das taxas de juro por parte da FED em 75 pontos base, reduzindo assim para os 0,25%. Esta notícia poderá ser o catalisador para novas subidas nos mercados, durante os próximos dias, dando assim alegrias a muitos investidores nesta época de Natal. Tecnicamente a PT validou novamente uma linha de tendência crescente, que vem formando desde os fins de Outubro, ultrapassando mesmo a média móvel dos 20 e dos 50 dias. A Sonae Indústria reagiu bem ao suporte nos 1,50€, abrindo hoje em alta, quebrando assim um ciclo de 3 sessões de aberturas e fechos entre os 1,51€ e 1,53€.
Com a instabilidade que tem ocorrido nos mercados financeiros, os stops colocados são apertados, de forma a minimizar perdas. Desta forma as posições poderão ser fechadas já amanhã, se o dia não for favorável.
A PT fechou hoje nos 6,28€ e a Sonae Indústria nos 1,55€.


Movimentos da Carteira BolsaLisboa

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Será o mês de Dezembro positivo para o Psi-20?

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Esta foi a sondagem efectuada aos leitores do blog, durante a passada semana, onde foram obtidos os seguintes resultados:


O sentimento negativo continua a predominar no mercado nacional, com a maioria dos participantes a acreditar em mais quedas no Psi-20 para o mês de Dezembro. Apesar do mês de Dezembro estar a ser marcado por lateralização na bolsa nacional, com o Psi-20 a perder menos de 4% e muitos analistas a apontarem uma correcção positiva até ao fim do ano, o volume negociado tem sido muito baixo, deixando prever movimentos pouco consistentes, não influenciando a tendência geral do mercado durante os próximos dias.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Santander, onde comprar

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O banco Santander foi criado no século XIX, na cidade que lhe deu o nome, em Espanha. A partir daí o banco nunca parou de crescer, tendo passado de um banco regional, para um banco nacional e nos dias de hoje é já um dos maiores 10 bancos mundiais. Em Portugal o banco tem o nome de Santander Totta, por resultar de uma fusão entre o Banco Santander, o Banco Totta & Açores e o Crédito Perdial Português.

Com a globalização do banco, torna-se possível adquirir acções deste em diversas praças mundiais. Mas o que faz um investidor adquirir acções do banco Santander fora de Portugal?
Podemos adquirir acções do banco Santander em praticamente todos os países onde este possui uma grande implementação, como Chile, Colômbia, Argentina, México, Brasil, Holanda, Alemanha, Itália, Portugal e claro Espanha.
As acções do banco negociadas no Psi Geral em Portugal, não mostram interesse ao investidor normal, em muito devido ao fraco volume de títulos transaccionados por dia, numa média de 20000 títulos (aproximadamente 135000€). A fraca visibilidade que o índice Psi Geral tem no mercado Português, e o facto de a nossa bolsa ser muita pequena em comparação com as principais bolsas Europeias, também leva os investidores para outros mercados.
A grande vantagem de adquirir o título na bolsa Portuguesa, é conseguir assim um mais fácil acompanhamento do mesmo, ao nível da informação disponibilizada em Portugal. Mas mesmo essa informação é muito escassa, resultando numa vantagem quase nula. As menores comissões que os bancos disponibilizam a negócios realizados com acções da praça Portuguesa, também é outro dos aliciantes a comprar por cá.
Mas analisando as acções do Santander do outro lado da fronteira, a diferença pode ser uma mais valia. Cotadas no IBEX35, as acções do banco negoceiam com um volume que em nada tem a ver com o volume em Portugal. A média superior a 90 milhões de acções transaccionadas ( mais de 600 milhões de euros), assegura a liquidez do mercados, não dando qualquer tipo de problemas aos investidores na hora de comprar ou vender. A forte visibilidade que o banco tem na bolsa Espanhola, faz com que a maioria das notícias, e dados que se encontram sobre o Santander em bolsa, sejam da praça vizinha.
Também a prestação do banco na bolsa Espanhola tem sido melhor que na bolsa Portuguesa. No ultimo ano as acções do Santander cotadas no IBEX35 perderam 48,28%, enquanto que cotadas no Psi Geral perderam 49,13%. Uma das causas poderá ser o índice espanhol "apenas" ter desvalorizado cerca de 40% no último ano, face a 50% do Psi Geral. No dia de hoje o cenário foi semelhante, com o banco a valorizar 0,15% na praça Espanhola, ficando-se em Portugal por uns -1,03%.

Tecnicamente o Santander apresenta um cenário semelhante tanto em Portugal como em Espanha, estando no fim da segunda semana de correcção, das fortes quedas que tem registado nos últimos meses. Apesar de ter subido mais de 15% nas ultimas duas semanas, neste momento a cotação do Banco poderá estar sobre uma resistência nos 6,92€, que poderá ditar o fim da subida e a continuação da tendência de médio/longo prazo de queda.

- Cotações do Santander no IBEX35

- Cotações do Santander no Psi Geral

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

8º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Este foi um mês com rentabilidade negativa para a carteira BolsaLisboa. Com dois negócios realizados, um positivo e outro negativo, a carteira desvalorizou 0,46%, estando agora com um ganho acumulado de 4,97%.
Com a instabilidade e volatilidade que impera no mercado, os negócios da carteira apenas iram surgir quando houver sinais de recuperação, ou alguma correcção mais prolongada. Neste momento a relação risco/ganhos não é favorável para novas entradas, o que não quer dizer que não se consiga ganhos com estas, ou que os índices nacionais não iram subir, mas sim que o risco que se corre em comprar acções no mercado nacional é demasiado elevado para os ganhos que se podem obter com essas mesmas compras.
Neste 8º mês da carteira, o Psi20 desvalorizou 6,61% e o Psi Geral 7,31%.




NOTA: Alguns dados publicados no "7ºMês da Carteira BolsaLisboa" não estavam correctos, mas já se encontram corrigidos neste post.

Movimentos Carteira BolsaLisboa

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Preços-Alvo

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Deixo aqui os preços-alvo recomendados pelos analistas durante a semana passada:

Empresa Preço-alvo Recomendação Entidade Analista Data
EDP 3,55 € Neutral Credit Suisse
4-12-08
PT 6,00 € Underweight JPMorgan
4-12-08
Jerónimo Martins 4,50 € Comprar Lisbon Brokers
4-12-08
Galp Energia 12,00 € Overweight JPMorgan
3-12-08
Impresa 1,30 € Comprar Millennium BCPi João Flores 3-12-08
Cimpor 3,30 € Vender UBS
3-12-08
SAG Gest 3,00 € Comprar BPI
3-12-08
PT 6,50 € Comprar Lisbon Brokers
2-12-08
Sonae Industria 3,10 € Comprar Caixa BI Carlos Jesus 1-12-08
EDP 3,20 € Equal-Weight Morgan Stanley
1-12-08
Altri 6,05 € Comprar Millennium BCPi João Mateus 1-12-08
Mota-Engil 4,60 € Comprar Santander
1-12-08
Galp Energia 9,60 € Comprar BPI
1-12-08

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Brisa

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A Brisa tem sido mais uma das empresas Portuguesas penalizada pela crise económica.
Nos primeiros 9 meses do ano, os lucros da Brisa caíram 22,8%, em relação ao período homologo. Esta quebra deveu-se sobretudo ao aumento dos custos de financiamento de divida, que se fizeram sentir devido às elevadas taxas de crédito que têm sido praticadas desde o inicio do ano, resultando numa redução do investimento, por parte da empresa, até ao fim do ano.
Apesar do numero de veículos a circular nas auto-estradas da rede, ter diminuído 3,5% nos primeiros 9 meses do ano, a receitas de portagens aumentaram 2,3%. A via verde conta já com um elevado número de adesões, contribuindo com 62% do pagamento total de portagens, e perspectivas de crescimento elevadas. (No fim do texto poderá encontrar um link para os resultados dos primeiros 9 meses do ano da Brisa, onde inclui a variação de tráfego em cada auto-estrada do grupo.)
As perspectivas para a Brisa não se tornam animadoras, quando esta é uma das empresa que sente directamente os efeitos da crise. Deixar o carro em casa torna-se assim uma opção para muitos Portugueses, poupando em portagens e combustível, contribuindo para um aumento do tráfego nas estradas nacionais e da utilização dos transportes públicos. As fortes quedas que se tem verificado no preço do petróleo, com a consequente diminuição do preço dos combustíveis, podem dar outro fôlego à empresa liderada por Vasco de Mello trazendo assim mais tráfego às auto-estradas do grupo.
Os analistas não estão unânimes quanto ao que fazer às acções do grupo, com 7 a recomendar a compra, 7 a recomendar a manutenção e 5 a recomendar a venda. Todos os preços alvo se situam acima da cotação de fecho de hoje (5,815€), entre o intervalo de 6,80€ a 14,50€, com a média a ficar-se nos 9,57€.
A Brisa apresenta um PER de 15,37 e uma taxa de dividendo de 5,37%, com a próxima distribuição de dividendo a ser no mês de Abril, como tem sido hábito.

Técnicamente a Brisa apresenta um suporte relevante no 5,54€, suporte esse que já foi testado com sucesso três vezes, com uma delas a ser no dia de hoje. A cotação reagiu bem ao suporte fechando bem acima do mesmo, dando um bom sinal para o dia de amanhã. No longo prazo, a tendência da Brisa continua a ser de descida, e por isso desaconselho uma entrada longa no papel com vista ao médio/longo prazo.


Resultados - 9 Meses de 2008

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Resumo do dia

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Hoje foi um dia positivo para a maioria das bolsas mundiais, com excepção no nosso Psi20. Após uma inversão do lado negativo para o lado positivo, durante a sessão de hoje, nos principais índices Europeus, o Psi20 manteve-se do lado negativo, encerrando a sessão a perder 0,68%.
A liderar os ganhos no dia de hoje estiveram o Banco Santander, o Sporting e a Zon Multimédia, com ganhos respectivamente de 7,06%, 4,23% e 3,40%. Pela negativa estiveram a Soares da Costa e a Brisa, liderando as perdas, respectivamente com -3,23% e -4,01%.
Na Europa o IBEX35 de Espanha liderou os ganhos, com uma valorização de 3,81%, com os principais índices a valorizar mais de 1%. O sector dos materiais esteve em queda no dia de hoje, sendo o único sector a perder na Europa, contrariando assim o sector da indústria e do comércio que subiram quase 3%.
Nos EUA, todos os principais índices fecharam a valorizar mais de 3%, tendo o sector financeiro liderado os ganhos, com uma forte recuperação por parte do Citigroup valorizando mais de 10%.

Fim da crise só para 2013

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É isto que defende Sérgio Domingues, licenciado em Finanças, que publicou um livro em 2003, na qual já previa a actual crise económica.
Segundo ele o ano de 2008 será o início da fase descendente do ciclo económico que começou em 2004, com o ano de 2009 a ser o epicentro da crise trazendo o pânico financeiro, com consequências nos 4 anos seguintes para a economia real. Com previsões ainda mais longas, o empresário de profissão diz que a pior crise, após os anos "negros" do fim da década de 20 e inicio da década de 30 do século passado, irá ocorrer no ano de 2037.

A confiança em previsões deste género é sempre discutível, baseadas sobretudo em "estudos dos ciclos de crise e prosperidade do passado na economia mundial". São muito os factores que podem levar ao desencadear de uma crise ou de uma bolha, mas conseguir controla-los ou estimá-los é uma operação de todo impossível, muito devido à grande incógnita que é o mercado. Todos os dias surgem novos factores que podem levar a novas reacções no mercado, reacções essas nunca antes experimentadas pelo mesmo.
Acredito apenas nestas previsões como a opinião de mais um investidor, que até conseguiu ter êxito na sua primeira tentativa de "adivinhação"!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Resumo do dia

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Depois do índice Japonês Nikkei 225, ter fechado a perder mais de 7% na sessão de hoje, já era de esperar uma má performance por parte da bolsa Portuguesa no dia de hoje. Apesar disso o índice Psi20 abriu em alta, em linha com as maiores praças Europeias.
Durante o inicio da sessão a bolsa nacional esteve a descer, tendo depois estabilizado até à abertura do mercado Norte-Americano. Com a noticia da actividade industrial nos EUA ter recuado ao ritmo mais elevado dos últimos 26 anos, a bolsa Norte-Americana abriu em forte-queda, tendo pressionado os mercados europeus e a bolsa nacional, levando o Psi20 a cair mais durante a tarde, fechando com uma desvalorização de -1,40%, depois de ter estado a cair mais de 2%.
As únicas cotadas que fecharam em terreno positivo foram o BCP, Semapa, e Brisa, com ganhos respectivamente de 1,37%, 1,24% e 0,15%. A pressionar a bolsa nacional esteve a Galp e a Teixeira Duarte, com perdas respectivamente de -5,64% e -4,88%, com a Galp a ter tocado nos -8% de desvalorização, apesar do petróleo estar em queda de mais de 9%.

Na Europa as quedas foram bastante superiores às da bolsa Portuguesa, tendo a praça de Amesterdão liderado as perdas, com o AEX a perder -6,75%, França com o CAC40 a perder -5,59%, e o IBEX35 de Espanha a perder 4,49%.A esta hora o S&P500 desvaloriza mais de 5,5%.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O problema da Volatilidade

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Com o instalar de um clima de insegurança nos mercados financeiros, devido aos problemas que surgiram no sector do imobiliário e da banca, as cotações tem registado fortes variações durante o "intraday". Estas variações são a consequência da falta de confiança que domina a maioria dos investidores, não querendo assumir posições de médio-longo prazo, preferindo assim as posições de curto-prazo ou muito curto-prazo.
Esta volatilidade criada durante a sessão, faz com que em muitos casos as acções caiam 5% em poucos minutos, relembrando assim os investidores das fortes quedas que ocorreram à poucas semanas. Como consequência, os "stops" criados para segurança dos investidores são activados, levando assim à perda das posições que em muitos casos acabam a sessão com ganhos. Este foi o caso que aconteceu com a posição aberta com a Brisa, no inicio da semana, pela carteira BolsaLisboa.
Mas a partir desta volatilidade também se consegue obter mais-valias. Quando as variações durante o dia se tornam muito grandes, abre-se a possibilidade de em apenas um dia, conseguir obter valorizações superiores a 5%.

O VIX é um indicador que foi criado para medir o "sentimento" do mercado, através da volatilidade implícita existente. Este indicador, baseado num conjunto de títulos muito líquidos do mercado Americano, consegue atribuir um nível ao optimismo ou pessimismo instalado nos investidores.
Como as inversões de tendência dos mercados ocorrem em alturas onde existe muito optimismo ou muito pessimismo, o índice VIX torna-se um bom auxiliar para conseguir detectar essas mesmas inversões, conseguindo quantificar o "sentimento" do mercado, e assim estabelecer comparações com outros momentos.
Quando o VIX está em alta, ultrapassando os 40 a 50 pontos, o mercado encontra-se com excesso de optimismo ou de pessimismo, dando uma indicação de possível inversão de tendência quando o máximo for atingido. Mas como a determinação desse máximo torna-se tão difícil quanto a determinação do máximo de uma acção, o indicador torna-se apenas uma ferramenta auxiliar de análise do investidor.