segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Preços-Alvo

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Deixo aqui os preços-alvo recomendados pelos analistas durante a semana passada:

Empresa Preço-alvo Recomendação Entidade Analista Data
EDP 3,55 € Neutral Credit Suisse
4-12-08
PT 6,00 € Underweight JPMorgan
4-12-08
Jerónimo Martins 4,50 € Comprar Lisbon Brokers
4-12-08
Galp Energia 12,00 € Overweight JPMorgan
3-12-08
Impresa 1,30 € Comprar Millennium BCPi João Flores 3-12-08
Cimpor 3,30 € Vender UBS
3-12-08
SAG Gest 3,00 € Comprar BPI
3-12-08
PT 6,50 € Comprar Lisbon Brokers
2-12-08
Sonae Industria 3,10 € Comprar Caixa BI Carlos Jesus 1-12-08
EDP 3,20 € Equal-Weight Morgan Stanley
1-12-08
Altri 6,05 € Comprar Millennium BCPi João Mateus 1-12-08
Mota-Engil 4,60 € Comprar Santander
1-12-08
Galp Energia 9,60 € Comprar BPI
1-12-08

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Brisa

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A Brisa tem sido mais uma das empresas Portuguesas penalizada pela crise económica.
Nos primeiros 9 meses do ano, os lucros da Brisa caíram 22,8%, em relação ao período homologo. Esta quebra deveu-se sobretudo ao aumento dos custos de financiamento de divida, que se fizeram sentir devido às elevadas taxas de crédito que têm sido praticadas desde o inicio do ano, resultando numa redução do investimento, por parte da empresa, até ao fim do ano.
Apesar do numero de veículos a circular nas auto-estradas da rede, ter diminuído 3,5% nos primeiros 9 meses do ano, a receitas de portagens aumentaram 2,3%. A via verde conta já com um elevado número de adesões, contribuindo com 62% do pagamento total de portagens, e perspectivas de crescimento elevadas. (No fim do texto poderá encontrar um link para os resultados dos primeiros 9 meses do ano da Brisa, onde inclui a variação de tráfego em cada auto-estrada do grupo.)
As perspectivas para a Brisa não se tornam animadoras, quando esta é uma das empresa que sente directamente os efeitos da crise. Deixar o carro em casa torna-se assim uma opção para muitos Portugueses, poupando em portagens e combustível, contribuindo para um aumento do tráfego nas estradas nacionais e da utilização dos transportes públicos. As fortes quedas que se tem verificado no preço do petróleo, com a consequente diminuição do preço dos combustíveis, podem dar outro fôlego à empresa liderada por Vasco de Mello trazendo assim mais tráfego às auto-estradas do grupo.
Os analistas não estão unânimes quanto ao que fazer às acções do grupo, com 7 a recomendar a compra, 7 a recomendar a manutenção e 5 a recomendar a venda. Todos os preços alvo se situam acima da cotação de fecho de hoje (5,815€), entre o intervalo de 6,80€ a 14,50€, com a média a ficar-se nos 9,57€.
A Brisa apresenta um PER de 15,37 e uma taxa de dividendo de 5,37%, com a próxima distribuição de dividendo a ser no mês de Abril, como tem sido hábito.

Técnicamente a Brisa apresenta um suporte relevante no 5,54€, suporte esse que já foi testado com sucesso três vezes, com uma delas a ser no dia de hoje. A cotação reagiu bem ao suporte fechando bem acima do mesmo, dando um bom sinal para o dia de amanhã. No longo prazo, a tendência da Brisa continua a ser de descida, e por isso desaconselho uma entrada longa no papel com vista ao médio/longo prazo.


Resultados - 9 Meses de 2008

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Resumo do dia

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Hoje foi um dia positivo para a maioria das bolsas mundiais, com excepção no nosso Psi20. Após uma inversão do lado negativo para o lado positivo, durante a sessão de hoje, nos principais índices Europeus, o Psi20 manteve-se do lado negativo, encerrando a sessão a perder 0,68%.
A liderar os ganhos no dia de hoje estiveram o Banco Santander, o Sporting e a Zon Multimédia, com ganhos respectivamente de 7,06%, 4,23% e 3,40%. Pela negativa estiveram a Soares da Costa e a Brisa, liderando as perdas, respectivamente com -3,23% e -4,01%.
Na Europa o IBEX35 de Espanha liderou os ganhos, com uma valorização de 3,81%, com os principais índices a valorizar mais de 1%. O sector dos materiais esteve em queda no dia de hoje, sendo o único sector a perder na Europa, contrariando assim o sector da indústria e do comércio que subiram quase 3%.
Nos EUA, todos os principais índices fecharam a valorizar mais de 3%, tendo o sector financeiro liderado os ganhos, com uma forte recuperação por parte do Citigroup valorizando mais de 10%.

Fim da crise só para 2013

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É isto que defende Sérgio Domingues, licenciado em Finanças, que publicou um livro em 2003, na qual já previa a actual crise económica.
Segundo ele o ano de 2008 será o início da fase descendente do ciclo económico que começou em 2004, com o ano de 2009 a ser o epicentro da crise trazendo o pânico financeiro, com consequências nos 4 anos seguintes para a economia real. Com previsões ainda mais longas, o empresário de profissão diz que a pior crise, após os anos "negros" do fim da década de 20 e inicio da década de 30 do século passado, irá ocorrer no ano de 2037.

A confiança em previsões deste género é sempre discutível, baseadas sobretudo em "estudos dos ciclos de crise e prosperidade do passado na economia mundial". São muito os factores que podem levar ao desencadear de uma crise ou de uma bolha, mas conseguir controla-los ou estimá-los é uma operação de todo impossível, muito devido à grande incógnita que é o mercado. Todos os dias surgem novos factores que podem levar a novas reacções no mercado, reacções essas nunca antes experimentadas pelo mesmo.
Acredito apenas nestas previsões como a opinião de mais um investidor, que até conseguiu ter êxito na sua primeira tentativa de "adivinhação"!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Resumo do dia

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Depois do índice Japonês Nikkei 225, ter fechado a perder mais de 7% na sessão de hoje, já era de esperar uma má performance por parte da bolsa Portuguesa no dia de hoje. Apesar disso o índice Psi20 abriu em alta, em linha com as maiores praças Europeias.
Durante o inicio da sessão a bolsa nacional esteve a descer, tendo depois estabilizado até à abertura do mercado Norte-Americano. Com a noticia da actividade industrial nos EUA ter recuado ao ritmo mais elevado dos últimos 26 anos, a bolsa Norte-Americana abriu em forte-queda, tendo pressionado os mercados europeus e a bolsa nacional, levando o Psi20 a cair mais durante a tarde, fechando com uma desvalorização de -1,40%, depois de ter estado a cair mais de 2%.
As únicas cotadas que fecharam em terreno positivo foram o BCP, Semapa, e Brisa, com ganhos respectivamente de 1,37%, 1,24% e 0,15%. A pressionar a bolsa nacional esteve a Galp e a Teixeira Duarte, com perdas respectivamente de -5,64% e -4,88%, com a Galp a ter tocado nos -8% de desvalorização, apesar do petróleo estar em queda de mais de 9%.

Na Europa as quedas foram bastante superiores às da bolsa Portuguesa, tendo a praça de Amesterdão liderado as perdas, com o AEX a perder -6,75%, França com o CAC40 a perder -5,59%, e o IBEX35 de Espanha a perder 4,49%.A esta hora o S&P500 desvaloriza mais de 5,5%.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O problema da Volatilidade

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Com o instalar de um clima de insegurança nos mercados financeiros, devido aos problemas que surgiram no sector do imobiliário e da banca, as cotações tem registado fortes variações durante o "intraday". Estas variações são a consequência da falta de confiança que domina a maioria dos investidores, não querendo assumir posições de médio-longo prazo, preferindo assim as posições de curto-prazo ou muito curto-prazo.
Esta volatilidade criada durante a sessão, faz com que em muitos casos as acções caiam 5% em poucos minutos, relembrando assim os investidores das fortes quedas que ocorreram à poucas semanas. Como consequência, os "stops" criados para segurança dos investidores são activados, levando assim à perda das posições que em muitos casos acabam a sessão com ganhos. Este foi o caso que aconteceu com a posição aberta com a Brisa, no inicio da semana, pela carteira BolsaLisboa.
Mas a partir desta volatilidade também se consegue obter mais-valias. Quando as variações durante o dia se tornam muito grandes, abre-se a possibilidade de em apenas um dia, conseguir obter valorizações superiores a 5%.

O VIX é um indicador que foi criado para medir o "sentimento" do mercado, através da volatilidade implícita existente. Este indicador, baseado num conjunto de títulos muito líquidos do mercado Americano, consegue atribuir um nível ao optimismo ou pessimismo instalado nos investidores.
Como as inversões de tendência dos mercados ocorrem em alturas onde existe muito optimismo ou muito pessimismo, o índice VIX torna-se um bom auxiliar para conseguir detectar essas mesmas inversões, conseguindo quantificar o "sentimento" do mercado, e assim estabelecer comparações com outros momentos.
Quando o VIX está em alta, ultrapassando os 40 a 50 pontos, o mercado encontra-se com excesso de optimismo ou de pessimismo, dando uma indicação de possível inversão de tendência quando o máximo for atingido. Mas como a determinação desse máximo torna-se tão difícil quanto a determinação do máximo de uma acção, o indicador torna-se apenas uma ferramenta auxiliar de análise do investidor.


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Irá mais algum banco Português ser salvo pelo governo?

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Após sondagem realizada no blog, os resultados foram os seguintes:

Apesar da sondagem não ser conclusiva, devido ao diminuto número de participantes, conclui-se que a maioria dos leitores do blog não acredita na intervenção do governo, na salvação de bancos Portugueses em dificuldades financeiras.
Após a nacionalização do BPN, Teixeira dos Santos admitiu que este tipo de acções vai agravar o défice público, tendo que ser limitada para entidades bancárias que ofereçam risco de "contaminação" para o resto do sector. Estas afirmações foram demonstradas no recente caso do BPP, na qual o Banco de Portugal não irá apoiar o Banco financeiramente, deixando-o assim destinado à falência ou à aquisição por parte de outro Banco.
Assim sendo, o governo só irá intervir novamente, no caso de dificuldades por parte de algum banco que "financie a economia real".

Venda Brisa

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As acções da Brisa, que faziam parte da carteira BolsaLisboa, foram vendidas ao preço unitário de 5,51€. Esta venda ocorreu após a cotação ter ultrapassado o "stop-loss" colocado a 5,515€, uma cotação inferior ao suporte nos 5,56€. Durante a sessão de hoje as acções da Brisa chegaram mesmo a atingir os 5,352€.
Com toda a volatilidade, que tem ocorrido nos mercados financeiros, torna-se muito difícil controlar as posições abertas, e assim controlar o risco a que se está sujeito. Os "stops" colocados são muitas vezes activados durante poucos minutos, para depois a cotação prosseguir acima do "stop".
Neste caso, as acções da Brisa, não deram sinais de recuperação no curto-prazo, fechando hoje abaixo do suporte dos 5,56€, e consequentemente não deveriam ser mantidas em carteira.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Compra Brisa

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 500 acções da Brisa, ao preço unitário de 5,66€. Após um dia em que o PSI20 subiu mais de 4% e o IBEX35, de Espanha, mais de 8%, as acções da Brisa estiveram muito apagadas, com fracos volumes, e uma valorização nula.
Esta compra foi efectuada após a formação de um suporte nos 5,54€, o qual foi testado também no dia de hoje. Este teste revelou pouca "força" por parte das acções da Brisa, para o caso de uma semana de subidas no índice nacional.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Resumo da Semana

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Esta foi mais uma semana marcada pelas quedas na bolsa nacional. O Psi20 caiu 10,35%, e o Psi Geral 7,36%.
Dentro do Psi20 os maiores destaques pela negativa vão para as acções do BES, Galp e Teixeira Duarte, com perdas respectivamente de 16,90%, 16,00% e 14,71%.
O BES, tal como outros bancos nacionais, poderá ter que usar as ajudas do estado, para conseguir ultrapassar o rácio de solvabilidade mínimo exigido pelo Banco de Portugal, o que provocou um corte nas recomendações da UBS de "comprar" para "Neutral".
Com menores perdas, durante a semana, esteve a Semapa, Portucel e Zon Multimédia, com quedas respectivamente de 1,83%, 4,08%, 5,49%.
A Portucel durante a semana procedeu a uma nova aquisição de acções próprias, detendo agora 1,45% do capital social da empresa, o que dá uma maior confiança aos accionistas sobre a situação financeira da empresa.
A fusão entre a Zon e Sonaecom, voltou a ser falada durante a semana, tendo sido encarada como um cenário possível e positivo para ambas a empresas, por diversas entidades. A Zon Multimédia também se colocou como um principal concorrente para a licença do 5º canal de televisão. Apesar disso a JPMorgan cortou o preço-alvo da empresa em 38% para os 4,40€.

Hoje o S&P500 fechou a subir 6,32%, o que poderá ser um bom indicativo para a abertura da bolsa nacional na próxima segunda-feira.