terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Resumo do dia

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Hoje foi um dia positivo para a maioria das bolsas mundiais, com excepção no nosso Psi20. Após uma inversão do lado negativo para o lado positivo, durante a sessão de hoje, nos principais índices Europeus, o Psi20 manteve-se do lado negativo, encerrando a sessão a perder 0,68%.
A liderar os ganhos no dia de hoje estiveram o Banco Santander, o Sporting e a Zon Multimédia, com ganhos respectivamente de 7,06%, 4,23% e 3,40%. Pela negativa estiveram a Soares da Costa e a Brisa, liderando as perdas, respectivamente com -3,23% e -4,01%.
Na Europa o IBEX35 de Espanha liderou os ganhos, com uma valorização de 3,81%, com os principais índices a valorizar mais de 1%. O sector dos materiais esteve em queda no dia de hoje, sendo o único sector a perder na Europa, contrariando assim o sector da indústria e do comércio que subiram quase 3%.
Nos EUA, todos os principais índices fecharam a valorizar mais de 3%, tendo o sector financeiro liderado os ganhos, com uma forte recuperação por parte do Citigroup valorizando mais de 10%.

Fim da crise só para 2013

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É isto que defende Sérgio Domingues, licenciado em Finanças, que publicou um livro em 2003, na qual já previa a actual crise económica.
Segundo ele o ano de 2008 será o início da fase descendente do ciclo económico que começou em 2004, com o ano de 2009 a ser o epicentro da crise trazendo o pânico financeiro, com consequências nos 4 anos seguintes para a economia real. Com previsões ainda mais longas, o empresário de profissão diz que a pior crise, após os anos "negros" do fim da década de 20 e inicio da década de 30 do século passado, irá ocorrer no ano de 2037.

A confiança em previsões deste género é sempre discutível, baseadas sobretudo em "estudos dos ciclos de crise e prosperidade do passado na economia mundial". São muito os factores que podem levar ao desencadear de uma crise ou de uma bolha, mas conseguir controla-los ou estimá-los é uma operação de todo impossível, muito devido à grande incógnita que é o mercado. Todos os dias surgem novos factores que podem levar a novas reacções no mercado, reacções essas nunca antes experimentadas pelo mesmo.
Acredito apenas nestas previsões como a opinião de mais um investidor, que até conseguiu ter êxito na sua primeira tentativa de "adivinhação"!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Resumo do dia

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Depois do índice Japonês Nikkei 225, ter fechado a perder mais de 7% na sessão de hoje, já era de esperar uma má performance por parte da bolsa Portuguesa no dia de hoje. Apesar disso o índice Psi20 abriu em alta, em linha com as maiores praças Europeias.
Durante o inicio da sessão a bolsa nacional esteve a descer, tendo depois estabilizado até à abertura do mercado Norte-Americano. Com a noticia da actividade industrial nos EUA ter recuado ao ritmo mais elevado dos últimos 26 anos, a bolsa Norte-Americana abriu em forte-queda, tendo pressionado os mercados europeus e a bolsa nacional, levando o Psi20 a cair mais durante a tarde, fechando com uma desvalorização de -1,40%, depois de ter estado a cair mais de 2%.
As únicas cotadas que fecharam em terreno positivo foram o BCP, Semapa, e Brisa, com ganhos respectivamente de 1,37%, 1,24% e 0,15%. A pressionar a bolsa nacional esteve a Galp e a Teixeira Duarte, com perdas respectivamente de -5,64% e -4,88%, com a Galp a ter tocado nos -8% de desvalorização, apesar do petróleo estar em queda de mais de 9%.

Na Europa as quedas foram bastante superiores às da bolsa Portuguesa, tendo a praça de Amesterdão liderado as perdas, com o AEX a perder -6,75%, França com o CAC40 a perder -5,59%, e o IBEX35 de Espanha a perder 4,49%.A esta hora o S&P500 desvaloriza mais de 5,5%.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O problema da Volatilidade

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Com o instalar de um clima de insegurança nos mercados financeiros, devido aos problemas que surgiram no sector do imobiliário e da banca, as cotações tem registado fortes variações durante o "intraday". Estas variações são a consequência da falta de confiança que domina a maioria dos investidores, não querendo assumir posições de médio-longo prazo, preferindo assim as posições de curto-prazo ou muito curto-prazo.
Esta volatilidade criada durante a sessão, faz com que em muitos casos as acções caiam 5% em poucos minutos, relembrando assim os investidores das fortes quedas que ocorreram à poucas semanas. Como consequência, os "stops" criados para segurança dos investidores são activados, levando assim à perda das posições que em muitos casos acabam a sessão com ganhos. Este foi o caso que aconteceu com a posição aberta com a Brisa, no inicio da semana, pela carteira BolsaLisboa.
Mas a partir desta volatilidade também se consegue obter mais-valias. Quando as variações durante o dia se tornam muito grandes, abre-se a possibilidade de em apenas um dia, conseguir obter valorizações superiores a 5%.

O VIX é um indicador que foi criado para medir o "sentimento" do mercado, através da volatilidade implícita existente. Este indicador, baseado num conjunto de títulos muito líquidos do mercado Americano, consegue atribuir um nível ao optimismo ou pessimismo instalado nos investidores.
Como as inversões de tendência dos mercados ocorrem em alturas onde existe muito optimismo ou muito pessimismo, o índice VIX torna-se um bom auxiliar para conseguir detectar essas mesmas inversões, conseguindo quantificar o "sentimento" do mercado, e assim estabelecer comparações com outros momentos.
Quando o VIX está em alta, ultrapassando os 40 a 50 pontos, o mercado encontra-se com excesso de optimismo ou de pessimismo, dando uma indicação de possível inversão de tendência quando o máximo for atingido. Mas como a determinação desse máximo torna-se tão difícil quanto a determinação do máximo de uma acção, o indicador torna-se apenas uma ferramenta auxiliar de análise do investidor.


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Irá mais algum banco Português ser salvo pelo governo?

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Após sondagem realizada no blog, os resultados foram os seguintes:

Apesar da sondagem não ser conclusiva, devido ao diminuto número de participantes, conclui-se que a maioria dos leitores do blog não acredita na intervenção do governo, na salvação de bancos Portugueses em dificuldades financeiras.
Após a nacionalização do BPN, Teixeira dos Santos admitiu que este tipo de acções vai agravar o défice público, tendo que ser limitada para entidades bancárias que ofereçam risco de "contaminação" para o resto do sector. Estas afirmações foram demonstradas no recente caso do BPP, na qual o Banco de Portugal não irá apoiar o Banco financeiramente, deixando-o assim destinado à falência ou à aquisição por parte de outro Banco.
Assim sendo, o governo só irá intervir novamente, no caso de dificuldades por parte de algum banco que "financie a economia real".

Venda Brisa

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As acções da Brisa, que faziam parte da carteira BolsaLisboa, foram vendidas ao preço unitário de 5,51€. Esta venda ocorreu após a cotação ter ultrapassado o "stop-loss" colocado a 5,515€, uma cotação inferior ao suporte nos 5,56€. Durante a sessão de hoje as acções da Brisa chegaram mesmo a atingir os 5,352€.
Com toda a volatilidade, que tem ocorrido nos mercados financeiros, torna-se muito difícil controlar as posições abertas, e assim controlar o risco a que se está sujeito. Os "stops" colocados são muitas vezes activados durante poucos minutos, para depois a cotação prosseguir acima do "stop".
Neste caso, as acções da Brisa, não deram sinais de recuperação no curto-prazo, fechando hoje abaixo do suporte dos 5,56€, e consequentemente não deveriam ser mantidas em carteira.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Compra Brisa

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 500 acções da Brisa, ao preço unitário de 5,66€. Após um dia em que o PSI20 subiu mais de 4% e o IBEX35, de Espanha, mais de 8%, as acções da Brisa estiveram muito apagadas, com fracos volumes, e uma valorização nula.
Esta compra foi efectuada após a formação de um suporte nos 5,54€, o qual foi testado também no dia de hoje. Este teste revelou pouca "força" por parte das acções da Brisa, para o caso de uma semana de subidas no índice nacional.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Resumo da Semana

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Esta foi mais uma semana marcada pelas quedas na bolsa nacional. O Psi20 caiu 10,35%, e o Psi Geral 7,36%.
Dentro do Psi20 os maiores destaques pela negativa vão para as acções do BES, Galp e Teixeira Duarte, com perdas respectivamente de 16,90%, 16,00% e 14,71%.
O BES, tal como outros bancos nacionais, poderá ter que usar as ajudas do estado, para conseguir ultrapassar o rácio de solvabilidade mínimo exigido pelo Banco de Portugal, o que provocou um corte nas recomendações da UBS de "comprar" para "Neutral".
Com menores perdas, durante a semana, esteve a Semapa, Portucel e Zon Multimédia, com quedas respectivamente de 1,83%, 4,08%, 5,49%.
A Portucel durante a semana procedeu a uma nova aquisição de acções próprias, detendo agora 1,45% do capital social da empresa, o que dá uma maior confiança aos accionistas sobre a situação financeira da empresa.
A fusão entre a Zon e Sonaecom, voltou a ser falada durante a semana, tendo sido encarada como um cenário possível e positivo para ambas a empresas, por diversas entidades. A Zon Multimédia também se colocou como um principal concorrente para a licença do 5º canal de televisão. Apesar disso a JPMorgan cortou o preço-alvo da empresa em 38% para os 4,40€.

Hoje o S&P500 fechou a subir 6,32%, o que poderá ser um bom indicativo para a abertura da bolsa nacional na próxima segunda-feira.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Gráficos

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Coloco aqui alguns gráficos das cotações de algumas empresas cotadas do Psi-20, desde 1998, ou no caso de entradas mais recentes em bolsa, desde a sua entrada.

Altri:

BCP:
BPI:
Brisa:
EDP:
Galp:
Sonae SGPS:
Sonaecom:

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Após fusão, a tendência continua a mesma

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Durante o ano de 2008, ocorreu uma fusão entre a Pararede, liderada por Pedro Rebelo Pinto, e a Consiste. Como resultado desta fusão, todos os produtos e serviços resultantes, serão identificados pela marca Glintt ( Global Intelligent Technologies).
A Pararede é uma empresa do ramo das tecnologias e sistemas de informação, sendo, dentro do ramo, uma das maiores empresas a operar em Portugal. A Consiste é uma empresa que opera em diversas áreas, como a distribuição, produção e manutenção, sendo os seus principais projectos nos sectores da banca, industria farmacêutica, química, alimentação e bebidas, electrónica, comunicações, automóvel. têxtil e metalomecânica. A Farminveste, empresa da Associação Nacional de Farmácias, detém 80% do capital da Consiste.

A Pararede entrou em bolsa no ano de 1999, em plena criação da bolha em torno das empresas tecnológicas. As acções no primeiro dia de negociação subiram 21%, desde os 8,5€ a que foram colocadas inicialmente, e as perspectivas para a empresa eram animadoras. Mas a partir do ano 2000, com o rebentar da "bolha tecnólogica", a cotação da Parede não parou de descer até ao fim do ano de 2002, tendo caído mais de 98%, para os 0,15€. Desde esses anos, as cotações da empresa mantiveram-se na ordem dos cêntimos, e os lucros da empresa tardavam a aparecer.

A fusão entre a Pararede e a Consiste, apresentou uma grande complementaridade para as duas empresas, com o reforço da presença e capacidade em diversos sectores de actuação, aumentando assim a sua cobertura no território nacional.
No ano de 2007, as duas empresas apresentaram facturações bastante próximas, com a Pararede a atingir os 58 milhões de euros, e a Consiste os 69 milhões de euros.
A Glintt, durante os primeiros 9 meses de 2008 apresentou um crescimento no resultado líquido de 284%, mantendo assim todas as suas metas de crescimento, apesar da crise que os mercados atravessam.

Não foi a fusão, nem mesmo o anúncio dos bons resultados por parte da empresa, que animaram as suas cotações em bolsa. Desde 8 de Agosto de 2008, data a partir da qual a empresa passou a ser cotada como Glintt, as cotações da empresa já caíram 50%, queda superior à dos índices que acompanham as acções nacionais ( Psi-20 e Psi Geral), em igual período de tempo. A fusão da empresa surgiu num momento de quedas nos mercados, e incerteza quando ao futuro dos mesmos, o que penalizou o seu desempenho na bolsa nacional.
A tendência da Glintt, tanto no curto como longo-prazo, é de continuação das quedas, com o acompanhamento dos mercados internacionais. A cotação da empresa fechou hoje nos 0,69€, com uma queda de 4,17%.


www.pararede.com