sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Resumo da Semana

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Esta foi mais uma semana marcada pelas quedas na bolsa nacional. O Psi20 caiu 10,35%, e o Psi Geral 7,36%.
Dentro do Psi20 os maiores destaques pela negativa vão para as acções do BES, Galp e Teixeira Duarte, com perdas respectivamente de 16,90%, 16,00% e 14,71%.
O BES, tal como outros bancos nacionais, poderá ter que usar as ajudas do estado, para conseguir ultrapassar o rácio de solvabilidade mínimo exigido pelo Banco de Portugal, o que provocou um corte nas recomendações da UBS de "comprar" para "Neutral".
Com menores perdas, durante a semana, esteve a Semapa, Portucel e Zon Multimédia, com quedas respectivamente de 1,83%, 4,08%, 5,49%.
A Portucel durante a semana procedeu a uma nova aquisição de acções próprias, detendo agora 1,45% do capital social da empresa, o que dá uma maior confiança aos accionistas sobre a situação financeira da empresa.
A fusão entre a Zon e Sonaecom, voltou a ser falada durante a semana, tendo sido encarada como um cenário possível e positivo para ambas a empresas, por diversas entidades. A Zon Multimédia também se colocou como um principal concorrente para a licença do 5º canal de televisão. Apesar disso a JPMorgan cortou o preço-alvo da empresa em 38% para os 4,40€.

Hoje o S&P500 fechou a subir 6,32%, o que poderá ser um bom indicativo para a abertura da bolsa nacional na próxima segunda-feira.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Gráficos

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Coloco aqui alguns gráficos das cotações de algumas empresas cotadas do Psi-20, desde 1998, ou no caso de entradas mais recentes em bolsa, desde a sua entrada.

Altri:

BCP:
BPI:
Brisa:
EDP:
Galp:
Sonae SGPS:
Sonaecom:

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Após fusão, a tendência continua a mesma

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Durante o ano de 2008, ocorreu uma fusão entre a Pararede, liderada por Pedro Rebelo Pinto, e a Consiste. Como resultado desta fusão, todos os produtos e serviços resultantes, serão identificados pela marca Glintt ( Global Intelligent Technologies).
A Pararede é uma empresa do ramo das tecnologias e sistemas de informação, sendo, dentro do ramo, uma das maiores empresas a operar em Portugal. A Consiste é uma empresa que opera em diversas áreas, como a distribuição, produção e manutenção, sendo os seus principais projectos nos sectores da banca, industria farmacêutica, química, alimentação e bebidas, electrónica, comunicações, automóvel. têxtil e metalomecânica. A Farminveste, empresa da Associação Nacional de Farmácias, detém 80% do capital da Consiste.

A Pararede entrou em bolsa no ano de 1999, em plena criação da bolha em torno das empresas tecnológicas. As acções no primeiro dia de negociação subiram 21%, desde os 8,5€ a que foram colocadas inicialmente, e as perspectivas para a empresa eram animadoras. Mas a partir do ano 2000, com o rebentar da "bolha tecnólogica", a cotação da Parede não parou de descer até ao fim do ano de 2002, tendo caído mais de 98%, para os 0,15€. Desde esses anos, as cotações da empresa mantiveram-se na ordem dos cêntimos, e os lucros da empresa tardavam a aparecer.

A fusão entre a Pararede e a Consiste, apresentou uma grande complementaridade para as duas empresas, com o reforço da presença e capacidade em diversos sectores de actuação, aumentando assim a sua cobertura no território nacional.
No ano de 2007, as duas empresas apresentaram facturações bastante próximas, com a Pararede a atingir os 58 milhões de euros, e a Consiste os 69 milhões de euros.
A Glintt, durante os primeiros 9 meses de 2008 apresentou um crescimento no resultado líquido de 284%, mantendo assim todas as suas metas de crescimento, apesar da crise que os mercados atravessam.

Não foi a fusão, nem mesmo o anúncio dos bons resultados por parte da empresa, que animaram as suas cotações em bolsa. Desde 8 de Agosto de 2008, data a partir da qual a empresa passou a ser cotada como Glintt, as cotações da empresa já caíram 50%, queda superior à dos índices que acompanham as acções nacionais ( Psi-20 e Psi Geral), em igual período de tempo. A fusão da empresa surgiu num momento de quedas nos mercados, e incerteza quando ao futuro dos mesmos, o que penalizou o seu desempenho na bolsa nacional.
A tendência da Glintt, tanto no curto como longo-prazo, é de continuação das quedas, com o acompanhamento dos mercados internacionais. A cotação da empresa fechou hoje nos 0,69€, com uma queda de 4,17%.


www.pararede.com

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Curta análise ao Psi-20

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As últimas semana têm sido marcadas por algumas correcções nas bolsas Europeias. Após fortes quedas, desencadeadas pela crise que se vive no sector da banca, que levaram o Psi-20 da casa dos 8000 pontos até aos 6000 pontos, os mercados entraram em correcção das quedas com subidas superiores a 20% no Psi-20. Esta subida levou algumas empresas, do índice nacional, a registarem valorizações superiores a 30%, contribuindo assim para um aumento da confiança por parte dos investidores.
O anúncio dos resultados do 3º trimestre de 2008 tem reflectido a crise internacional que se vive, com a maioria das empresas cotadas na bolsa nacional a apresentar quedas nos lucros, face a período homólogo do ano anterior. Este tem sido mais um factor que leva os investidores a não acreditar na subida das bolsas no curto-prazo.
Analisando um gráfico de longo-prazo do Psi-20, a única referência que podemos encontrar num futuro próximo, se os mercados continuarem a sua tendência decrescente, será o mínimo do ano de 2002 de 4937 pontos, originado pela bolha criada em torno das empresas tecnológicas. Apesar de este valor não ter validade como suporte, por se encontrar afastado de mais de 5 anos, caso seja ultrapassado estaremos em mínimos dos últimos 11 anos!
No curto-prazo, o Psi-20 tem-se mantido entre os 5660 e os 7485 pontos. Uma quebra do intervalo considerado pela negativa, irá desencadear novos mínimos relativos, reforçando a tendência de quedas no longo-prazo. Uma quebra do intervalo pelo lado positivo, não será sinal de recuperação, mas apenas de criação de novos máximos relativos. Apenas com a quebra da resistência nos 8900 pontos, o Psi-20 dará sinais de inversão de tendência, com o possível inicio de uma nova fase de subida nos mercados financeiros.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Jogo da Bolsa 2008

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O Jornal de Negócios em parceria com o Banco Carregosa/Gobulling lançaram um jogo de bolsa. Este jogo já tem sido realizado anualmente desde 2005, permitindo a negociação em tempo real. Neste passatempo são negociadas acções, CFD's, ETFs, taxas de câmbio e índices.
Tudo isto é possível através da plataforma disponibilizada pela Gobulling. O passatempo decorre entre os dias 17 de Novembro e 12 de Dezembro, com as inscrições a terminam dia 14 de Novembro, às 16 horas.

Inscrição no Jogo de Bolsa 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

7º Mês da Carteira BolsaLisboa

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No passado domingo, a carteira BolsaLisboa completou 7 meses de existência.
Como tem sido hábito, devido à tendência dos mercados bolsistas mundiais, não foi realizado nenhum negócio. Como consequência, a rentabilidade da carteira ficou nula no passado mês.
O Psi-20 obteve, nos últimos 30 dias uma desvalorização de 1,31%, enquanto o Psi-Geral conseguiu ficar em terreno positivo, com um ganho de 0,9%.




Movimentos da Carteira BolsaLisboa

Venda Semapa

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As 300 acções adquiridas ontem para a carteira BolsaLisboa, foram hoje vendidas ao preço unitário de 6,67€.
As acções foram vendidas devido à abertura de hoje de 6,58€, que não deu segurança quanto à tendência do dia. Após a sessão de hoje, e analisando a situação, a venda foi feita apenas com base no receio de um novo dia negro da bolsa nacional, o que se traduz pela baixa rentabilidade do trade. Com este negócio foi obtido uma mais valia de 27€, que corresponde a uma rentabilidade de 1,37%.

Movimentos da Carteira BolsaLisboa

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Compra Semapa

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A carteira BolsaLisboa foi actualizada com a compra de 300 acções da Semapa, pelo preço unitário de 6,58€ .
Mesmo com o anúncio de uma queda dos lucros, nos primeiros 9 meses do ano, de 10,55% face a igual período de 2007, a empresa ainda poderá testar a resistência, de curto prazo,dos 7,15€.
Nesta situação, caso a cotação ultrapasse os 2% para o lado negativo, será dada ordem de venda, devido à grande instabilidade que se tem vivido nos mercados financeiros. Observando o comportamento das acções da Semapa nas últimas semanas, esta tem-se revelado como acção de refúgio sendo as suas variações muito pequenas face às suas "companheiras" do Psi20, o que a torna um investimento de menor risco dentro das acções da bolsa nacional.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Analistas muito optimistas

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Com o desenrolar da crise financeira mundial, todas as semanas surgem notas de research de analistas financeiros a anunciarem um grande potencial de valorização para a empresa X. Através destas notas, muitos investidores regulam as suas compras ou vendas nos mercados financeiros, colocado assim grande responsabilidade sobre os analistas financeiros.
Mas o que se pode constatar, é que as quedas nas bolsas continuam e a grande maioria dos preços-alvo lançados são de compra ou mesmo forte compra, atribuindo grande potencial de valorização às empresas. O potencial e valorização médio dado pelos analistas que acompanham empresas do Psi20 é de 104%, com a Impresa e a Sonae SGPS a terem o maior potencial, respectivamente de 177% e 176%.
Estas notas de investimento lançadas por parte das casas de investimento, e elaboradas pelos analistas financeiros revelam uma certa falta de transparência. Com a diferença que surge entre os preços lançados e os preços transaccionados, poderá sempre ocorrer a suspeita de interesses por parte de das casas de investimento, principalmente porque não são reveladas as suas participações nas diversas empresas cotadas, ao público.
Segundo a revista
Carteira a 3 melhores casas de investimento nas suas análises às cotas nacionais, foram a JPMorgan, ING e Deutsche Bank com um retorno médio das recomendações efectuadas respectivamente de 38,80%, 16,77% e 15,42%. Estes valores foram obtidos recorrendo a dados dos anos de 2005 a 2008, e só assim se consegue explicar os resultados positivos, com os anos de 2005, 2006 e metade de 2007 a serem de subida na bolsa Portuguesa.

Os preços-alvo não deveram servir de "estratégia" de investimento, porque nunca se sabe os interesses envolvidos por detrás destas notas de investimento. Deverão ser apenas mais um dado na elaboração da análise fundamental de uma empresa.

(alguns dados foram obtidos da noticia, sobre o tema, publicada hoje no Jornal de Negócios)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

3 dias = -6%

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Esta têm sido mais uma semana em linha com as semana anteriores, com a tendência em todos os horizontes temporais a ser de quedas.
A semana começou a ganhar ligeiramente, com muitos investidores a acreditar numa correcção positiva da bolsa Portuguesa durante a semana. Mas logo no segundo dia os mercados voltaram ao vermelho, definindo novamente a tendência. No final do dia de hoje o Psi20 já apresentava uma perda semanal de 5,93%, a qual poderá ainda ser agravada se os mínimos da semana passada forem atingidos.
A grande volatilidade, que se tem registado nestes últimos dias de negociação, com grandes "altos e baixos" durante o
intraday, têm dificultado a análise dos investidores que apenas prendem investir no curto-prazo, trazendo como consequência uma diminuição de volumes de acções transaccionadas.
Continuo a não aconselhar a entrada neste momento em acções nacionais, até que ocorram sinais de mudança.


Gráfico do Psi20 nos últimos 3 meses