sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Crash semanal

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Esta foi uma semana de fortes quedas em todas as bolsas mundiais.
O Psi20 recuou 19,81% e o Psi Geral recuou 19,84%, estando agora a negociar em valores de 2003. Nenhuma empresa do Psi20 conseguiu registar uma variação positiva, com a Sonaecom a ter a maior desvalorização com -30% e a Brisa a revelar-se como acção de refúgio em tempo de crise, com uma desvalorização de apenas -4,28%.
A EDPr, Sonae Industria, BES, BCP, BPI e REN estão a cotar em mínimos de 10 anos, a valores inferiores aos da última queda generalizada dos mercados entre 2000 e 2003. Isto mostra que praticamente todas as vendas que foram realizadas de acções destas empresas, foram feitas com os investidores a perder dinheiro, revelando um pouco o pânico e a falta de confiança que se vive actualmente nos mercados financeiros.

Apesar de não ter ocorrido nenhuma desvalorização superior a 20% nos principais mercados internacionais, esta semana pode-se considerar como o crash de 2008.
Para todos os investidores que neste momento pensam em reforçar posições com vista ao longo prazo, pensem que se tivessem feito o reforço na semana passada, como muitos fizeram, neste momento já estariam com potenciais perdas de 20%, e com melhores oportunidades de compra. Tentar prever o fundo de uma descida é uma operação perigosa, que pode originar potencias perdas.


Gráfico do Psi20 desde 1999 até hoje

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Competição de Bolsa

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O Expresso, a SDG e a NYSE Euronext lançaram uma competição de bolsa, com o nome Global Investment Challenge (GIC). Esta competição tem como objectivo a gestão de uma carteira de acções virtual, entre o período de 3 de Novembro e 23 de Janeiro. As inscrições já estão abertas online até ao dia 1 de Novembro, destinadas a todos os interessados com mais de 18 anos. Existem prémios aliciantes para as carteiras com melhores rendibilidades ao longo de toda a competição, e prémios intermédios após o primeiro e o segundo mês. Para mais informações consultar o regulamento abaixo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Escolhas de Buffett

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Saiu ontem no JdN uma notícia sobre as escolhas de Warren Buffet, um dos grandes investidores mundiais, e um dos homens mais ricos do mundo.
Segundo o JdN, as suas escolhas são baseadas em 9 critérios: capitalização bolsista da empresa entre as maiores do mercado; apresentem um bom histórico de rendibilidade de capitais próprios; consigam um crescimento acelerado devido a uma forte geração de fundos; margens de lucro superiores à concorrência; "cash-flow"(1) da empresa nos 5 anos seguintes superior ao seu valor em bolsa; cotação sobe mais que o valor contabilístico; "free cash-flow"(2) superior a 8%; resultados líquidos positivos no passado ano; relação entre o valor contabilístico por acção e a cotação elevada.
Dentro do Psi20 a Portugal Telecom seria a preferida de Buffet, não cumprido apenas o primeiro e ultimo critérios referidos anteriormente. Longe da PT surge um grupo de empresas que consegue apenas 4 critérios, constituído pelo BPI, EDP, ZON, Jerónimo Martins, Semapa e Altri.


(1)-Medida dos fundos gerados por uma empresa durante um exercício. É um bom indicador para a capacidade da empresa se auto-financiar.

(2)- Fluxo monetário líquido de impostos gerado por uma empresa. Este fluxo está disponível para o financiamento da empresa.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Short Selling

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O short selling é uma ferramenta que permite aos investidores beneficiar das quedas nos mercados. Esta opção permite a venda de títulos que o investidor não tenha em carteira, para posteriormente os comprar a um preço inferior, com as mais valias a resultar da diferença entre o preço de venda inicial e o preço de compra final.
Muitas noticias tem surgido acusando o "short selling"
de ser um causador de quedas nas acçoes, surgindo no passado dia 3 a notícia "Proibição de short-selling trava queda das acções da banca". Como se pode ver no short selling, tal como nas transacções "normais", existe uma operação de compra e de venda, apesar da sua ordem estar invertida. A grande diferença está na abertura e fecho de posições, em que no caso do short selling, uma abertura de posições causa uma pressão vendedora e um fecho de posições causa uma pressão compradora. Com a proibição do short selling estão a obrigar os investidores a fecharem as suas posições, e consequentemente a provocar uma pressão compradora de acções que vai levar à subida das suas cotações. Mas esta subida não tem consistência, sendo de apenas um dia ou dois, servindo apenas na minha opinião para iludir os accionistas.
Não será com esta proibição que se vai inverter a tendência do mercado, muito menos em Portugal, onde a prática de short selling é quase inexistente ou resume-se a
penas a short selling intraday, tendo os investidores que abrir e fechar posições na mesma sessão.
Quando os mercados sobem, as culpas não são atribuídas a ninguém, mas quando estão a descer existe sempre muito por onde atribuir culpas...

Depois de uma subida vem sempre uma descida. É assim o ciclo dos mercados e ninguém o consegue alterar por mais que tente.

Após sondagem efectuada no blog sobre o uso de short selling, os resultados foram os seguintes:
Estes resultados comprovam a quase inexistência do uso de short selling em Portugal, tal como foi referido anteriormente.


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cimpor

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As quebras nas vendas do mercado imobiliário, tem dificultado a vida à maior cimenteira nacional, e 10º a nível mundial. Com as vendas de casas no mercado ibérico a cair, e a construção a sofrer um forte abrandamento, a procura de cimento tem sofrido bastante, reflectindo-se nos fundamentais da Cimpor. No caso da Cimpor este reflexo é evidente, consequência dos quase 50% que representa o mercado ibérico nas suas vendas.
O grande o investimento que a empresa tem feito noutros mercados, com aquisições de fábricas e aumentando capacidades de produção, reflectem o seu plano de expansão, que está em grande parte representado no Brasil. A empresa pretende
aumentar a sua produção em 30% até 2011.


A Cimpor encontra-se a lateralizar no curto/médio prazo entre os 5€ e os 3,90€, apesar da tendência de longo prazo ser de queda. Não foram definidos nenhum suporte nem resistência no curto-prazo, com as cotações a apresentarem alguma volatilidade.


A última cotação da Cimpor foi de 4,348€, no último ano teve uma variação de -22,09%, apresenta um PER de 14 e uma taxa de dividendo de 5,29%.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Curta análise ao Psi20

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Já passaram 14 meses desde o princípio das quedas na bolsa nacional. A tendência de longo prazo não se alterou, e as quedas continuaram a imperar até sinais em contrário.
Desde o inicio de Julho que o Psi20 tem vindo a lateralizar, num sobe e desce constante entre os 7700 e 8900 pontos. Esta tendência de curto-prazo já formou uma resistência perto dos 8900 pontos, que caso seja quebrada com consistência, dará sinal de inversão, com a possibilidade de novos máximos relativos ou mesmo colocar um fim às quedas.
A crise na banca e a necessidade de intervenção das entidades reguladoras, trouxe mais pessimismo aos investidores. Esse pessimismo reflectiu-se na sondagem efectuada no blog, sobre possibilidade de um crash nas bolsas mundiais, em que a maioria dos leitores respondera afirmativamente. Em caso de crash, os mínimos de 2004 serão atingidos.



segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Recomendações dos analistas na semana de 15/09/2008

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Deixo aqui os preços-alvo e recomendações dos analistas na semana passada:

Empresa Preço-alvo Analista Potencial Recomendação
BPI 3,40 € Tiago Dionísio / ESR 55% "Comprar"
EDPr 5,80 € José Fernandez / BNP Paribas 4% "Underperform"
Galp 17,30 € BPI 45% "Comprar"
BPI 2,60 € Antonio Ramirez / KBW 19% "Market Perform"
Cimpor 6,80 € BPI 56% "Comprar"
Brisa 8,80 € BPI 32% "Comprar"
Altri 2,80 € Pedro Baptista / UBS 17% "Neutral"
Galp 15,80 € Michelle Vigna / Goldman Sachs 43% "Neutral"
Portucel 3,30 € João Mateus / BCP 67% "Comprar"
Brisa 10,10 € ESR 52% "Comprar"
EDP 4,40 € Morgan Stanley 46% "Overweight"


Volto a lembrar que os preços-alvo não devem de ser encarados como "o caminho da cotação", mas apenas como opiniões de analistas, que na maioria das vezes não têm em consideração a tendência dos mercados.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Galp Energia

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Após ter tocado nos 19,50€, que correspondeu a uma valorização de 235% desde a sua entrada em bolsa, a Galp têm seguido um caminho descendente, em linha com a tendência geral dos mercados.
As oscilações do preço do crude têm influenciado bastante a empresa, tendo como consequência directa uma diminuição dos lucros em 25% no primeiro semestre do ano face a igual período do ano passado, e uma diminuição de 46% nas margens de refinação. Estes resultados vêm contrariar o pensamento de muitos investidores, que ao verem o aumento dos preços do petróleo, admitem como consequência o aumento dos lucros das petrolíferas. Isso não acontece porque o aumento do preço do petróleo reflecte-se directamente na empresa, mas apenas no médio prazo no consumidor.
A recente aquisição da Esso e Agip na Península Ibérica, controladas pela Exxon Mobil e Eni, são um aposta em aumentar o numero de postos controlados, que já ultrapassa os 1500 em Portugal e Espanha.
As principais notícias catalisadoras das cotações poderão vir dos poços da Baía de Santos, apesar de apenas serem repercutidas em dividendos para a Galp no longo prazo.

A polémica que se tem gerado em torno dos preços dos combustíveis, tem levado a uma falta de confiança por parte dos investidores na empresa. A notícia generalizada nos órgãos de comunicação social, prende-se com o facto de os combustíveis estarem a descer menos que o preço do petróleo nos mercados internacionais. Analisando a noticia de uma forma muito simples e superficial, não existem duvidas da sua veracidade. Mas aprofundando um pouco mas o tema, os dados tornam-se um pouco diferentes do que nos querem mostrar.
Todas a comparações de preços que nos colocam reportam-se ao dia, e como é óbvio o petroleo que hoje é negociado nos mercados internacionais, não é o mesmo utilizado na produção dos combustíveis disponíveis no mesmo dia nos postos de abastecimento. Existe um
delay de uma a duas semanas ou até mais, dependendo dos stocks ou de outros factores no processo de produção, entre o preço do petróleo, e o seu possível reflexo no preço dos combustíveis.
O factor cambial também não é considerado na maioria dos casos, apesar do petróleo ser vendido em dólares e a sua venda ao consumidor em produtos refinados ser feita em euros.
É verdade que mesmo considerando um
delay de duas semanas, o preço dos combustíveis não tem descido tanto como o do crude, mas também é verdade que quando o petróleo estava em alta, a Galp também não fez reflectir toda a subida nos preços dos combustíveis. Entre Fevereiro e Julho o preço do petróleo, em valores corrigidos para euros, subiu dos 60€ para os 92€ (+53%), enquanto que o preço da gasolina sem impostos subiu dos 0,54€ para os 0,69€ (+28%) e o preço do gasóleo subiu dos 0,60€ para os 0,83€ (+38%). Desde Julho até ao inicio desta semana a queda do petróleo foi de 92€ para 75€ (-18%), a gasolina desceu dos 0,69€ para 0,63€ (-9%) e o gasóleo dos 0,83€ para os 0,73€ (-14%).
Muitas das notícias que surgem sobre este tema são apenas uma forma de populismo, tentando agradar à maioria, e por isso
aconselho alguma prudência na sua análise.

Tecnicamente a Galp teve ontem uma boa reacção ao suporte nos 10,82€, levando hoje uma valorização de 3,69% a acompanhar a tendência na Europa. A quebra deste suporte poderá significar uma descida abaixo dos 10€ no curto prazo.


A Galp apresenta um PER de 12,32, uma taxa de dividendo de 2,79%, e a recomendação média dos analistas é de "comprar".

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Resumo do dia

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Apesar de na maior parte do dia a bolsa Portuguesa estar a negociar em terreno positivo, esta fechou a perder. O Psi20 caiu 1,87% e o Psi Geral 0,46%.
O clima que se vive nos mercados financeiros, faz aumentar a volatilidade, e assim assistimos a grandes subidas num dia e no dia seguinte a fortes quedas. A tendência geral é de queda, e neste momento apesar de bons resultados que algumas empresas possam apresentar, nenhuma consegue contrariar a tendência principal dos mercados.
O destaque de hoje no Psi20 vai para a Brisa que consegue uma forte valorização em dia de quedas, subindo 3,14%. As outras empresas do Psi20 que registaram valorizações foram o BCP, a Sonae Indústria e a Teixeira Duarte. Dentro do Psi Geral, também o destaque para a Papelaria Fernandes, que conseguiu uma valorização de 11,11%.
A EDP e EDP Renováveis foram as cotadas que mais desvalorizaram no dia de hoje, respectivamente 5,97% e 4,30%.

Hoje a Cimpor e a Teixeira Duarte obtiveram aprovação para o arranque da construção de uma fábrica de cimento na Namíbia, que tem início da produção prevista para 2010.
A Sonae Sierra investiu 212 milhões de euros na construção de 3 novos centros comerciais, em Leiria, Caldas da Rainha e Maia.

Os mercados internacionais fecharam o dia em perda, com destaque para o índice Americano S&P que caiu 4,71%.
Hoje a seguradora AIG evitou a falência ao aceitar um empréstimo da Reserva Federal Americana, após negociações falhadas com particulares. Caso ocorre-se a falência, seria um dos grandes colapsos da história Americana.
A Morgan Stanley divulgou os resultados do último trimestre, que foram inferiores em 3% aos resultados previstos. Com esta notícia e com o clima que se instaurou devido às noticias recentes da banca, a Morgan Stanley fechou a perder mais de 30%.
A Samsung lançou hoje uma oferta de aquisição da empresa Sandisk por um valor 70% acima da última cotação da empresa, o que originou um ganho de 39,1% no dia de hoje. Apesar disso a Sandisk já recusou a oferta.

O mercado das
commodities registou hoje valorizações, tendo como principais destaques o crude e o ouro, que valorizaram respectivamente 5,72% e 2,27%.


terça-feira, 16 de setembro de 2008

Venda EDP Renováveis

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Por falta de disponibilidade não foi publicada ontem a venda da EDPR da carteira BolsaLisboa. Após ter accionado uma ordem "stop", bem apertada, colocada nos 6,25€, as acções foram vendidas ao preço de 6,245€.
Com a grande volatilidade que impera nos mercados, a EDPR apesar de ter chegado a cotar abaixo dos 5,90€, hoje fechou em 6,25€, valor superior à venda de ontem.
Penso que a tendência de curto-prazo das bolsas internacionais, vai ser de quedas, e como consequência a carteria Bolsa Lisboa vai ficar novamente afastada da realização de mais aquisições.