sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Resumo dos resultados do primeiro semestre de 2008

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O BCP foi a primeira cotada a apresentar os seus resultados semestrais com uma das maiores quebras de lucros, menos 67% em relação ao período homólogo do ano anterior. A banca foi o sector que até agora apresentou os piores resultados, com a liderança do BPI, que reduziu os seus lucros em 95%, um valor bastante abaixo das previsões dos analistas. O BES também reduziu os seus lucros em 28%, um valor inferior à média do sector em Portugal.
Outras cotadas do Psi-20 que apresentaram lucros inferiores, em relação ao passado ano, foram a Brisa com uma queda dos lucros de 41% e a Sonae Indústria com uma descida de 87%.
O grande destaque do Psi-20 foi a EDP, que conseguiu lucros de 703 milhões de euros, um aumento de 67%, 62% superior à previsão dos analistas. A Jerónimo Martins também obteve resultados superiores às expectativas, com um aumento de 55% dos lucros da empresa. A REN, Zon Multimédia,e EDP Renováveis também obterão lucros no 1ºsemestre, com uma variação respectivamente de 11%, 1% e 1140%.
Fora do Psi-20, é de registar o bom resultado da Pararede, com um aumento dos lucros em 406%, demonstrando as fortes políticas de crescimento da empresa. A Impresa e a Novabase também apresentaram resultados, com quebras nos lucros de 42,2% e 2.1% respectivamente, em relação ao período homólogo do ano passado.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Psi-20

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Nos últimos dias tem-se assistido a um abrandamento das quedas na bolsa nacional. Desde o inicio do mês de Julho, o psi-20 apenas desvalorizou 1% , com valorizações superiores a 10% por parte da Zon Multimédia, Jerónimo Martins e Altri. Mas como tem sido tendência, as perdas foram superiores aos ganhos. Dentro do Psi-20, 6 acções tiveram perdas superiores a 10%, e a Galp Energia teve mesmo perdas superiores a 20%!
Apesar deste abrandamento, as quantidades de acções transaccionadas não tem aumentado, e a pressão vendedora continua a ser significativa, o que mostra o pessimismo dos investidores face a uma recuperação dos mercados nos próximos dias.
Deixo de seguida um gráfico do Psi-20 que pode anunciar uma alteração de tendência nas próximas semanas.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Resumo do dia

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O mercado nacional acompanhou a tendência negativa das restantes bolsas europeus. A sessão de hoje também evidenciou a postura defensiva de alguns investidores em virtude dos diversos resultados que serão publicados durante esta semana. Amanhã o BES, a Sonaecom, a Novabase e a REN irão divulgar as suas contas semestrais. Depois de ter registado uma underperformance nas últimas duas semanas, a EDP Renováveis figurou entre as maiores subidas do PSI20. A Galp foi uma outra acção que recuperou da underperformance da semana anterior, beneficiando da subida do DJ Stoxx Oil/Gas. O BPI recuou 3.54%, após na 6ª feira ter anunciado que o resultado líquido referente ao 1º semestre de 2008 foi de EUR. 9.1 mn e a margem financeira de EUR. 322.5 mn. A Sonae Indústria foi penalizada pela notícia que a sua concorrente a Norbord tinha descrito um panorama bastante adverso para o resto do ano, o que reflecte as dificuldades que este sector está a atravessar. A Teixeira Duarte também foi uma das acções mais penalizadas, devido à queda das participadas Cimpor e BCP.


( fonte: www.bpinet.pt)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Alguma acção do Psi-20/Psi-Geral terá uma variação positiva durante o mês de Julho e Agosto?

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Após a sondagem efectuada ao leitores do blog, foram obtidos os seguintes resultados:


Os resultados desta sondagem são esclarecedores, com a maioria dos leitores do blog a não acreditarem na recuperação da bolsa portuguesa no curto prazo. O pessimismo nos mercados financeiros continua, e como recorrendo a dados históricos, a bolsa apresenta piores prestações durante o meses de verão, será melhor mesmo ir de férias e esquecer um pouco os mercados financeiros!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Portugal Telecom

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A PT foi mais uma das cotadas na bolsa nacional que não escapou à tendência dos mercados dos últimos tempos. Após ter ultrapassado a barreira dos 10€ em Outubro passado, as acções da PT têm seguído a tendência do mercado Português, levando a uma queda superior a 30%.
Mas as quedas da PT não se devem apenas ao clima económico que se vive. A redução do numero de subscrições da rede fixa, e o grande aumento da concorrência, não colocam a empresa numa boa situação em Portugal.
A introdução do MEO, pela empresa liderada por Zienal Bava, veio dar um novo fôlego à situação da empresa. O numero de subscrições do serviço já ultrapassa as 50 mil, e os analistas prevêem que até ao final do ano se atinja os 150 mil clientes.
Outro dos factores que deu um bom crescimento à PT no ultimo trimestre foi a sua participação no mercado brasileiro, onde a PT detêm uma participação na empresa de telecomunicações sul-americana Vivo. As operações no Brasil cresceram mais de 20%, com a Vivo a ser dada como uma empresa atractiva aos níveis actuais, e com resultados operacionais sustentáveis daqui para a frente.
Com o forte aumento da concorrência, principalmente por parte da Zon Multimédia, os preços alvo da PT têm vindo a descer, com o Citigroup a baixar o seu preço-alvo recentemente dos 8,80€ para os 7,50€. A recomendação média dos analistas é de vender, o PER da empresa é 10,59 e a taxa de dividendo 8,12%.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Resumo do dia

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A praça nacional acompanhou o movimento de inversão das bolsas europeias, encerrando o último dia da semana em alta. Os impulsionadores do mercado foram o sector financeiro e as «small caps» que ultimamente foram mais penalizadas.
Relativamente ao sector financeiro (o grande motivador das recentes perdas), o BCP subiu 5.28%, o BPI 11.77% e o BES 7.37%, apesar do corte de recomendações dado ao sector pela Lehman Brothers.
A Portugal Telecom encerrou nos 7.060 euros, após a Vivo ter confirmado que continua a liderar o mercado móvel no Brasil.
A Brisa ganhou 4.38%, apesar do Millennium bcp ter reduzido para 8.50 euros o preço alvo destas acções.
A limitar os ganhos da bolsa portuguesa esteve o comportamento dos títulos da Galp, da Jerónimo Martins e da EDP Renováveis.
Também a Zon Multimédia chegou a estar pressionada pelo corte do preço alvo para os 6.00 euros por parte da Merrill Lynch, embora tenha conseguido subir 2.24%.
(fonte: www.bpinet.pt)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sonae Indústria

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As acções da Sonae Indústria tem sido das que mais descem na bolsa Portuguesa. Desde os 10,93€, que atingiu à cerca de 1 ano, as acções da Sonae Indústria não param de descer, estando já a ser transaccionadas a 2,47€. Esta quedas são explicadas por uma desaceleração da procura aos produtos derivados de madeira, pelo aumento do preço da madeira e da resina, e um grande aumento nos combustíveis utilizados no fabrico de compostos de madeira. O clima económico que se vive, representa a maior fatia de perdas que a empresa registou no mercado, consequência da sua elevada exposição aos mercados europeu e norte-americano.
Devido aos maiores custos de produção e a uma diminuição de vendas, a empresa apresentou no primeiro trimestre deste ano uma quebra nos lucros de 3%, face ao mesmo período de 2007, e um aumento da dívida líquida para 8,2%. O que consegue diminuir as perdas da empresa são os mercados da América do Sul e África, que têm registado uma forte procura com margens superiores a 20%.
Os analistas acreditam que as acções da Sonae Indústria valem mais do triplo da cotação actual, e que quando os mercados começarem a recuperar da quedas, esta acção irá ter uma forte e rápida subida. A recomendação da maioria dos analistas é de comprar.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Valer menos que os capitais próprios

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Há 15 empresas no conjunto das 54 cotadas na bolsa portuguesa que merecem um valor de mercado - capitalização bolsista - inferior aos seus capitais próprios, a diferença entre os seus activos e as suas dívidas. Entre as empresas mais conhecidas deste grupo estão a Sonae Indústria , Sonaecom, Sonae Capital, Corticeira Amorim, Inapa, Teixeira Duarte, Impresa e Banif. E as duas SAD, a do Sporting e do FCPorto. A informação que esta relação entre o valor de mercado é inferior ao valor contabilístico é terrível. Revela que os investidores não acreditam nos números do balanço - consideram que, ou as dívidas são superiores ou o valor do património/activos é inferior. Ainda mais grave, é revelar que o mercado não acredita nas capacidades dessas empresas criarem, a curto prazo, valor que anule o excesso de dívida ou a desvalorização dos seus activos.
(fonte: Jornal de Negócios)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

3º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Ontem a carteira BolsaLisboa completou 3 meses de existência.
Devido à grande instabilidade que se vive nos mercados, e a tendência de quedas da bolsa Portuguesa, a carteira não apresentou nenhum activo no passado mês e como consequência os seus ganhos foram nulos. Quando ocorrer uma inversão de tendência ou uma correcção positiva no mercado português, a carteira BolsaLisboa irá entrar para aproveitar e obter mais valias. Enquanto isso não acontecer, a carteira continuará 100% liquida.

Durante o mesmo período o Psi20 desvalorizou 15,47% e o Psi Geral desceu 14,57%, estando as melhores prestações a cargo da Imobiliária Grão Pará, com uma subida superior a 13%, e da Jerónimo Martins com uma valorização superior a 7%. A Teixeira Duarte e a Soares da Costa foram a piores prestações na bolsa portuguesa, com desvalorizações respectivamente de 44,4% e 37,5%.




terça-feira, 8 de julho de 2008

EDP Renováveis

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A estreia em bolsa da EDPr não foi o que muitos investidores ambicionavam. Dos 8 euros em que começou a cotar, as acções da quarta maior empresa de energias renováveis têm registado quedas na sua cotação, em linha com os mercados europeus. Apesar disso, a EDPr foi das empresas que teve um melhor desempenho na bolsa Portuguesa, com perdas inferiores ao índice Psi-20 no passado mês.
Alguns analistas advertem para o facto da avaliação da empresa estar a ser feita incluindo os resultados futuros que a empresa poderá vir a ter, calculados a partir de cenários presentes tendo em conta as metas de crescimento propostas, e que se quisermos avaliar a empresa neste momento a partir dos seus activos, ela não valeria mais de 4€. Este cenário mostra-se algo perigoso para os accionistas. Se o preço do petróleo começar a baixar, e se a Europa optar pela utilização da energia nuclear, as energias renováveis não terão um papel fácil de afirmação dentro do sector, o que poderá trazer maiores quebras à cotação da EDPr.
A subida das taxas de juro que tivemos recentemente, e a possibilidade de maiores aumentos por parte do BCE, também não tornam a vida fácil à empresa liderada por Ana Maria Fernandes, que apresenta uma divida superior a 2,3 mil milhões de euros.
Apesar dos riscos, a Agência Internacional de Energia aponta um crescimento de energias renováveis nos países europeus da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico dos 19% actuais para os 31% do total da energia eléctrica produzida.