quarta-feira, 23 de julho de 2008

Alguma acção do Psi-20/Psi-Geral terá uma variação positiva durante o mês de Julho e Agosto?

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Após a sondagem efectuada ao leitores do blog, foram obtidos os seguintes resultados:


Os resultados desta sondagem são esclarecedores, com a maioria dos leitores do blog a não acreditarem na recuperação da bolsa portuguesa no curto prazo. O pessimismo nos mercados financeiros continua, e como recorrendo a dados históricos, a bolsa apresenta piores prestações durante o meses de verão, será melhor mesmo ir de férias e esquecer um pouco os mercados financeiros!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Portugal Telecom

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A PT foi mais uma das cotadas na bolsa nacional que não escapou à tendência dos mercados dos últimos tempos. Após ter ultrapassado a barreira dos 10€ em Outubro passado, as acções da PT têm seguído a tendência do mercado Português, levando a uma queda superior a 30%.
Mas as quedas da PT não se devem apenas ao clima económico que se vive. A redução do numero de subscrições da rede fixa, e o grande aumento da concorrência, não colocam a empresa numa boa situação em Portugal.
A introdução do MEO, pela empresa liderada por Zienal Bava, veio dar um novo fôlego à situação da empresa. O numero de subscrições do serviço já ultrapassa as 50 mil, e os analistas prevêem que até ao final do ano se atinja os 150 mil clientes.
Outro dos factores que deu um bom crescimento à PT no ultimo trimestre foi a sua participação no mercado brasileiro, onde a PT detêm uma participação na empresa de telecomunicações sul-americana Vivo. As operações no Brasil cresceram mais de 20%, com a Vivo a ser dada como uma empresa atractiva aos níveis actuais, e com resultados operacionais sustentáveis daqui para a frente.
Com o forte aumento da concorrência, principalmente por parte da Zon Multimédia, os preços alvo da PT têm vindo a descer, com o Citigroup a baixar o seu preço-alvo recentemente dos 8,80€ para os 7,50€. A recomendação média dos analistas é de vender, o PER da empresa é 10,59 e a taxa de dividendo 8,12%.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Resumo do dia

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A praça nacional acompanhou o movimento de inversão das bolsas europeias, encerrando o último dia da semana em alta. Os impulsionadores do mercado foram o sector financeiro e as «small caps» que ultimamente foram mais penalizadas.
Relativamente ao sector financeiro (o grande motivador das recentes perdas), o BCP subiu 5.28%, o BPI 11.77% e o BES 7.37%, apesar do corte de recomendações dado ao sector pela Lehman Brothers.
A Portugal Telecom encerrou nos 7.060 euros, após a Vivo ter confirmado que continua a liderar o mercado móvel no Brasil.
A Brisa ganhou 4.38%, apesar do Millennium bcp ter reduzido para 8.50 euros o preço alvo destas acções.
A limitar os ganhos da bolsa portuguesa esteve o comportamento dos títulos da Galp, da Jerónimo Martins e da EDP Renováveis.
Também a Zon Multimédia chegou a estar pressionada pelo corte do preço alvo para os 6.00 euros por parte da Merrill Lynch, embora tenha conseguido subir 2.24%.
(fonte: www.bpinet.pt)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sonae Indústria

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As acções da Sonae Indústria tem sido das que mais descem na bolsa Portuguesa. Desde os 10,93€, que atingiu à cerca de 1 ano, as acções da Sonae Indústria não param de descer, estando já a ser transaccionadas a 2,47€. Esta quedas são explicadas por uma desaceleração da procura aos produtos derivados de madeira, pelo aumento do preço da madeira e da resina, e um grande aumento nos combustíveis utilizados no fabrico de compostos de madeira. O clima económico que se vive, representa a maior fatia de perdas que a empresa registou no mercado, consequência da sua elevada exposição aos mercados europeu e norte-americano.
Devido aos maiores custos de produção e a uma diminuição de vendas, a empresa apresentou no primeiro trimestre deste ano uma quebra nos lucros de 3%, face ao mesmo período de 2007, e um aumento da dívida líquida para 8,2%. O que consegue diminuir as perdas da empresa são os mercados da América do Sul e África, que têm registado uma forte procura com margens superiores a 20%.
Os analistas acreditam que as acções da Sonae Indústria valem mais do triplo da cotação actual, e que quando os mercados começarem a recuperar da quedas, esta acção irá ter uma forte e rápida subida. A recomendação da maioria dos analistas é de comprar.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Valer menos que os capitais próprios

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Há 15 empresas no conjunto das 54 cotadas na bolsa portuguesa que merecem um valor de mercado - capitalização bolsista - inferior aos seus capitais próprios, a diferença entre os seus activos e as suas dívidas. Entre as empresas mais conhecidas deste grupo estão a Sonae Indústria , Sonaecom, Sonae Capital, Corticeira Amorim, Inapa, Teixeira Duarte, Impresa e Banif. E as duas SAD, a do Sporting e do FCPorto. A informação que esta relação entre o valor de mercado é inferior ao valor contabilístico é terrível. Revela que os investidores não acreditam nos números do balanço - consideram que, ou as dívidas são superiores ou o valor do património/activos é inferior. Ainda mais grave, é revelar que o mercado não acredita nas capacidades dessas empresas criarem, a curto prazo, valor que anule o excesso de dívida ou a desvalorização dos seus activos.
(fonte: Jornal de Negócios)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

3º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Ontem a carteira BolsaLisboa completou 3 meses de existência.
Devido à grande instabilidade que se vive nos mercados, e a tendência de quedas da bolsa Portuguesa, a carteira não apresentou nenhum activo no passado mês e como consequência os seus ganhos foram nulos. Quando ocorrer uma inversão de tendência ou uma correcção positiva no mercado português, a carteira BolsaLisboa irá entrar para aproveitar e obter mais valias. Enquanto isso não acontecer, a carteira continuará 100% liquida.

Durante o mesmo período o Psi20 desvalorizou 15,47% e o Psi Geral desceu 14,57%, estando as melhores prestações a cargo da Imobiliária Grão Pará, com uma subida superior a 13%, e da Jerónimo Martins com uma valorização superior a 7%. A Teixeira Duarte e a Soares da Costa foram a piores prestações na bolsa portuguesa, com desvalorizações respectivamente de 44,4% e 37,5%.




terça-feira, 8 de julho de 2008

EDP Renováveis

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A estreia em bolsa da EDPr não foi o que muitos investidores ambicionavam. Dos 8 euros em que começou a cotar, as acções da quarta maior empresa de energias renováveis têm registado quedas na sua cotação, em linha com os mercados europeus. Apesar disso, a EDPr foi das empresas que teve um melhor desempenho na bolsa Portuguesa, com perdas inferiores ao índice Psi-20 no passado mês.
Alguns analistas advertem para o facto da avaliação da empresa estar a ser feita incluindo os resultados futuros que a empresa poderá vir a ter, calculados a partir de cenários presentes tendo em conta as metas de crescimento propostas, e que se quisermos avaliar a empresa neste momento a partir dos seus activos, ela não valeria mais de 4€. Este cenário mostra-se algo perigoso para os accionistas. Se o preço do petróleo começar a baixar, e se a Europa optar pela utilização da energia nuclear, as energias renováveis não terão um papel fácil de afirmação dentro do sector, o que poderá trazer maiores quebras à cotação da EDPr.
A subida das taxas de juro que tivemos recentemente, e a possibilidade de maiores aumentos por parte do BCE, também não tornam a vida fácil à empresa liderada por Ana Maria Fernandes, que apresenta uma divida superior a 2,3 mil milhões de euros.
Apesar dos riscos, a Agência Internacional de Energia aponta um crescimento de energias renováveis nos países europeus da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico dos 19% actuais para os 31% do total da energia eléctrica produzida.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

As únicas que valorizam

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Nos últimos 30 dias, as únicas acções que conseguirão valorizações na bolsa Portuguesa, pertencem ao Psi Geral. A Media Capital valorizou 5,55%, a Sumolis 3,43% e a Papelaria Fernandes 0,37%. Apesar das valorizações, estas acções apresentam uma muito fraca liquidez, o que torna muito difícil a sua transacção e a consequente perda de interesse por parte dos investidores. No ultimo mês a Media Capital apenas registou transacção de acções da empresa em 5 dias e com um volume médio por dia em torno da 100 acções!

- cotações da Sumolis

- cotações da Pap.Fernandes

- cotações da Media Capital


O que fazer com os títulos da EDPr?

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Depois da sondagem feita ao leitores do blog, os resultados foram os seguintes:
A maioria dos visitantes do blog acreditam numa valorização de longo prazo por parte da EDPr, principalmente porque no longo prazo as acções mostram ser os activos mais rentáveis. Mas existem alguns casos de excepção na bolsa portuguesa: quem tivesse adquirido acções do BES em 2003 por um preço na casa dos 12€, neste momento estaria com uma perda superior a 20%; para quem tivesse adquirido acções da Pararede em 2003 a 0,20€, a cotação de fecho de ontem foi 0,13€!
Os restantes visitantes que votaram na sondagem já só pensam na venda, apesar de alguns não colocarem a hipótese de vender com perdas, independentemente da situação que se vive nos mercados financeiros.
A EDPr continua a ser uma das acções preferidas dos investidores devido à crise que se vive em torno dos combustíveis fósseis, e a necessidade de encontrar alternativas para estes.
A JPMorgan, como entidade contratada para fazer a estabilização das acções nos primeiros 30 dias de negociação, irá sair amanhã dia 4 de Julho, e por isso prevê-se para amanhã um dia decisivo para as acções da EDPr.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Psi-20 cai 2,5% para mínimos de dois anos

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Ontem foi mais um dia negro na bolsa nacional. O quinto consecutivo. O Psi-20 chegou a perder mais de 3% ao longo da sessão e negociou, novamente, em mínimos de Junho de 2006, abaixo dos 9300 pontos. Dos 20 títulos, apenas dois encerraram em terreno positivo e 12 registaram mínimos de, pelo menos 52 semanas.
A bolsa nacional recuou para os 9.344,09 pontos, tendo chegado a perder 3,71% para negociar nos 9,227,87 pontos, o nível mais baixo desde Junho de 2006, com 16 títulos a cair, dois a subir e dois inalterados. A queda da bolsa é explicada pela fuga dos investidores estrangeiros do mercado nacional numa altura em que todas as empresas acumulam perdas. "Os investidores estrangeiros estão a sair de Portugal", explicou um operador ao Jornal de Negócios. "Estão a perder muito dinheiro em todas as empresas em Portugal", acrescentou explicando que "não se justifica estar a apostar num país tão pequeno, dependente da Europa, numa altura em que os sinais economicos são muito fracos e as perspectivas de resultados negativas".
Todos os títulos do sector bancário atingiram mínimos de, pelo menos 52 semanas. O BCP recuou 2,26% para os 1,515 euros, tendo chegado a perder 4,84% para um mínimo de 1,475 euros. O BES perdeu 1,64% para os 10,48 euros e chegou a tocar nos 10,295 euros, apesar da instituição continuar a ser a preferida da KBW no sector financeiro português. Ainda assim, a KBW sublinha que os títulos do banco ainda " não estão atractivos o suficiente". O BPI recuou 2% para os 2,70 euros e o Banif caiu 3,06% para os 1,90 euros. O BPI e o Banif também registaram mínimos de, respectivamente, 2,605 e 1,85 euros.
A Brisa chegou a perder perto de 10%, e a negociar em mínimos de Julho de 2006 (7,83 euros), depois da Merrill Lynch ter cortado a recomendação da empresa para "underweight" e o preço alvo para os 8,40 euros. A Brisa encerrou a perder 6,21% para os 8,15 euros.
No sector da construção, a Teixeira Duarte perdeu 0,9% para os 1,10 euros e chegou a negociar nos 1,02 euros, o valor mais baixo em mais de 52 semanas. A Mota-Engil caiu 3,70% para os 4,68 euros e a Soares da Costa encerrou inalterada nos 1,45 euros. A Semapa foi uma das duas empresas que fechou em terreno positivo, ao ganhar 0,88%.

( fonte: Jornal de Negócios )