sexta-feira, 18 de julho de 2008

Resumo do dia

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A praça nacional acompanhou o movimento de inversão das bolsas europeias, encerrando o último dia da semana em alta. Os impulsionadores do mercado foram o sector financeiro e as «small caps» que ultimamente foram mais penalizadas.
Relativamente ao sector financeiro (o grande motivador das recentes perdas), o BCP subiu 5.28%, o BPI 11.77% e o BES 7.37%, apesar do corte de recomendações dado ao sector pela Lehman Brothers.
A Portugal Telecom encerrou nos 7.060 euros, após a Vivo ter confirmado que continua a liderar o mercado móvel no Brasil.
A Brisa ganhou 4.38%, apesar do Millennium bcp ter reduzido para 8.50 euros o preço alvo destas acções.
A limitar os ganhos da bolsa portuguesa esteve o comportamento dos títulos da Galp, da Jerónimo Martins e da EDP Renováveis.
Também a Zon Multimédia chegou a estar pressionada pelo corte do preço alvo para os 6.00 euros por parte da Merrill Lynch, embora tenha conseguido subir 2.24%.
(fonte: www.bpinet.pt)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sonae Indústria

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As acções da Sonae Indústria tem sido das que mais descem na bolsa Portuguesa. Desde os 10,93€, que atingiu à cerca de 1 ano, as acções da Sonae Indústria não param de descer, estando já a ser transaccionadas a 2,47€. Esta quedas são explicadas por uma desaceleração da procura aos produtos derivados de madeira, pelo aumento do preço da madeira e da resina, e um grande aumento nos combustíveis utilizados no fabrico de compostos de madeira. O clima económico que se vive, representa a maior fatia de perdas que a empresa registou no mercado, consequência da sua elevada exposição aos mercados europeu e norte-americano.
Devido aos maiores custos de produção e a uma diminuição de vendas, a empresa apresentou no primeiro trimestre deste ano uma quebra nos lucros de 3%, face ao mesmo período de 2007, e um aumento da dívida líquida para 8,2%. O que consegue diminuir as perdas da empresa são os mercados da América do Sul e África, que têm registado uma forte procura com margens superiores a 20%.
Os analistas acreditam que as acções da Sonae Indústria valem mais do triplo da cotação actual, e que quando os mercados começarem a recuperar da quedas, esta acção irá ter uma forte e rápida subida. A recomendação da maioria dos analistas é de comprar.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Valer menos que os capitais próprios

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Há 15 empresas no conjunto das 54 cotadas na bolsa portuguesa que merecem um valor de mercado - capitalização bolsista - inferior aos seus capitais próprios, a diferença entre os seus activos e as suas dívidas. Entre as empresas mais conhecidas deste grupo estão a Sonae Indústria , Sonaecom, Sonae Capital, Corticeira Amorim, Inapa, Teixeira Duarte, Impresa e Banif. E as duas SAD, a do Sporting e do FCPorto. A informação que esta relação entre o valor de mercado é inferior ao valor contabilístico é terrível. Revela que os investidores não acreditam nos números do balanço - consideram que, ou as dívidas são superiores ou o valor do património/activos é inferior. Ainda mais grave, é revelar que o mercado não acredita nas capacidades dessas empresas criarem, a curto prazo, valor que anule o excesso de dívida ou a desvalorização dos seus activos.
(fonte: Jornal de Negócios)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

3º Mês da Carteira BolsaLisboa

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Ontem a carteira BolsaLisboa completou 3 meses de existência.
Devido à grande instabilidade que se vive nos mercados, e a tendência de quedas da bolsa Portuguesa, a carteira não apresentou nenhum activo no passado mês e como consequência os seus ganhos foram nulos. Quando ocorrer uma inversão de tendência ou uma correcção positiva no mercado português, a carteira BolsaLisboa irá entrar para aproveitar e obter mais valias. Enquanto isso não acontecer, a carteira continuará 100% liquida.

Durante o mesmo período o Psi20 desvalorizou 15,47% e o Psi Geral desceu 14,57%, estando as melhores prestações a cargo da Imobiliária Grão Pará, com uma subida superior a 13%, e da Jerónimo Martins com uma valorização superior a 7%. A Teixeira Duarte e a Soares da Costa foram a piores prestações na bolsa portuguesa, com desvalorizações respectivamente de 44,4% e 37,5%.




terça-feira, 8 de julho de 2008

EDP Renováveis

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A estreia em bolsa da EDPr não foi o que muitos investidores ambicionavam. Dos 8 euros em que começou a cotar, as acções da quarta maior empresa de energias renováveis têm registado quedas na sua cotação, em linha com os mercados europeus. Apesar disso, a EDPr foi das empresas que teve um melhor desempenho na bolsa Portuguesa, com perdas inferiores ao índice Psi-20 no passado mês.
Alguns analistas advertem para o facto da avaliação da empresa estar a ser feita incluindo os resultados futuros que a empresa poderá vir a ter, calculados a partir de cenários presentes tendo em conta as metas de crescimento propostas, e que se quisermos avaliar a empresa neste momento a partir dos seus activos, ela não valeria mais de 4€. Este cenário mostra-se algo perigoso para os accionistas. Se o preço do petróleo começar a baixar, e se a Europa optar pela utilização da energia nuclear, as energias renováveis não terão um papel fácil de afirmação dentro do sector, o que poderá trazer maiores quebras à cotação da EDPr.
A subida das taxas de juro que tivemos recentemente, e a possibilidade de maiores aumentos por parte do BCE, também não tornam a vida fácil à empresa liderada por Ana Maria Fernandes, que apresenta uma divida superior a 2,3 mil milhões de euros.
Apesar dos riscos, a Agência Internacional de Energia aponta um crescimento de energias renováveis nos países europeus da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico dos 19% actuais para os 31% do total da energia eléctrica produzida.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

As únicas que valorizam

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Nos últimos 30 dias, as únicas acções que conseguirão valorizações na bolsa Portuguesa, pertencem ao Psi Geral. A Media Capital valorizou 5,55%, a Sumolis 3,43% e a Papelaria Fernandes 0,37%. Apesar das valorizações, estas acções apresentam uma muito fraca liquidez, o que torna muito difícil a sua transacção e a consequente perda de interesse por parte dos investidores. No ultimo mês a Media Capital apenas registou transacção de acções da empresa em 5 dias e com um volume médio por dia em torno da 100 acções!

- cotações da Sumolis

- cotações da Pap.Fernandes

- cotações da Media Capital


O que fazer com os títulos da EDPr?

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Depois da sondagem feita ao leitores do blog, os resultados foram os seguintes:
A maioria dos visitantes do blog acreditam numa valorização de longo prazo por parte da EDPr, principalmente porque no longo prazo as acções mostram ser os activos mais rentáveis. Mas existem alguns casos de excepção na bolsa portuguesa: quem tivesse adquirido acções do BES em 2003 por um preço na casa dos 12€, neste momento estaria com uma perda superior a 20%; para quem tivesse adquirido acções da Pararede em 2003 a 0,20€, a cotação de fecho de ontem foi 0,13€!
Os restantes visitantes que votaram na sondagem já só pensam na venda, apesar de alguns não colocarem a hipótese de vender com perdas, independentemente da situação que se vive nos mercados financeiros.
A EDPr continua a ser uma das acções preferidas dos investidores devido à crise que se vive em torno dos combustíveis fósseis, e a necessidade de encontrar alternativas para estes.
A JPMorgan, como entidade contratada para fazer a estabilização das acções nos primeiros 30 dias de negociação, irá sair amanhã dia 4 de Julho, e por isso prevê-se para amanhã um dia decisivo para as acções da EDPr.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Psi-20 cai 2,5% para mínimos de dois anos

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Ontem foi mais um dia negro na bolsa nacional. O quinto consecutivo. O Psi-20 chegou a perder mais de 3% ao longo da sessão e negociou, novamente, em mínimos de Junho de 2006, abaixo dos 9300 pontos. Dos 20 títulos, apenas dois encerraram em terreno positivo e 12 registaram mínimos de, pelo menos 52 semanas.
A bolsa nacional recuou para os 9.344,09 pontos, tendo chegado a perder 3,71% para negociar nos 9,227,87 pontos, o nível mais baixo desde Junho de 2006, com 16 títulos a cair, dois a subir e dois inalterados. A queda da bolsa é explicada pela fuga dos investidores estrangeiros do mercado nacional numa altura em que todas as empresas acumulam perdas. "Os investidores estrangeiros estão a sair de Portugal", explicou um operador ao Jornal de Negócios. "Estão a perder muito dinheiro em todas as empresas em Portugal", acrescentou explicando que "não se justifica estar a apostar num país tão pequeno, dependente da Europa, numa altura em que os sinais economicos são muito fracos e as perspectivas de resultados negativas".
Todos os títulos do sector bancário atingiram mínimos de, pelo menos 52 semanas. O BCP recuou 2,26% para os 1,515 euros, tendo chegado a perder 4,84% para um mínimo de 1,475 euros. O BES perdeu 1,64% para os 10,48 euros e chegou a tocar nos 10,295 euros, apesar da instituição continuar a ser a preferida da KBW no sector financeiro português. Ainda assim, a KBW sublinha que os títulos do banco ainda " não estão atractivos o suficiente". O BPI recuou 2% para os 2,70 euros e o Banif caiu 3,06% para os 1,90 euros. O BPI e o Banif também registaram mínimos de, respectivamente, 2,605 e 1,85 euros.
A Brisa chegou a perder perto de 10%, e a negociar em mínimos de Julho de 2006 (7,83 euros), depois da Merrill Lynch ter cortado a recomendação da empresa para "underweight" e o preço alvo para os 8,40 euros. A Brisa encerrou a perder 6,21% para os 8,15 euros.
No sector da construção, a Teixeira Duarte perdeu 0,9% para os 1,10 euros e chegou a negociar nos 1,02 euros, o valor mais baixo em mais de 52 semanas. A Mota-Engil caiu 3,70% para os 4,68 euros e a Soares da Costa encerrou inalterada nos 1,45 euros. A Semapa foi uma das duas empresas que fechou em terreno positivo, ao ganhar 0,88%.

( fonte: Jornal de Negócios )

terça-feira, 24 de junho de 2008

Bolsa em mínimos

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Hoje, tal como nos últimos dias, os mercados internacionais vivem momentos difíceis. A esta hora o Psi20 já perdia 2,89%, enquanto que o Psi-Geral apenas perde 0,81% devido ao bom desempenho das empresas fora do Psi20 menos afectadas pelos investidores estrangeiros e o "subprime". A bolsa nacional tem registado a pior performance da Europa com uma queda superior a 25% desde o inicio do ano, e com algumas empresas a perderem mais de 50%!
Se atendermos a que as desvalorizações no mercado Norte-Americano ainda não foram muito significativas, tendo em conta dados históricos de outros momentos de crise nos mercados financeiros, e a relação que a nossa pequena bolsa nacional tem com as grandes bolsas mundiais, como é o caso dos EUA, podemos perspectivar momentos difíceis nos próximos tempos.
Com o petróleo em máximos, o grande aumento das matérias primas, a diminuição do poder de compra, o possível aumento das taxas de juro, e as taxas de inflação em valores elevados, temos muitas razões para a queda generalizada dos mercados financeiros e mesmo de um "crash" nos mercados.
Muitos investidores pensarão neste momento que já não existe margem para um "crash", devido às grandes quedas a que o mercado nacional já esteve sujeito. Mas basta fazer uma pesquisa histórica e ver que os grandes "crashes" do século XX aconteceram após um período de desvalorizações entre 10 a 20%, e não em máximos.
Olhando um pouco para as empresas nacionais, e tal como os analistas fazem, podemos dizer hoje que muitas acções estão a preço de saldo. Mesmo que uma acção esteja a preço de saldo hoje, amanhã o saldo poderá ser maior e dentro de 1 ano ainda maior, e por isso mesmo para os investidores que apostam para o longo prazo, é necessário algumas cautelas.
Se comprar acções hoje da EDP a 3,33€ ou da Sonae SGPS a 0,81€, pensando que os valores já estão muito baixos e que a margem de desvalorização é muito pequena, basta que a bolsa nacional continue em quedas durante mais um ano, e que por exemplo a EDP chegue a cotar nos 1,50 e a Sonae SGPS nos 0,25€( valores que atingiram no ano de 2003), para as perdas serem superiores a 60%! Mas se for um investidor de longo prazo e não se preocupar com estas desvalorizações, pensando na futura subida dos mercados, se vender as acções da EDP que comprou hoje daqui a 5 anos a 5€, tem uma rentabilidade a rondar os 50%, à qual se retira a taxa de inflação anual de 3,5% (3,5X5=17,5%) e resulta numa rentabilidade anual de 6,5%, o que não me parece muito face às alternativas oferecidas pelos bancos nomeadamente os fundos de investimento.
Por isso aconselho alguma prudência quanto aos investimentos realizados neste momento nos mercados financeiros.

- crash de 1929 no Dow Jones Industrial

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Diário de Bolsa

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A conjuntura externa continuará a ser o principal movente da bolsa nacional, embora algumas acções possam ser influenciadas por factores específicos. Uma noticia de ontem que veio alterar o panorama para os produtores nacionais de papel( Portucel, Altri e Inapa). Ontem das duas principais empresas do sector, as finlandesas Stora Enso e UPM, reduziram as suas projecções de resultados, argumentando, entre outros factores, a fraca performance do negócio de produtos de madeira, a subida do petróleo e do euro, aliados à incerteza da conjuntura macroeconómica.
Hoje, a Merrill Lynch reduziu a recomendação da Stora Enso de Neutral para
Underperform. Apesar de parte destes factores negativos só se aplicarem especificamente às empresas finlandesas, esta noticia poderá condicionar as acções nacionais do sector.

Hoje em destaque estão as acções da F.Ramada e Altri com o inicio da negociação dos direitos.
(fonte: www.bpinet.pt)